Fabio Lione opina sobre participação de Edu Falaschi na turnê do "Temple of Shadows"
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de dezembro de 2023
O vocalista Fabio Lione participou de entrevista ao Ibagenscast. Na ocasião, o músico foi questionado se acharia legal que o ex-cantor Edu Falaschi participasse da turnê de comemoração do disco clássico "Temple of Shadows".
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Em sua resposta, Lione foi sincero e disse que não curtiria muito essa ideia. Ele explicou os motivos por trás desse pensamento. "Se é possível participação do Edu na turnê de comemoração do ‘Temple of Shadows’? Acho que não! Por dois motivos. Principalmente porque ele quer comemorar o disco com a banda dele, sozinho.
Ele já falou isso, me parece. Então, se ele faz a turnê com a banda dele, não faz sentido fazer com o Angra também. Misturar as duas coisas. E segundo, acho que a banda não precisa comemorar o ‘Temple of Shadows’ com ele. Depois de três CDs comigo, não precisa. No Brasil, entendo que uma parte dos fãs gostaria da ideia, mas posso assegurar que, fora do Brasil, ninguém. Agora, o Kiko Loureiro é outro assunto, não sei o que vai acontecer".
"Temple of Shadows" e Angra
O álbum "Temple of Shadows", lançado pelo Angra em 2004, marcou um capítulo significativo na trajetória da banda brasileira de metal. O quinto trabalho do grupo, que contava com a então nova formação composta por Edu Falaschi (vocal), Felipe Andreoli (baixo), Aquiles Priester (bateria), Kiko Loureiro (guitarra) e Rafael Bittencourt (guitarra), alcançou resultados excepcionais, mas não sem enfrentar desafios significativos durante sua produção.
Num vídeo publicado no Instagram (transcrição de Igor Miranda), Rafael Bittencourt compartilhou detalhes sobre os bastidores da criação de "Temple of Shadows". O guitarrista destacou que, apesar do sucesso conquistado, esse foi o álbum mais difícil de sua carreira.
No início do processo, Bittencourt expressou sua empolgação com a oportunidade de explorar novos estilos musicais. "Eu e o Kiko, por conta do 'Rebirth', percebemos essa sintonia na composição em conjunto e a gente pôde aprimorar isso junto", afirmou. No entanto, o caminho rumo à conclusão do álbum não foi tão suave quanto o esperado.
Dentre os desafios enfrentados, destacam-se problemas na voz de Edu Falaschi e conflitos internos entre os membros da banda. Sobre a situação vocal de Falaschi, Bittencourt revelou: "Edu cantando já não estava na sua melhor performance como cantor, não sabia se era uma alergia, o que aconteceu, mas durante as gravações, foi muito difícil. Acompanhei isso dando força, mudando letra e melodia, procurando motivá-lo".
Além disso, o guitarrista mencionou as dificuldades em lidar com os "egos inflamados" dos novos integrantes. A presença de artistas de sucesso na banda trouxe consigo desafios na gestão das relações internas e na direção artística. "A gente tinha novos integrantes que não eram tão novos, já eram artistas de sucesso, tinham egos inflamados, e controlar isso não foi fácil, dar uma direção para isso", disse Bittencourt.
A luta para concluir "Temple of Shadows" foi intensa, mas os frutos desse esforço se refletiram no sucesso do álbum. No entanto, o impacto do triunfo também se fez sentir nas relações entre os membros da banda. A formação que gravou o álbum lançaria apenas mais um trabalho, "Aurora Consurgens" (2006), antes de se desfazer, com a saída de Aquiles Priester em 2007, seguido por Edu Falaschi em 2012.
"O desgaste foi tanto, junto com o sucesso que o álbum teve, e todos os artistas dentro da banda se sentindo super capazes, com seus egos mega inflamados. A partir dali, ficou difícil controlar a coesão, cada um querendo sua própria glória, é complicado", comentou Rafael Bittencourt sobre o desfecho daquela formação do Angra.
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