Álbuns Homônimos: algumas pérolas que levam o mesmo nome da banda
Por Brunelson T.
Fonte: Site Rock in The Head
Postado em 26 de outubro de 2016
O que há em um nome? Quão importante é o título de um álbum? Estas podem ser muito bem as perguntas de várias bandas ao longo do caminho quando estão a criar um novo álbum de estúdio. Embora possa ser difícil argumentar quais são as canções que separam o funcionamento de álbuns comuns dos álbuns clássicos, escolher o melhor título para um disco também desempenha um papel importante na definição do álbum. Seja ele uma frase aleatória, um título de uma canção do álbum ou um título de mesmo nome da banda (homônimo), o nome de um disco é o que nós, ouvintes da música, associamos a canção de um grupo com algo subjetivo.
Melhores e Maiores - Mais Listas
Com base nisso, confira alguns dos melhores álbuns homônimos lançados na década de 90 em diante:
TEMPLE OF THE DOG
(1991 – único álbum de estúdio)
TEMPLE OF THE DOG apresentou o frontman do SOUNDGARDEN, Chris Cornell, e os membros do MOOKIE BLAYLOCK (era como se chamava o PEARL JAM no início) prestando homenagem ao recém-falecido amigo, Andrew Wood (ex-vocalista do MOTHER LOVE BONE, banda pré-PEARL JAM).
RAGE AGAINST THE MACHINE
(1992 – 1º álbum de estúdio)
Inovador, poderoso e socialmente consciente, o RAGE AGAINST THE MACHINE explodiu em alta com o seu disco de estreia em 1992. Com o funk, rock e o heavy metal infundidos, o som da "raiva" estava muito à frente do seu tempo. A música "Killing in The Name" serve quase como um hino para a geração Lollapalooza – sem contar que ela aparece frequentemente no setlist de cada banda cover em bares. Um trio de energia com um rapper na frente, informando aos ouvintes da música sobre as injustiças sociais e dando voz em uma forma inédita de questões. A sua influência e o seu legado não podem ser subestimados e foi neste álbum onde tudo começou.
ALICE IN CHAINS
(1995 – 5º trabalho de estúdio)
Nunca é fácil lançar um novo álbum do mesmo nível, depois de sucessos monstruosos que foram os 04 primeiros discos da banda. Para o ALICE IN CHAINS, o seu álbum de 1992, "Dirt" (3º trabalho de estúdio), não só ajudou a formar e a definir o movimento grunge, como ergueu-se como um dos maiores álbuns do rock alternativo de todos os tempos. Enquanto que eles lançaram o impressionante e semi-acústico EP, "Jar of Flies" (4º trabalho de estúdio, 1994), a banda ainda não havia caído na estrada desde a interrupção da turnê do disco "Dirt" em 1993. Apresentando um som menos comercial, com gumes mais difíceis de se afiar, este álbum homônimo provou ser outro grande sucesso para o quarteto de Seattle – estreando em 1º lugar na Billboard. Mais escuro e sombrio do que qualquer disco que a banda já havia lançado, esse registro mostrou o duradouro poder e a capacidade que o ALICE IN CHAINS teve em expandir as suas asas sônicas. Sendo o seu último álbum com o vocalista original, Layne Staley, este disco tem um lugar especial tanto no coração dos fãs da banda, quanto aos fãs do rock alternativo.
FOO FIGHTERS
(1995 – 1º álbum de estúdio)
Após a morte de Kurt Cobain (ex-frontman do NIRVANA), não tinha sido fácil para que o baterista Dave Grohl se desvanecesse para fora do olho público e pudesse viver uma vida tranquila. Afinal de contas, ele era o baterista do NIRVANA. Felizmente, para todos, Dave Grohl decidiu fazer a coisa mais chocante que um baterista poderia fazer – tornou-se o compositor e frontman de uma nova banda, empunhando uma guitarra ainda. A aposta deu certo! Gravado quase inteiramente pelo próprio Dave, o álbum se tornou um sucesso estrondoso com vídeo clips dos singles "Big Me" e "I’ll Stick Around."
QUEENS OF THE STONE AGE
(1998 – 1º álbum de estúdio)
Enquanto que as boy bands e as estrelas adolescentes estavam dominando a música no final dos anos 90, lá fora no deserto da California veio o QUEENS OF THE STONE AGE. Uma mistura única de stoner rock, rock alternativo e hard rock, a criação do ex-guitarrista da banda KYUSS, Josh Homme, definiu neste álbum de estreia um novo palco para as bandas de rock e aumentou a aposta para o que uma grande banda alternativa pode e deve ser, em um mundo de música corrompida pelo pop vendido e artificial - e que todos nós já sabíamos que as boy bands e girls bands iriam se tornar descartáveis no futuro.
PEARL JAM
(2006 – 8º álbum de estúdio)
Aqui o PEARL JAM soa renovado, energizado e agressivo. Para os fãs da banda que preferem o som de rock mais pesado do grupo, este álbum não decepciona. Talvez, este seja um belo exemplo de uma banda escolhendo um título homônimo para o seu disco, porque eles acreditam que este seja um dos álbuns definitivos de sua carreira e um disco que representava perfeitamente a banda na época (e que vale até os dias atuais) - foi o 1º álbum lançado em forma independente depois de anos trabalhando desde sempre com a sua super gravadora, Epic Records. Independentemente disso, é o álbum mais quebraceira desde o disco "Versus" (2º álbum, 1993), mostrando uma banda disparando o seu som em todos os cilindros.
STONE TEMPLE PILOTS
(2010 – 6º álbum de estúdio)
Para o seu 1º álbum em 09 anos, o STONE TEMPLE PILOTS entregou este disco homônimo retornando (não tanto assim) às suas raízes com um som mais comercial – e que acabou sendo o último com a formação original do grupo. O vocalista Scott Weiland, renovado e inicialmente sóbrio - depois da sua passagem de 05 anos com o VELVET REVOLVER - apresentou a sua inconfundível voz, alta e lírica, ajudando a solidificar mais ainda o status do STONE TEMPLE PILOTS como um dos reis do grunge e do rock alternativo, quase 20 anos depois de sua estreia.
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