Scorpions: "conhecemos a Tarja Turunen no Brasil"

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Por Amanda Dumont, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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A Radio Metal realizou recentemente uma entrevista com o guitarrista Matthias Jabs, da banda SCORPIONS. Alguns trechos seguem a seguir.

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Eu soube que o álbum "Humanity - Hour 2" tinha sido planejado. Porque vocês dispensaram o projeto? Vocês perceberam que as composições que foram escritas para o novo álbum eram muito diferentes de "Hour 1"?

Matthias Jabs: "Nunca houve um 'Hour 2' planejado. O álbum 'Hour 1' faz parte do conceito, não significa 'episódio 1'. A ideia de Desmond (Child, produtor), era dizer que a espécie humana em sua forma inteligente passou da sua primeira parte na história, como os primeiros 20 ou 30.000 anos. Agora há essa grande mudança na história e a raça humana está se transformando em algo diferente, ainda não sabemos o que. Você poderia chamar isso de 'Hour 2', mas nunca houve a ideia de um álbum sequência".

Tarja Turunen (ex-NIGHTWISH) aparece na música "The Good Die Young". No entando, sua participação é muito discreta, ela não se sentiu frustada com isso?

Matthias Jabs: "É muito legal que ela esteja cantando nessa música. Nós a conhecemos no Brasil, há alguns anos, quando ela estava fazendo seus últimos shows com o NIGHTWISH. Eles eram nossa banda de abertura no festival Live N Louder em São Paulo, onde nos conhecemos brevemente. Nós não somos muito propensos a fazer duetos, mesmo que as gravadoras sempre queiram que bandas façam duetos, é mais pelo marketing do que pela música. Essa canção não foi escrita como um dueto. Se você faz um dueto, de repente, tudo depende do outro artista e do seu empresário. Então fizemos essa música de um jeito que ela funciona com ou sem a Tarja. Nós a tocamos noite passada no show. Nós não podemos ter uma música que dependa dela, porque ela vive na Finlândia e Argentina. E porque deveríamos entrar em turnê e ter a Tarja conosco o tempo todo? É muito legal que ela cante nessa faixa, ela traz uma atmosfera agradável para a canção. É uma melhora, a música soa melhor com ela do que sem, mas não podemos ficar dependendo dela. Imagine que a música se torne um grande hit: todo lugar que você for, você terá que levar essa outra pessoa também. Simplesmente não!"

Me corrija se eu estiver errado, mas o álbum já tinha sido escrito quando vocês decidiram terminar sua carreira. O que você pensou depois que percebeu que este seria seu último álbum?

Matthias Jabs: "Eu ainda não sei. Eu estou na banda há quase 32 anos. Tem sido nossa vida todos os dias - e será ainda pelos próximos dois anos. Por mais que eu tente, é impossível imaginar isso agora, e foi por isso que eu desisti. Só vou me concentrar na turnê. Ninguém realmente entende o que será nossas vidas quando não fizermos mais músicas do SCORPIONS. É impossível imaginar".

O KISS, em um ponto de sua carreira, anunciou uma turnê de despedida, mas eles ainda estão aqui e lançaram um álbum ano passado. Você está confiante quando diz que depois desse álbum e dessa longa turnê, SCORPIONS terá acabado? Vocês vão resistir à tentação de juntar a banda?

Matthias Jabs: "Tenho certeza que vamos resistir. Talvez estendamos a turnê o máximo possível, mas assim que ela acabar, acabou. O 'efeito Kiss' começou 10 anos atrás. Agora você tem turnê de despedida nº1, turnê de despedida nº2, nº3... Nós não queremos fazer uma piada de nós mesmos. Somos sérios".

Nós ainda temos uns dois ou três anos com os SCORPIONS. Você teme pelo momento em que tudo estará acabado?

Matthias Jabs: "Não. Para nós, dois anos e meio não são tanto tempo, a última turnê para 'Humanity - Hour 1' foi tão longa quanto. Esse é o tempo normal se você quiser tocar ao redor do mundo. Nós poderíamos tocar dois meses na América do Sul, seis meses nos Estados Unidos e três meses na Ásia se quiséssemos. Isso é algo normal para nós, estamos fazendo isso há pouco mais de 20 anos agora. E como eu disse antes, não sei como vamos nos sentir no final desta turnê. Essas apresentações fazem você ficar histérico. A parte de viajar pode ser cansativa, mas tocar praticamente toda noite num palco é quase como um esporte. Nós provavelmente estaremos melhor do que estamos hoje!"

Se você pudesse guardar uma memória positiva e uma negativa da sua carreira com SCORPIONS, qual seriam?

Matthias Jabs: "Provavelmente não as que você quer ouvir, mas para mim a melhor coisa é o fato que estamos aqui hoje. Nós tivemos uma longa carreira, e agora podemos sair em turnê pelo último álbum. Essa é definivamente a melhor memória. A pior será provavelmente a do dia seguinte ao último show".

Leia a entrevista na íntegra, em inglês, na Radio Metal.

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Sobre Amanda Dumont

Formada em jornalismo é colaboradora no site desde 2011. Cobriu o Rock In Rio de 2011 e 2013 como integrante da TV Rock In Rio e atualmente trabalha com assessoria de imprensa. Apaixonada por música, está sempre atrás de novidades e curiosidades.

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