A melhor fase do Accept de todos os tempos, segundo Wolf Hoffmann
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de setembro de 2026
Wolf Hoffmann prefere a fase atual do Accept a qualquer outro momento da carreira do grupo - inclusive aos anos 1980. O guitarrista fez a afirmação em entrevista ao programa Full Metal Jackie, publicada pela Loudwire, ao ser questionado sobre o balanço de cinco décadas de estrada. A resposta contraria a expectativa em torno da década que consolidou a banda no heavy metal mundial.
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"Claro que, na sua cabeça, você volta a todos os anos em que essas coisas aconteceram, nos anos 1980. Todo mundo fala sempre dos anos 1980. E aí os anos 1990 foram um período sombrio, seguido por um tempo de inatividade. Mas, pessoalmente, eu curto esses últimos anos da nossa carreira, especialmente os que temos agora com o nosso novo vocalista, Mark Tornillo, que está com a gente há 17 anos", declarou.
Ao tentar explicar a preferência, o alemão levantou uma hipótese e a desmontou em seguida. Segundo ele, todo o período recente de discos novos rende mais satisfação do que qualquer coisa feita nos anos 1980, talvez porque a banda esteja mais consciente do que faz e mais sábia - embora ele próprio duvide da segunda parte da explicação.
Não é do feitio do guitarrista viver de retrospectiva. Hoffmann se descreve como alguém pouco nostálgico, que não costuma remoer o passado, mas reconheceu que o projeto comemorativo o obrigou a mudar de postura. Ao vasculhar o catálogo antigo e reunir as contribuições dos convidados, ele percebeu que o resultado se aproximava de um currículo em áudio da carreira do Accept.
"E é estranho. De repente eu me sinto velho, porque até então eu sempre pensava: 'Ah, tanto faz, 50 anos, sim, sim'. Mas agora começa realmente a cair a ficha", admitiu. Quando o grupo começou, contou ele, ninguém imaginava durar cinco meses, muito menos cinco décadas - a cena do metal ainda engatinhava e não havia referência de carreira longa no gênero.
O balanço chega junto de "Teutonic Titans 1976-2026", álbum de 50 anos com 19 faixas e releituras do repertório clássico ao lado de dezenas de convidados. Hoffmann afirmou que o mergulho no passado funcionou como recarga e que já está motivado para o próximo passo: um disco inédito de estúdio, depois de 17 álbuns lançados pela banda.
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