O profundo significado das palavras em português em "Ratamahatta" do Sepultura
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de julho de 2024
O clássico "Ratamahatta" é até hoje lembrado nos shows do Sepultura e dos irmãos Cavalera e trata-se de um dos grandes acontecimentos do metal nacional. Composta pela banda em parceria com Carlinhos Brown, a canção chama atenção pela presença de palavras em português.
A música, bastante tribal e percussiva, traz nos versos os seguintes vocábulos curiosos: Zé do Caixão, Zumbi Lampião, Biboca, Garagem, Favela, Fubanga e Bocada. Enquanto os primeiros fazem referências a personagens da história do Brasil, os últimos remetem a um local não muito privilegiado.
Sepultura - Mais Novidades
De acordo com Carlinhos Brown, em entrevista ao UOL, a música foi inspirada nos ratos de Nova York, ou seja, esses animais não habitam apenas lugares insalubres. "Eu tinha na cabeça esse título ‘Ratamahatta’ e precisava terminar. Max me ajudou. Quando estive em Manhattan, fiquei impressionado com os ratos deles. Parecem com os sariguês [gambás] daqui da Bahia. E sariguê aqui vai para a panela! Só que o pessoal dizia que os ratos de Manhattan não eram bons para comer, porque eram mais sujos.
Por isso na letra há as palavras 'garagem', 'biboca' e 'favela'. O rato não está apenas nos grandes centros. Ele está por todos os lugares. Ele está na fubanga, maloca, bocada. Quem é o rato? É o chefe da reciclagem. Isso que quer dizer a música. Fala de um rato de Manhattan que percorre o mundo e se conecta com todos".
Já o 365 Canções Brasileiras traz interpretações para a presença das figuras históricas mencioandas: "A primeira parte parece falar da luta da juventude brasileira durante uma época de grande opressão e dificuldades econômicas. A segunda, com sua menção a heróis do povo como Zé do Caixão, Zumbi e Lampião, parece representar a liberdade, uma ruptura com a norma ou o típico.
O próprio título funciona como um instrumento de percussão nas apresentações de Brown, a palavra criada a partir da ideia de muitos ratos em Manhattan, unindo os Estados Unidos e o Brasil. ‘Ratamahatta’ como um todo representa uma quebra de paradigma, um afastamento em relação a arquétipos, para bandas de metal daqueles dias ou de qualquer dia".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-baterista do Black Sabbath considera Tony Iommi um dos músicos mais fáceis de lidar
O principal problema do novo documentário dos Raimundos, segundo Digão
Mortiis cita o Sarcófago entre as poucas referências do black metal no início dos anos 90
O megastar maior que o Pink Floyd cujo show David Gilmour achou apenas "mediano"
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?
Skid Row anuncia versão remasterizada de coletânea, que será lançada em novembro
Quanto do Angra pertence a Felipe Andreoli, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Vivian Campbell relembra teste para entrar na banda de Dio; "Eles estavam chapados"
Metallica contribuiu para a ascensão do grunge e do Nirvana, segundo Kirk Hammett
Joe Lynn Turner explica diferenças entre trabalhar com Ritchie Blackmore e Yngwie Malmsteen
O dia que Caetano Veloso gravou sozinho para que músicos vissem show histórico de rock
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep

O que significa a famigerada expressão "viúva dos Cavalera"?
Cogumelo Records: 46 anos no coração do rock pesado de Belo Horizonte
Sepultura, Titãs e Luiz Caldas levam o peso do rock ao Altas Horas deste sábado
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
Como era o mundo do metal quando ocorreram os atentados de 11 de setembro, há 25 anos
O melhor disco da história do thrash metal, segundo a Metal Hammer
Max Cavalera e o curioso motivo pelo qual ele usa apenas quatro cordas na guitarra


