Avantasia: "Cantar Farewell afônica seria um pesadelo!", diz Marina La Torraca

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Por Carlos Garcia, Fonte: Site Road to Metal
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A vocalista brasileira, que recentemente substituiu Amanda Somerville em shows da "Ghostlights Tour 2016" do AVANTASIA, tendo apenas duas semanas para se preparar, e não tendo a possibilidade de fazer nenhum ensaio com a banda, já que a tour estava em andamento, contou ao Road to Metal um pouco dessa experiência de estar ao lado de ídolos, e realizar algo que imaginava ser possível somente em sonhos. Um bela história que mostra que devemos confiar em nós mesmos, no talento e no trabalho, e que estejamos prontos se a oportunidade surgir, assim como surgiu para Marina. Confira o que Marina contou sobre essa oportunidade, o "susto" pelo pouco tempo pra se preparar, e ainda contraiu um resfriado nesses dias!

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RtM: E o convite para fazer esses shows com o Avantasia? Conte pra gente como foi que surgiu a oportunidade, e também como ficou seu coração quando aconteceu e quando você subiu no palco com eles para o primeiro show?

Marina: Bom, a Amanda meu ligou dizendo que não poderia fazer alguns shows do Avantasia e acabou por perguntar se eu não teria interesse em “quebrar o galho” pra ela. Minha primeira reação foi de choque e pânico, mas mantive a calma e disse: “Claro, tenho bastante interesse.” (risos)! O primeiro show seria 2 semanas após tal ligação, he he he. Eu: “Sim, claro, ainda tenho interesse...” Mas pensando: “DUAS SEMANAS?! SEM ENSAIO?!?! Eu devo ser muito corajosa ou muito insana pra aceitar isso.”

Pra piorar a situação, peguei uma gripe horrível alguns dias antes do primeiro show em Munique e a ÚNICA coisa que eu pensava ao subir no palco era em não desmaiar nem perder a voz durante o show! he he he. Cantar “Farewell” afônica seria um pesadelo.

RtM: E sobre as preparações para esses shows, que além de muitos músicos envolvidos, tem um set-list geralmente longo. E como você disse, não teve nenhum ensaio, já que a tour estava andando, então, conte pra gente como foi essa sua preparação, e o que você fez para vencer o nervosismo e ansiedade, que acredito, deve ter sentido!

Marina: Como disse na resposta anterior, ZERO ensaio com a banda, he he he. Treinei e me preparei em casa o máximo que pude, praticamente non-stop (mesmo estando gripada he he). O set-list do Avantasia é gigantesco e a Amanda canta em todas as músicas, não podia me dar ao luxo de parar de ensaiar.

Nervosismo e ansiedade sempre dá antes de qualquer show. Por incrível que pareça, o fato da produção ser tão grande e tão bem organizada me deixou até mais tranquila (em shows menores onde alguns membros da banda têm que cuidar de tudo, e o stress-level acaba sendo maior). E a galera toda do Avantasia (inclusive e principalmente o Tobi no primeiro show!) foi tããão receptiva e compreensiva, ótima atmosfera. O que mais senti no palco ao ver TANTA gente na platéia foi adrenalina. E um constante medo irracional de desafinar brutalmente em “Farewell” (risos)!

RtM: Tem alguma história dos ensaios ou bastidores pra nos contar também? Devem ter muitas não é? Muita gente deve ficar imaginando como é viver o dia a dia com um projeto tão grande como o Avantasia.

Marina: Eu precisaria de uns 2 dias pra responder somente a essa pergunta (risos). Tem muita história. Depois do show na Polônia, os rockstars celebraram o último show da tour no ônibus em grande estilo: dormindo. Alguns até mesmo de mãozinhas dadas (para não ser injusta, algum consumo alcoólico foi envolvido nesse episódio).

RtM: E o balanço que você faz dessa experiência? Certamente algo que lhe agregou e agregará muito, sem falar que dará uma boa visibilidade para o Phantom Elite, ajudando a abrir algumas portas.
Marina: Foi uma experiência totalmente positiva e aprendi MUITO em pouco tempo. Realmente há muito know-how nessa produção, é um nível altíssimo de organização e experiência. Sem contar os aspectos da carreira que se aprende diretamente do convívio com essas feras.
E sim, ajuda sim a abrir muitas portas! (Risos)

Marina ainda possui alguns concertos a fazer com o Avantasia, e segue trabalhando com sua atual banda, Phantom Elite, produzida por Sander Gommans, e que conta com músicos experientes da cena Holandesa.

Confira a entrevista completa com Marina no link abaixo:

http://roadtometal.com.br/2016/09/entrevista-marina-la-torra...

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Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

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