A diferença entre Ritchie Blackmore e Tony Iommi, segundo o lendário Glenn Hughes
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de junho de 2025
Em entrevista ao site BraveWords, o cantor e baixista Glenn Hughes — que brilhou tanto no Deep Purple quanto no Black Sabbath — falou abertamente sobre as diferenças entre Ritchie Blackmore e Tony Iommi. Segundo ele, apesar de ambos serem figuras centrais do rock, o temperamento dos dois não poderia ser mais distinto.
"Eles eram diferentes. Em termos de personalidade, bem diferentes", disse Hughes. "O Ritchie era mais sombrio, um pouco isolado. Não estou dizendo nada de ruim sobre ele. Estou falando do cara que conheci nos anos 70. Um grande compositor. Misterioso pra caramba, sabe o que quero dizer?"

A declaração dá eco à fama de enigmático que sempre acompanhou Blackmore, criador de riffs icônicos como o de Smoke on the Water. Hughes fez questão de destacar que, apesar do distanciamento, não guarda mágoas. Ao contrário, mantém respeito pelo colega de banda.
Sobre Tony Iommi, parceiro de Hughes no álbum Seventh Star (1986), a fala é bem mais calorosa. O cantor aproveitou para esclarecer um antigo boato de que os dois teriam rompido a amizade: "Sempre conto essa história, e você provavelmente já ouviu também. Mas nunca tivemos uma briga".
Ele relembrou o início do vínculo com o guitarrista do Sabbath: "Conheci o Tony em 1970, quando o Sabbath estourou. Eu ainda estava no Trapeze, conhecia todos aqueles caras. Trabalhar com o Tony é como estar com um dos meus amigos mais próximos. Somos muito ligados, e isso é ótimo".
Hughes também deixou claro que o relacionamento profissional entre os dois sempre foi baseado em respeito e parceria. "A gente se dá muito bem, e isso nunca mudou", afirmou.
Glenn Hughes tem construído uma carreira sólida e versátil, com passagens marcantes por bandas históricas e colaborações relevantes. Aos 72 anos, continua ativo e produtivo. Recentemente, esteve em turnê com o projeto Black Country Communion, ao lado de Joe Bonamassa, e não descarta futuras colaborações com antigos colegas.
Já Tony Iommi, mesmo com a aposentadoria do Black Sabbath, segue envolvido com música. Participações pontuais e projetos solo mantêm vivo o legado do guitarrista que redefiniu o som do heavy metal.
Em meio a tantas histórias e lendas envolvendo grandes nomes do rock, Hughes se mostra disposto a manter a memória viva — com sinceridade e sem alimentar mitos. Como ele mesmo resumiu, ao falar de Iommi: "É como estar entre amigos de verdade. Isso nunca muda".
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