Suicidal Angels: ansiosos para conhecer os fãs brasileiros

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Por Paulo Finatto Jr., Fonte: Whiplash!
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E o foi dado o pontapé inicial para o início das turnês internacionais no Brasil em 2013! Os primeiros a desembarcaram por aqui são os gregos do SUICIDAL ANGELS, que tocam em Porto Alegre (09/01 – Beco), Curitiba (11/01 – Espaço Cult Arte), São Paulo (12/01 – Hangar 110) e Rio de Janeiro (13/01 – Rio, Rock and Blues). Para falar sobre a história da banda e sobre o que está acontecendo no universo heavy metal em tempos de crise na Europa, conversamos com o vocalista e guitarrista do grupo de thrash metal, Nick Melissourgos. A entrevista exclusiva para o Whiplash você acompanha abaixo.

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Whiplash: O SUICIDAL ANGELS vem ao Brasil para divulgar o álbum “Bloodbath”, que foi lançado no ano passado. O que a banda espera encontrar no Brasil, mesmo sabendo que nenhum dos quatros discos do grupo foi lançado em versão nacional por aqui?

Nick Melissourgos: Nós temos muitos amigos no Brasil e sabemos que muitas pessoas estão aguardando a oportunidade de nos ver ao vivo. É uma quantidade muito grande thrashers brasileiros que conhecem o SUICIDAL ANGELS, mesmo que nós nunca tenhamos realizado um show por aí. E como a gente vem ouvindo muita coisa sobre o Brasil, sobre os shows que acontecem por aí, nós não poderíamos deixar uma oportunidade oportunidade escapar. Assim que nos contataram para viabilizar essa turnê, nós respondemos: “É claro que topamos, é só nos colocar no avião!”.

Whiplash: De uns anos para cá, o Brasil tem sido destino obrigatório para a maioria das bandas de metal que fazem turnês. Na opinião de vocês, quais são os motivos que estão levando as bandas a saírem dos seus mercados principais na Europa para investir em países mais distantes, como o Brasil?

Nick Melissourgos: O Brasil é um país como qualquer outro, não? Os fãs não podem ser menosprezados, em qualquer lugar que seja. Se você possui uma banda e tem o intuito de conquistar certo prestígio, você precisa respeitar e se importar com os seus fãs, aproveitando sempre as oportunidades para tocar no máximo de lugares possíveis. O Brasil possui uma história no metal, com grandes bandas e grandes shows. Eu realmente não entendo como uma banda poderia desperdiçar uma chance de se apresentar por aí.

Whiplash: A banda foi formada em 2001, mas somente em 2007 que vocês gravaram o primeiro álbum, “Eternal Domination”. Por que tanto tempo para entrar em estúdio, fora as três demo tapes? O som do SUICIDAL ANGELS precisou amadurecer durante esse longo período?

Nick Melissourgos: Nós sofremos muito com as diversas mudanças em nosso line-up de 2001 em 2007. As coisas para o SUICIDAL ANGELS não eram fáceis no começo. Além do mais, a exigência do mercado também não era pequena. A gente sempre soube, desde o início, que não poderíamos gravar algumas músicas em um estúdio caseiro e chamar isso de um CD ou de uma estreia. Sempre tivemos a preocupação de ser uma banda séria e profissional, e justamente por isso demoramos para gravar o nosso primeiro disco. E eu acho que esperar foi mesmo a melhor decisão. Tivemos tempo para trabalhar em nossas demos até finalmente lançar o “Eternal Domination”.


Whiplash: Na opinião de vocês, o que faz do álbum “Bloodbath” o melhor disco da carreira do SUICIDAL ANGELS? Karl Willets, vocalista do BOLT THROWER, faz uma pequena participação especial na faixa “Legacy of Pain”. Embora tenha um estilo mais agressivo de cantor, Karl deu um brilho a mais à obra.

Nick Melissourgos: “Bloobbath” será o nosso melhor álbum até ser superado pelo próximo disco (risos). Conseguimos reunir nele as melhores músicas que já escrevemos e ainda contamos com uma produção de primeira linha, muito atenta a todos os detalhes. A participação do Karl foi cogitada desde o momento que começamos a compor “Legacy of Pain”. A música é crua e agressiva e para nós parecia se encaixar naturalmente à voz dele. Nós somos amigos de longa data, já excursionamos com o BOLT THROWER no passado, e isso foi suficiente para que ele aceitasse o nosso convite. O resultado final ficou, em minha opinião, surpreendente. Temos muito orgulho de contar com o Karl em nosso álbum.

Whiplash: Na Europa, o SUICIDAL ANGELS há tempos vem excursionando com os maiores nomes do thrash mundial. No entanto, o estilo parece extremamente dependente dos quatro representantes do Big Four e dos grupos alemães, como o DESTRUCTION e o KREATOR. Como vocês veem a evolução do estilo, principalmente na Grécia? Há mercado para outras bandas, além do ROTTING CHRIST, no país de vocês?

Nick Melissourgos: Desde o renascimento do thrash metal, nos anos noventa, muitas bandas novas surgiram mundo afora. E na Grécia não foi diferente. O fato é que não possuímos por aqui um grande público para o heavy metal. Mas, fazendo uma proporção, esse número representa uma parcela significante de toda a população grega. Não são muitas as bandas que fazem shows fora do país, não por falta de talento, mas por falta de determinação e de ambição. Além do ROTTING CHRIST, as únicas que buscam o mercado externo são as bandas FIREWIND e SEPTIC FLESH. E acredite: o thrash metal da Grécia é bastante ativo, com bandas novas e antigas. Mas, infelizmente, nenhuma possui uma boa projeção fora do país.

Whiplash: A crise econômica tem afetado uma série de países na Europa. Como o mercado da música, sobretudo o do heavy metal, pode se adequar a essa nova realidade?

Nick Melissourgos: O mercado realmente precisa se adequar. Caso contrário, não vai durar. Vai desmoronar e cair. Não me entenda mal! As bandas vão continuar, são as empresas que vão tomar o golpe. Quem ama o que faz, e faz isso com o coração, estará sempre presente, não importa como. O apoio dos fãs é que vão manter vivos todos aqueles que trabalham verdadeiramente e de maneira honesta com a música e com o heavy metal. A indústria sofreu o seu primeiro revés na época do Napster e não é por isso que temos menos bandas em atividade nos dias de hoje, certo?

Whiplash: O que esperar do SUICIDAL ANGELS em 2013? A banda usará o ano para dar continuidade à turnê de “Bloodbath” ou vocês já planejam um novo registro de estúdio?

Nick Melissourgos: Nós certamente iremos tocar ao vivo em 2013, em festivais ou em turnê própria. Temos isso como meta: fazer mais shows. Embora não estejamos oficialmente preparando um novo CD, posso adiantar que já temos muitas músicas novas prontas, que facilmente renderiam um álbum completo. Mas só devemos entrar em estúdio novamente em 2014, é isso que eu sinto agora. E, mesmo assim, nós não iremos parar de tocar ao vivo! Não vejo motivos para não fazer as duas coisas ao mesmo tempo (risos).

Whiplash: Obrigado pela entrevista. Por último, peço que vocês deixem uma mensagem para os fãs brasileiros.

Nick Melissourgos: Obrigado pela entrevista! Estamos ansiosos para conhecer os nossos fãs brasileiros nos próximos dias. Thrash on moshers!

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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