Max Cavalera conta como os primeiros discos do Soulfly inspiraram a criação de "Chama"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 20 de novembro de 2025
Max Cavalera fundou o Soulfly na segunda metade da década de 1990, pouco depois de sua conturbada saída do Sepultura - banda criada ao lado do irmão, o baterista Iggor. Desde então, o grupo se tornou seu principal projeto, ainda que ele também siga ativo em outras frentes, como o Cavalera, Killer Be Killed, Go Ahead and Die e a recente retomada do Nailbomb.
O catálogo do Soulfly reúne 13 álbuns de estúdio, sendo o mais recente deles "Chama" (2025). Sucessor de "Totem" (2022), o disco foi tema de uma entrevista que Max concedeu ao site Blabbermouth. Durante a conversa, o músico explicou como os primeiros trabalhos da banda ajudaram a moldar o espírito criativo do novo lançamento, mesmo sem a intenção de revisitar fielmente aquela sonoridade.

Segundo Max, "Chama" recupera a atitude presente nos dois primeiros discos do Soulfly. O frontman detalha: "A ideia não era tentar fazer um disco que soasse como aqueles álbuns. Era mais algo inspirado na atitude daqueles álbuns. Acho que, para mim, o mais legal do 'Soulfly I' e do 'Primitive' era a atitude que tinham, mais do que a música. Para mim, a ideia de trazer essa atitude de volta ao Soulfly foi mais importante para este álbum. Acho que conseguimos isso, há algo nesse disco. Não sei exatamente o que é. Há o que quer que você possa chamar de 'magia' ou 'vibração'. Não sei, mas este álbum foi lançado e meio que incendiou o lugar. Fez com que o Soulfly se sentisse novamente no lugar onde pertence."
Adiante, Max reconhece que é difícil criar um trabalho após tanto tempo de estrada. E ele se mostrou feliz por continuar transformando ideias em músicas até hoje.
"Adoro isso. Acho que isso é difícil de fazer depois de 13 álbuns. Muitas pessoas ficam sem ideias, desaceleram. Ter todas essas ideias em um álbum neste momento foi muito legal e incrível. Estou muito feliz por termos conseguido isso."
"Chama" foi lançado no dia 10 de outubro. Para ler uma resenha sobre mais uma obra com o selo Max Cavalera de qualidade, acesse o link a seguir.
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