Michael Kiske: "como banda, temos que estar na estrada"

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Por Carlos Guina, Fonte: Rock In The Head, Tradução
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O ex-frontman da banda HELLOWEEN, Michael Kiske, concedeu uma rápida entrevista por telefone à emissora de radio 106,7 Rockklassiker da Suécia, onde comentou o show que fez no país com sua nova banda.

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Rokklassiker: Boa noite Michael, é um prazer tê-lo como convidado neste bloco do programa.

Michael Kiske: Boa noite Steve e ouvintes, é um prazer poder falar com meus fãs na Suécia após o Sweden Rock Festival.

Michael, a primeira pergunta é óbvia, como foi entrar num palco após estes anos?

Foi bom, apesar do nervosismo, isso era algo que estava amadurecendo na minha cabeça e eu precisava de uma boa proposta para fazer e ela veio com o Unisonic. É complicado no início, parece que algo inesperado pode acontecer, ao contrário de quando eu era jovem e tudo parecia mais fácil, você sabe quando você é jovem é só ir na onda, por isso a juventude comete tantos erros, aprendi muito também naquele tempo e hoje estou mais maduro, o mais complicado é subir no palco, depois tudo flui, e com os shows tudo fica mais fácil, é a lei da vida, a repetição.

Você acha que já está totalmente adaptado ao palco?

Ainda não, eu não poderia me dar 100%, estou evoluindo, só poderei ser capaz quando estiver em uma grande turnê, com shows mais frequentes, por enquanto eu tento oferecer o máximo, e tem todo o processo, ensaios, composições , projetos, algumas questões que sempre aparecem, certas coisas que acontecem que fazem o processo lento, só quando estiver apenas em uma turnê que eu poderei dizer que estou 100% no palco.

Como foi tocar no Sweden Rock Festival, a recepção do público foi o que você esperava?

Sim, nós fizemos alguns shows antes como uma preparação, a estrutura do SRF foi maior, um público maior, eu me espantei como apesar destes anos ausente os fãs ainda me acompanhavam, eu assinei vários CDs e não apenas os do Helloween, tinha bastante da minha carreira solo, as pessoas vieram de outras cidades, mesmo de outros países só para ver o Unisonic, foi gratificante, eles conseguiram entender essa nova fase da minha carreira, eles entenderam que eu não nego o que eu fiz, só fui para um outro nível em que eu tento ser fiel a mim, eu sou real e quero que as pessoas me vejam assim, então quando eu subo no palco ou entro no estúdio eu tento dar o meu melhor, e quando eu tento fazer algo sempre o meu objetivo é ajudar. O egoísmo está matando a humanidade, devemos doar mais, há mais do que nós queremos.

Você falou sobre o egoísmo, alguma relação com os anos que esteve no Helloween? Uma vez que você comentou que não gostou da música "Mr. Ego", ela ainda te incomoda, essas coisas do passado ainda lhe trazem sentimentos ruins?

Foi um período difícil a minha saída do Helloween, eu sempre pensei que eu poderia continuar e que tudo iria melhorar, e sim, há alguns sentimentos de tristeza, quando eu olho para trás e vejo que eu estava cego em acreditar em pessoas que chamavam-se minhas amigas e me trairam, eu apenas tento fazer o melhor agora e não cometer os mesmos erros, eu vejo que há pessoas que estão passando por isso, de certa forma é uma espécie de déjà vu, eu queria que o mundo mudasse e as pessoas dessem valor para aqueles que realmente tentam ajudá-las, se eu tivesse escutado aqueles que realmente estavam do meu lado eu não teria me aborrecido tanto, e tem certas coisas que eu perdi nessa época que já não podem ser recuperadas, esta é a mágoa desses anos. A música em si não importa, eu sei quem eu sou e eu não sou assim, eu tento deixar isso no passado.

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Você se incomodaria em participar de um festival que o Helloween tocasse no mesmo dia, com certeza vocês se encontrariam pelos corredores, você vai recusar se isso acontecer?

Eu não penso sobre isso, é esse tipo de situação que deixo para o dia caso aconteça, pois agora eu estou focado em outras metas como a conclusão do projeto da banda, eu tento colocar o melhor de mim lá, é isso.

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Voltando ao festival, vocês tocaram praticamente músicas do Place Vendome, muitas pessoas pensavam em ouvir mais músicas do Unisonic, o que você acha sobre o set list?

Quando marcamos o show pensávamos que iríamos tocar mais músicas do Unisonic, havia o plano até que o álbum fosse lançado antes do show, só que teve problemas e foi adiado, assim entrou apenas uma musica, mais em geral eu acho que foi um set list bom, mostramos uma nova canção, nós escolhemos as musicas do Place Vendome que nós pensamos que iriam agradar e tinha as da minha época no Helloween, sabíamos que muitos fãs gostariam de ouvir essas canções, Acho que fizemos um bom show com o tempo que tivemos.

"Souls Alive" é a música de trabalho da banda?

Na verdade eu não sei, temos de ver o resultado final, só depois de todas as músicas finalizadas que podemos avaliar, temos de ver o selo pelo qual o álbum sairá, só depois vamos decidir, nós só colocamos no Myspace por ser a música que já tocávamos e porque é uma música que descrevia o momento, a letra tinha a ver com esse tempo específico, o público aparentemente gostou, quando ela estiver concluída será ainda melhor.

Sobre a interação entre a banda no palco, há uma química ou você achou complicado em algum momento?

Foi fácil, eles são grandes músicos e grandes pessoas, é claro que havia problemas, sempre existe, mesmo no início, os problemas que aparecem para todos, nada com eles, com todos eles fluía normalmente, ajudamos uns aos outros e nós evoluiremos juntos, com o tempo tudo será mais fácil.

Quanto ao álbum, já tem uma data de lançamento, os fãs devem estar aguardando ansiosamente por uma data, você pode comentar algo?

Nós ainda estamos acertando alguns detalhes, em breve teremos algo concreto para transmitir aos nossos fãs.

A julgar pela música "Souls Alive" pode-se esperar algo nesse sentido, ou nós vamos ter alguma surpresa?

Nós somos um grupo e todos estão trabalhando, é óbvio esperamos que cada canção tenha o seu universo, será um disco de rock, sabemos que haverá comparações principalmente com a Place Vendome, nós só queremos que pareça Unisonic, somos uma nova banda e gradualmente tentamos chegar às pessoas. Sempre haverá comparações, normal, nós colocamos a nossa personalidade, é como uma assinatura, é importante ser honesto consigo mesmo e fazer o melhor.

Você fala sobre as comparações, você fica pressionado com as pessoas esperando algo que soe Helloween ou você superou isso?

Superei, as pessoas estão percebendo que a música tem mais valor, eu não estou negando o passado, só não quero ser rotulado e ter que fazer a mesma coisa, eu não sou contra o metal, se aparecer uma boa canção de metal, ok, uma música positiva, porque a música é mais do que cantar, você passa uma mensagem, você se torna um mensageiro, então eu sou contra toda a cena que existe no metal satânico, você pode usar boas canções sem ter que usar isso e há bandas boas que se preocupam em fazer uma música de qualidade, tanto tecnicamente como em termos de composição. O mundo está se tornando muito frio, o outro lado tem muita influência, eu vejo as pessoas se perderem e está em todos os lugares, eu tenho uma amiga chamada Narya e vejo como essas coisas podem afetar as pessoas, não o estilo, mas o que está por trás de alguns movimentos, a música como tudo na vida tem que fazer a pessoa crescer, tem que mostrar princípios, eu gosto de metal e eu gosto de bandas de metal, mas eu sou livre para fazer o que eu gosto e Unisonic é o que eu quero no momento, quero passar algo de bom para as pessoas, não posso agradar a todos mais tudo tem um preço, espero que as pessoas possam ver através da escuridão e ver que há um mundo que ainda pode ser salvo, nós apenas não podemos desistir.

E você quer sair em turnê em breve?

Estamos planejando isto, com o álbum a maneira mais viável para divulgar é assim, estamos ansiosos para uma grande turnê e atingir o maior número de fãs, nós somos uma banda e uma banda tem que estar na estrada.

Bem, Michael, nosso tempo é curto, obrigado por proporcionar um momento para os nossos ouvintes, desejamos sorte e sucesso com sua banda e seus álbuns.

Obrigado Steve, pela oportunidade e apoio.

Eu espero tê-lo conosco em outra oportunidade para falar sobre o registro.

Seria um prazer para mim.

Até outra Michael, bye.

Tchau, nos vemos em breve.




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