Dave Mustaine: "Do que eu posso reclamar? Nada..."

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Por Karina Detrigiachi, Fonte: ARTISTdirect.com, Tradução
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Dave Mustaine, do MEGADETH, recentemente concedeu uma entrevista ao ARTISTdirect.com e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa.

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Um dos destaques do "Endgame" é "The Hardest Part of Letting Go... Sealed with a Kiss". Qual a história por trás dessa música?

Mustaine: "Essa é uma pergunta interessante. Minha esposa falou 'Você nunca escreveu uma música pra mim.' E eu falei 'Escrevi sim.' Ela respondeu 'Não escreveu não!' e eu disse 'Escrevi. Você simplesmente não gosta do MEGADETH então você não sabe [risos]'. Ela gosta de ouvir música country e coisas mais desse tipo. Eu disse 'Tudo bem, eu farei uma nova'. Então eu escrevi essa música pra ela. A segunda parte é diferente. É como qualquer das outras músicas do MEGADETH que tenha duas metades. Há '...' no meio dessa música por uma razão. É como em 'Holy Wars... The Punishment Due'. Todos chamam essa música de 'Holy Wars', mas na verdade é 'Holy Wars... The Punishment Due'. É engraçado quando as pessoas simplesmente gritam 'Holy Wars!'. Para a segunda parte de 'The Hardest Part of Letting Go... Sealed with a Kiss' - Isto pode alimentar o fogo da sua pergunta sobre a minha alfabetização - Eu estava lendo a coleção de contos do Edgar Allan Poe. Eu gosto do Poe. Eu acho que ele tem alguns clímax realmente incríveis em suas histórias."

Mustaine: "Um dos meus escritores favoritos era Esopo, porque no final de cada história, não importa o quão assustador era, havia uma moral. Algumas dessas histórias são realmente assustadoras quando você é apenas uma criança! Esse provérbio - Qual é a moral da história - surgiu por causa disso. Qual é a piada? Eu amei a maneira como Esopo fez isso, tanto que eu o fiz no final de uma música chamada 'Bad Omen'. A canção ficou realmente intensa, mas, no final, ela muda. Ela diz que, se você participar desta orgia satânica acontecendo, sua mente será impotente e ninguém será capaz de salvá-lo. Escrevo sobre um monte de coisas diferentes, e 'Sealed with a Kiss' é a parte da história de Poe".

O que sua mulher achou?

Mustaine: "Eu amei tanto essa música. Quando ouvi, eu fiquei muito feliz por eu finalmente ter escrito uma música como essa. Eu fiquei como, 'Oh meu Deus, como eu fiz isso?' Eu estava tentando tanto escrever uma música sentimental como esta, e a que chegou mais perto era 'In My Darkest Hour' ou 'A Tout Le Monde'. Essas duas músicas são realmente boas, mas não é nada comparado com esta. Quando eu a ouvi, eu estava tão contente! Então eu toquei para minha esposa, e eu sabia que ela não ia gostar. Conheço-a bem, estamos juntos faz tempo, e eu sabia que ela não ia gostar."

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Mustaine: "Ela não gostou da parte onde eu disse que ia enterrar a pessoa na parede. Isso foi um pouco mais que um equívoco da minha parte [risos]. Eu lhe disse: 'Essa parte não é sobre você; a primeira parte é sobre você!' É como qualquer das outras canções que eu escrevi que tem duas partes. Nós poderíamos voltar a 'Holy Wars ... The Punishment Due'."

Mustaine: "A primeira parte é sobre os meus gestos - eu me meti em problemas em Antrim no Norte da Ilha. A segunda metade é sobre a revista em quadrinhos Punisher; Eu amo The Punisher! Li The Punisher por anos e anos. Uma das primeiras músicas que eu tinha escrito para o primeiro álbum, 'Killing Is My Business... and Business Is Good', é sobre The Punisher. Há um monte de coisas interessantes que me inspiram a escrever, mas eu diria que a coisa mais interessante que vem me inspirando atualmente é o meu próprio desafio de ser uma pessoa melhor".

Essa é uma boa iniciativa a se tomar...

Mustaine: "Eu vi pessoas postando coisas no meu site como: 'Deus, Dave, deixa de ser como um puxa- saco, sobre coisas como quando nós estávamos começando esta excursão com o Slayer. As pessoas diziam que nunca iria acontecer. Esta vai ser a terceira vez que excursionamos com o SLAYER além desta oportunidade em tocarmos com eles no Canadá."

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Mustaine: "A primeira turnê no Canadá foi muito divertida. Isso nos mostrou que poderíamos fazê-la. Fomos para a Austrália. As bandas começaram a se entrosar lá. Quando chegamos ao Japão, Dave Lombardo entrou no meu camarim e disse algumas coisas para mim. Depois do show, ele estava lá fora, e Kerry [King] também estava lá."

Mustaine: "O nosso quarto era o lugar para estar naquela noite após o concerto. Nós tivemos uma daquelas noites mágicas lá fora. Eu tive uma chance de encontrar o Kerry fora e dizer: 'Ei, Kerry, eu só quero perguntar-lhe. O que é que eu fiz pra você ficar tão puto comigo?' Nós estávamos quase prontos para falar sobre isso, mas um cara veio e começou a falar comigo sobre 'Endgame' [risos]."

Mustaine: "Eu disse, 'Obrigado!' Foi tão importante para mim saber o que eu fiz assim eu poderia fazer isso certo. Se estou errado, então, obviamente, eu quero me redimir. Se não estou errado, eu quero saber o que eu fiz para ferir os sentimentos de alguém. Eu não tenho nenhum inimigo no mundo que eu conheço, mas há muita gente que gosta de falar sem pensar. Está tudo bem."

Mustaine: "Eu quero me redimir. Se é verdade, e que você tem uma razão para dizer ou fazer algo desse tipo, tudo bem. Se não é verdade, eu simplesmente penso 'Por que as pessoas estão fazendo isso?' Estamos todos trabalhando pela mesma causa, e nós estamos passando um grande momento agora!"

Mustaine: "O que as pessoas dizem realmente não me machuca, mas os machuca pois, eles vão perder o ponto. Estou ficando um pouco mais velho, e não vou tocar por muito mais tempo. Quando tudo acabar, acabou. Quando for a hora, vai ser a hora. Estraguei tudo perdendo o LED ZEPPELIN. As pessoas me disseram para ir ver o LED ZEPPELIN e eu fiz minha própria escolha, do qual me arrependo."

Mustaine: "Pra mim, este é um dos melhores períodos na minha carreira. Eu tenho uma grande time de músicos na minha banda, uma grande agenda de shows por quase 18 meses em todo o mundo, a minha estação de rádio, um livro para ser lançado e muito mais. Do que eu posso reclamar? Nada..."




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Sobre Karina Detrigiachi

Designer, nascida na cidade de São Paulo, Kari como é mais conhecida, cresceu ouvindo Deep Purple, Led Zeppelin, Skid Row e Alice Cooper. É apaixonada por todas as vertentes do Metal, porém ouve de tudo um pouco sem se prender a rótulos.

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