Týr: entrevista com o vocalista e guitarrista Heri Joensen
Por Juliana Lorencini
Fonte: Metal On Stage
Postado em 23 de julho de 2011
O Týr desembarca pela primeira vez no Brasil nesse mês de Julho, para realizar três shows pelo país, na divulgação de seu novo álbum "The Lay Of Thrym". A banda passará por Belo Horizonte (29/07 - Music Hall BHZ), São Paulo (30/07 - Estúdio M) e Curitiba (31/07 - Music Hall).
O Metal Revolution conversou com o vocalista e guitarrista Heri Joensen, que falou sobre a vinda da banda ao país, o novo álbum e mais algumas curiosidades.
O Týr é formado por Heri Joensen (vocal/guitarra). Terji Skibenæs (guitarra), Gunnar H. Thomsen (baixo) e Kári Streymoy (bateria). E é atualmente um dos principais nomes do Folk/Viking Metal Mundial.
A entrevista com Heri, você confere abaixo.
Metal Revolution - Mesmo sabendo que no início vocês não tinham a intenção de se tornarem uma banda atualmente classificada como Folk/Metal, como você acha que isso se deu?
Heri Joensen - Unimos música escandinava tradicional com metal, e isso é provavelmente uma ótima idéia para nos chamarem de Folk Metal. Quando nós começamos, não estávamos cientes dessas subdivisões do metal tais como Viking ou Folk, e não sabíamos que seriamos colocados na mesma caixa como bandas que nós musicalmente não tínhamos nada em comum.
MR - O nome Týr por ser um nome vindo da mitologia nórdica, será que o mesmo não contribuiu para que a banda fosse ligada ao viking/folk/metal? Como foi essa escolha?
HJ - Sim, definitivamente. Não estávamos cientes da cena Viking Metal quando escolhemos o nome da nossa banda, mas imediatamente nos ligaram a outras bandas que eram chamadas bandas Viking Metal, mesmo se não soávamos como elas.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
MR - Vocês já participaram de grandes festivais, em especial um que considero bem inovador o 70,000 Tons of Metal, junto com outras bandas dos mais variados estilos de metal num cruzeiro. Como foi a experiência de tocar em alto mar? E ainda falando em turnês, qual a expectativa de vocês para a turnê brasileira já que está é a primeira vez que vocês vêm ao país?
HJ - É difícil saber o que esperar, mas nós certamente esperamos ver muitas pessoas nos shows. Temos ouvido que o povo brasileiro é muito entusiasmado, e isso é bom quando estamos tocando. Nenhum de nós nunca esteve na América do Sul antes, então não sabemos como é lá.
MR - Você acredita que a mudança de gravadora da Tutl das Ilhas Faroe para Napalm foi essencial, não para torná-los mundialmente conhecidos, o que vocês já eram, mas para fazer com que alcançassem um público ainda mais distante até mesmo aqui na América do Sul de forma mais eficaz?
HJ - Sim. A Napalm tem muito mais promoção do que a Tutl, e é uma organização maior, então isso certamente ajudou nosso desenvolvimento e o aumento da popularidade.
MR - O último álbum do Týr de estúdio é "The Lay Of Thrym". Como tem sido a receptividade do mesmo por parte da crítica e dos fãs?
HJ - Muito boa. Na verdade, a melhor de longe. Eu tenho ouvido mais pessoas do nunca, elas dizem que não gostavam do Týr antes de ouvir esse álbum.
MR - Conte-nos um pouco como foi à composição e produção de "The Lay Of Thrym".
HJ - Nós escrevemos as músicas à distância. Vivemos muito longe e ensaios freqüentes não são possíveis. Escrevemos a música principalmente no GuitarPro e enviamos os arquivos entre nós. Eu também gravo algumas demos baseadas nisso.
MR - Quem normalmente é o responsável pelas artes de capa do Týr e em relacionar a temática do álbum com a ilustração?
HJ - Para esse álbum o húngaro Guyla Havancsák na Hjules Design and Illustration fez a arte da capa. Ele também fez a arte para o nosso último álbum. Para o álbum Lande Ingo Römling da Alemanha fez a arte, e o Finnish Jan Yrlund da Darkgrove fez a arte para todos os nossos lançamentos na Napalm antes disso.
MR - Além do Týr vocês mantêm alguns projetos paralelos. Como fazem para conciliá-los com a banda? Como se dá o projeto de composição para os mesmos? Vocês compõem para cada um em específico ou de acordo como ficam as músicas vocês as destinam para onde mais a mesma se enquadra?
HJ - Não é difícil conciliar dois projetos. Há tempo de sobra para escrever e outras coisas. Quando tenho uma idéia, eu normalmente sei imediatamente se isso é Týr ou Heljareyga. É muito diferente a forma de compor. Mas o trabalho é feito da mesma forma. A longa distância e com GuitarPro.
MR - A mitologia nórdica vem sendo utilizada como tema central pelas bandas de Folk Metal, que se utilizam não só de letras escritas em inglês como em idiomas nórdicos. Você acredita que a utilização não somente do inglês nas letras é algo que contribui para o reforço dessa temática?
HJ - Quando nós tocamos músicas tradicionais isso é apenas natural usar a linguagem como elas são originalmente em norueguês, dinamarquês, das Ilhas Faroé e islandês, e acho que isso dá algo a mais para o clima da música. Mas isso não é feito para trazer mais um tema mitológico. Isso é feito porque é a linguagem original das tradições e assuntos.
MR - O Metal Revolution agradece pela entrevista. E eu gostaria que vocês deixassem um recado para os fãs brasileiros.
HJ - Por favor, venham aos nossos shows e comprem nossos cds. Vejo vocês em breve e vamos nos divertir :-)
Entrevista realizada por Juliana Lorencini para o Portal Metal Revolution. Confira imagens no link abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Masters of Voices reúne quatro gerações do rock e heavy metal na América do Sul e no Brasil
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Live anuncia dois shows no Brasil para o mês de setembro
A melhor música de prog metal lançada a cada ano, de 1985 até 2025
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
4 bandas nacionais de rock e metal dos anos 1980 que tinham tudo para explodir
Filha de vocalista do Poison começa a vender "pack do pezinho"
A banda à frente de seu tempo, influenciada pelos Stones, que teria sido rejeitada por Jagger
A música do Pink Floyd que Roger Waters detestou e David Gilmour transformou num clássico
"Cherry Pie", do Warrant, experimenta nova onda de popularidade
A música de 2000 que Brian Johnson considera uma das melhores do AC/DC: "Me arrepia"
Rock fica fora dos shows gratuitos em Copacabana nos jogos do Brasil na Copa
Ex-Queensryche, Geoff Tate confirma dois shows no Brasil para 2027
A banda que Dave Grohl diz que é impossível não amar, mas a verdade é que muitos odeiam
Metal Sucks: os melhores álbuns de metal do século 21


Lemmy: "quando surge uma tentação, eu cedo imediatamente"
Eddie Van Halen: "Eruption foi um acidente"
