Poisonblack: Ville Laihiala conversou com o Heavy Nation
Por Durr Campos
Fonte: Blog Heavy Nation
Postado em 21 de agosto de 2011
Muitas pessoas acham que o POISONBLACK foi iniciado por Ville Laihiala na fase final do Sentenced, onde cantou entre 1996 e 2005. Na verdade o grupo existe desde 2000, mas o álbum de estreia só veio quase três anos depois, o espetacular Escapexstacy. Quando este álbum saiu o impacto foi tamanho que todas as dúvidas acerca da longevidade da banda caíram por terra. Seguiram-se mais três discos até chegarem ao novíssimo Drive, certamente o mais diversificado em sua discografia.
Por Durr Campos/Fotos: Divulgação
De malas prontas para sua primeira apresentação no Brasil, o simpático líder, cantor e guitarrista Ville Laihiala bateu um papo com o Heavy Nation, onde nos contou diversos detalhes sobre o mais recente lançamento; falou de sua antiga banda, comentou sobre a seu país, dentre outros assuntos.
A banda lançou um novo álbum este ano chamado Drive. Anteriormente ele se chamaria Lead & Roll Vol. V. Por que mudaram o título original e como chegaram ao atual?
VILLE LAIHIALA: Nós sempre utilizamos um título base quando começamos a compor, mas não indica que será exatamente o nome do álbum. Divulgamos esses nomes provisórios apenas para provocar a curiosidade das pessoas e para que elas tenham uma ideia de como será o disco. É meio como uma piada interna. Já o título Drive surgiu por conta da energia e força que sentimos ao ouvir as novas composições finalizadas. Elas também estão mais velozes, o que nos dá aquela sensação de querer ir em frente sem hesitar, entende?
O álbum anterior, Of Rust and Bones, foi produzido por Hiili Hiilesmaa, que já trabalhou com o Amorphis, HIM, Ensiferum e, lógico, com o Sentenced. Drive, no entanto, tem Tue Madsen como produtor, certo?
VILLE LAIHIALA: Sim. Na verdade não quisemos utilizar o Hiili novamente por conta do tipo de sonoridade que buscávamos. Longe de mim dizer que ele não é um bom profissional, mas apenas não queríamos soar como a maioria das bandas daqui da Finlândia. Esta é a razão pela qual voamos até a Dinamarca para encontrar o Tue Madsen, até porque ele já havia mixado nosso segundo álbum, o Lust Stained Despair, então o conhecíamos. Até acho que faremos o próximo com ele também, pois essa cooperação apenas começou. Temos nos falado por fone e algumas ideias estão sendo trabalhadas. Veremos.
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Em minha opinião Tue Madsen deu ao novo álbum um direcionamento mais cru e orgânico. Não sei se concorda comigo, de todo modo gostaria de saber se ele mudou algo nas composições se compararmos com as versões originais nas demos e/ou na pré-produção e em que o Tue mexeu exatamente?
VILLE LAIHIALA: Ele não mexeu em absolutamente nada no que diz respeito às composições, sua interferência neste aspecto foi nenhuma. Eu concordo plenamente contigo sobre a sonoridade mais crua e orgânica na produção. Na verdade era exatamente isso que estávamos buscando quando procuramos o Tue. Queríamos nos manter longe desses overdubs de merda e gravações totalmente digitalizadas. O que você ouve em Drive é 100% tocado por nós, sem quaisquer artifícios facilitadores trazidos pela tecnologia moderna. Enfim, tudo no disco está igual ao que estava nas demos, se mudamos algo foi decisão única e exclusiva da banda.
Drive será lançado no Brasil oficialmente? Seus fãs daqui sempre reclamam em como é difícil encontrar os discos da banda, a não ser os importados, mas estes tem um preço muito elevado.
VILLE LAIHIALA: Eu sei dessa situação e isso é uma merda, sabia? Tudo o que eu posso dizer agora é que nosso novo selo, a Hype Records, está trabalhando pesado numa melhor distribuição do nosso catálogo, em especial com o novo disco, e isso inclui definitivamente o Brasil. Por enquanto ele já está disponível na Europa e alguns outros países, mas de forma imediata ainda não conseguimos colocá-lo nas prateleiras de todo o mundo como gostaríamos. De todo modo sei que a Hype tem conversado com alguns selos brasileiros, não tenho certeza de quais, e torço para que cheguem a um acordo e consigam disponibilizar nossos discos aos fãs a um preço justo.
Vamos voltar um pouco aos tempos do primeiro álbum do Poisonblack, Escapexstacy, lançado há oito anos. Já faz um bom tempo desde que tudo começou. Sabemos que se tratava de uma banda pra valer desde o primeiro dia, mas você acha que este foi o mesmo pensamento por parte da imprensa e dos fãs do Sentenced? Lembro-me que à época muitos diziam se tratar de um projeto solo teu.
VILLE LAIHIALA: Sim, e vou te dizer mais: há quem ainda pense se tratar de um projeto solo eu até hoje, acredita? Essas pessoas acham que eu não posso fazer nada além do Sentenced e que quando a banda "morreu" todos nós fomos juntos com ela, o que é ridículo. É como você mesmo colocou, esta é uma banda de verdade desde o primeiro dia e pra te dizer a verdade nem paramos pra pensar nessas coisas. Tudo o que fazemos é nos concentrar em nosso trabalho e tocar o tempo todo. Amamos esta banda e a música que fazemos e isso é o que nos importa.
Leia a entrevista completa da banda no Blog do programa Heavy Nation da Rádio Uol. Veja os links abaixo:
Entrevista completa:
http://heavynation.blog.uol.com.br/arch2011-08-01_2011-08-31.html#2011_08-18_08_10_22-158497053-0
Para outras notícias, resenhas e novidades:
http://heavynation.blog.uol.com.br/
Programa Heavy Nation:
http://www.radio.uol.com.br/#/programa/heavy-nation
Heavy Nation no Facebook:
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