Um pouco de funeral doom metal para animar o Natal; ouça nova música do Shape of Despair
Por Emanuel Seagal
Postado em 22 de dezembro de 2021
Shape of Despair, o ícone finlandês do funeral doom lançará seu novo álbum, "Return to the Void", no dia 25 de fevereiro de 2022 pela Season of Mist. A banda está compartilhando agora seu novo single, "Dissolution", que pode ser ouvido abaixo.
A capa do disco, criada por Mariusz Krystew, a lista de faixas e mais informações estão disponíveis abaixo.
"Return to the Void" já está disponível para pré-venda.
"Return To The Void" tem as seguintes faixas:
01. Return To The Void (09:14)
02. Dissolution (08:59)
03. Solitary Downfall (11:06)
04. Reflection In Slow Time (08:08)
05. Forfeit (08:00)
06. The Inner Desolation (11:48)
O Shape of Despair retorna da escuridão nórdica com seu novo álbum, "Return to the Void". Entre o sucesso de "Monotony Fields" (2015) e hoje, os membros do Shape of Despair têm composto e se apresentado com seus outros projetos como Finntroll, Impaled Nazarene, Throes of Dawn, e Counting Hours. Os finlandeses nunca foram ou acharam a necessidade de serem prolíficos, no entanto. A corrida para a escuridão fria é uma tarefa contemplativamente sem pressa. "Return to the Void" é musicalmente e tematicamente a mesma jornada, de solidão perpétua e dolorida falta de esperança, conduzida direto para o coração do crepúsculo gelado. Como sempre, esta é uma música triste para dias sem sol.
"Não muito depois de 'Monotony Fields', comecei a compor para o 'Return to the Void', disse o guitarrista e membro fundador Jarno Salomaa. "No início a música-título parecia muito primitiva. Pensei em fazer um álbum solo com ela, mas depois de um tempo, a música me lembrou de um material mais antigo do Raven. Naturalmente e eventualmente começou a parecer como uma música do Shape of Despair."
O Shape of Despair foi formado a partir das cinzas do Raven, em Helsinque, no ano de 1998. Na verdade, a transformação no nome atual não foi tão violenta quanto parece. Uma simples mudança de nome, iniciada por Jarno, coincidiu com o desenvolvimento da predileção dos finlandeses por metal lento, embora gelado. A grande estreia do Shape of Despair, com "Shades of ..." (2000), foi a prova de que a desgraça imponente do jovem sexteto já estava em ascensão. A partir daí, os músicos se transformaram em membros, mas continuaram sua marcha fúnebre para se tornarem lendas com "Angels of Distress" (2001) e "Illusion's Play" (2004) antes de hibernar por quase uma década. Enquanto "Return to the Void" é a continuação natural de "Monotony Fields" e representa mais de seis anos de desenvolvimento de composições, a narrativa principal (e de fato o oportuno retorno do baterista Samu Ruotsalainen) está enraizada no passado.
"'Return to the Void' não é a continuação de 'Monotony Fields' no sentido tradicional", afirma Jarno. "Como declarado, a composição remonta à primeira música que fizemos para o Raven. Eu diria que minha abordagem mudou depois de todos esses anos fazendo música. Eu encontrei maneiras novas e diferentes de moldar os arranjos e minhas composições. O que mais importa, eu acho, é que ainda tenha a atmosfera do Shape of Despair."
"Return To The Void" é, sem dúvida Shape of Despair. Do olhar vazio de "Dissolution" e da beleza gélida de "Reflection in Slow Time" à catedral em colapso em "Forfeit" e a queda do vazio que é a impressionante faixa-título, os finlandeses superaram os seus hits anteriores "Woundheir", "Angels of Distress" e "Sleep Mirrored" com uma facilidade surpreendente. O funeral doom costuma ser limitado em seu escopo, mas "Return to the Void" se opõe à isso com seus vales desesperadamente inspirados e picos angelicais, alimentado pelos vocais angelicais de Natalie Koskinen. Com as letras obscuras de Henri Koivula, o Shape of Despair oferece uma exibição de classe de um gênero expansivo e fílmico.
"'Return to the Void' é o título que pensamos que melhor descreveria o álbum", afirma Henri Koivula. "É um retorno para nós de muitas maneiras. Estávamos caminhando (musicalmente) para o início do Shape of Despair. Além disso, Samu está de volta à banda. No geral, minhas letras têm uma linha vermelha - uma sensação de solidão e depressão. O estado em que você descobre que tudo perdeu seu significado. Não há passado ou futuro, apenas este momento à deriva perto do firmamento."
O projeto "Return to the Void" começou no ano de 2020 e continuou até maio de 2021. Os trabalhos de produção foram arrancados do produtor anterior, Max Kostermaa, e repassados diretamente para à banda. Samu Ruotsalainen, Jarno Salomaa, Henri Koivula e Miika Niemelä trabalharam, respectivamente, no Beat Domination Studios, D-Studios e Doom Cave Studios. O grupo também olhou dentro de suas fileiras para mixar, passando o trabalho para o baterista Samu Ruotsalainen (Finntroll, Metsatöll). A masterização foi concedida ao premiado ás Svante Forsbäck (Volbeat, Rammstein) na Chartmakers West em Espoo. Se as produções anteriores do Shape of Despair eram enormes, "Return to the Void" é incomensuravelmente massivo. Basta ouvir "Solitary Downfall" e a esmagadora "The Inner Desolation", sendo aparente que o Shape of Despair criou um templo de som para ruminar a crueldade da existência.
"Gravamos o álbum por conta própria, o que nos deu a liberdade de gravar quando e pelo tempo que quiséssemos", diz Jarno. "Tudo foi feito no final do inverno, com a mixagem acontecendo entre fevereiro e março de 2021. Tivemos alguns finais de semana para mixar com Samu, mas a maior parte foi feita sem nós. A masterização foi então finalizada em maio de 2021. O som é principalmente cru, mas ainda pesado. O foco principal era manter nosso mundo sonoro intacto. Acredito que este álbum soa o mais preciso que quisemos que nossos álbuns soassem", concluiu o grupo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O membro do Iron Maiden que "não aguenta mais e quer sair", segundo Regis Tadeu
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Bruce Dickinson quer novo disco do Iron Maiden, Steve Harris não sabe, diz Nicko McBrain
Manager de Tony Iommi considerou letras de Jorn Lande "muito sombrias"
Fabio Lione publica desabafo irônico que supostamente mira sua ex-banda, o Angra
Baterista informa via Facebook que não faz mais parte do Forbidden e surpreende demais integrantes
A melhor cantora brasileira de metal na atualidade, segundo Ricardo Confessori
Por que Derek Riggs não fez a capa de "Fear of the Dark", segundo o Iron Maiden
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
Pearl Jam segue à procura de novo baterista, revela Jeff Ament
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
Malvada anuncia Cyz Mendes como nova vocalista
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
James Hetfield revela qual o seu álbum favorito do Metallica
Mick Jagger e Keith Richards escolhem suas músicas favoritas dos Beatles
A impagável reação de Paul Di'Anno ao ouvir o hit "Morango do Nordeste"

O guitarrista preferido de Mark Knopfler, do Dire Straits, e que David Gilmour também idolatra
Marty Friedman: "Prefiro mastigar vidro que ouvir Jimi Hendrix"
Iron Maiden cai no riso em show nos EUA de 2008
Chris Cornell: cantor usou aparelho de escalada para tirar a vida
Como Beatles transformou xingamento a Mick Jagger em nome de álbum clássico da banda
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1982



