At Vance: poucas palavras, mas direto ao ponto

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Por Durr Campos
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Oriundos da Alemanha, o AT VANCE é uma daquelas bandas que mantém a tradição do país ao praticar um competente power metal cheio de elementos neo-clássicos da escola "malmsteeana", algo que o grupo não nega. Após trocas de vocalistas, a banda parece ter-se firmado com a entrada de Rick Altzi (que, dentre outros trabalhos, esteve com o excelente grupo espanhol SANDALINAS). Sobre este e outros assuntos - alguns deles meio polêmicos - conversamos com o líder absoluto do AT VANCE, Olaf Lenk. Um alemão de poucas palavras, mas direto ao ponto!

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Whiplash! – Olá, antes de mais nada você poderia nos dar mais detalhes sobre o cancelamento da turnê pela América do Sul?

Olaf – Bem, eu acho que os promotores não tiveram grana para bancar, pelo menos até onde eu sei.

Whiplash! – Qual a estória por trás do novo álbum, “VII”?

Olaf – Este foi o primeiro álbum com o Rick [Altzi, novo vocalista] e de algum modo, uma nova experiência para mim pois ele é um cara bem fácil de se trabalhar. Normalmente, vocalistas têm um ego muito grande, o que torna a convivência com eles bastante complicada, mas com Rick foi realmente muito positivo. Ele foi a principal razão para eu continuar com o AT VANCE.


Whiplash! – Uma certa vez, alguém disse que tocar “metal neoclássico” é um tipo de suicídio musical. Quer dizer, o estilo já foi explorado à exaustão, que para tocá-lo sem parecer um clone de Yngwie J. Malmsteen é necessário ter um brilhantismo técnico e ser um músico da mais alta qualidade. Felizmente, o AT VANCE é um desses bons exemplos.

Olaf – Yngwie com certeza influenciou minha forma de tocar, mas em termos de composição eu penso diferente dele. Gosto de tantos estilos diferentes e sempre tento incorporá-los às canções da banda. O difícil é fazer com que tantos elementos soem perfeitamente com o AT VANCE.

Whiplash! – Você diria que esta é a razão para a banda ter se distanciado um pouco deste estilo neo-clássico e estar cada vez mais próxima do hard rock e do metal tradicional?

Olaf – Eu não sei. As pessoas podem julgar por si mesmas. Eu não vou muito por essa matemática da moda.

Whiplash! – O álbum “Only Human” tinha muito deste estilo neo-clássico e nenhum cover do ABBA (nota do redator: o AT VANCE ficou famoso por apresentar covers do famoso grupo pop sueco em seus primeiros trabalhos). Algo em especial para terem parado com isso?

Olaf – Eu não acho que eu tenha mudado o estilo do AT VANCE tanto assim nos últimos álbuns. Há ainda alguns covers como as versões para áreas clássicas. Eu apenas não estou mais a fim de gravar versões de canções do ABBA.

Whiplash! – Olaf, a banda foi formada em 1998 por você e (o primeiro vocalista) Oliver Hatmann. Quais suas melhores lembranças daqueles primeiros dias? Seu país, a Alemanha, era um bom lugar para tocar a música do AT VANCE no final dos anos 90?

Olaf – Bem, Oliver e eu éramos amigos naquela época e também tocávamos juntos em uma banda chamada CENTERS. Mas aquilo tudo é passado pra mim. Gosto de buscar apenas pelas boas coisas na vida.

Whiplash! – Quais as razões que levaram à separação?

Olaf – Esta questão é meio complicada de responder pois há inúmeras razões pessoais e problemas com os negócios da banda. Deixemos assim.

Whiplash! – Você chegou a escutar os trabalhos solo de Oliver? Se a resposta for “sim”, o que pensa sobre o material?

Olaf – Sua voz ainda soa muito boa mas não explora seu verdadeiro potencial neste tipo de música. Além do mais, acho as canções bem chatinhas.

Whiplash! – Após a saída de Oliver, você já imaginava quem poderia ser a melhor opção para representar a voz do AT VANCE e elevar a banda a um nível superior? E porque escolher Mats Levén?

Olaf – Eu já conhecia o trabalho de Mats em vários projetos que ele participara e percebi que tinha um talento absurdo combinado a muita versatilidade. Estas foram as razões para que eu ligasse pro cara.

Whiplash! – O primeiro álbum a contar com Mats foi o “The Evil In You”, lançado em 2003, o qual trouxe o som do AT VANCE mais próximo do hard rock dos anos 80. Você de fato curte escutar este estilo em casa. Quais bandas neste estilo você admira?

Olaf – Boa pergunta. Eu ainda tenho meus heróis do passado como o Purple, Sabbath, Dio e AC/DC, apenas citando os maiores, mas poderia mencionar ainda algumas bandas menores como o Y&T.

Whiplash! – Você diria que os fãs aprovaram a escolha de Mats como substituto de Oliver Hartmann?

Olaf – É sempre impactante e um tanto arriscado mudar de vocalista, mas os fãs deveriam sempre procurar olhar nas entrelinhas. Se algo não está funcionando entre alguns membros, como continuar a compor boa música juntos? E no fim das contas, estamos nessa pra isso, correto?

Whiplash! – Bem, em todo o caso foram apenas dois álbuns com o Mats Levén. Logo após o lançamento de “Chained” em 2005 ele deixou a banda. Você poderia nos dizer o porquê?

Olaf – O AT VANCE não era sua verdadeira morada, se é que você me entende, então ele resolveu sair. Mas ainda é um cara legal.

Whiplash! – A canção “Heaven” fez um considerável sucesso entre os fãs brasileiros, você sabia disso?

Olaf – Cara, não sabia. Muito obrigado aos brasileiros pelo apoio.

Whiplash! – A próxima pergunta é um tanto óbvia. Onde você encontrou Rick Altzi e quais as razões para o levar para o AT VANCE?

Olaf – Basicamente, ele me enviou um e-mail, enviou seu material, nos falamos e simplesmente funcionou! Ele é uma cara maravilhoso e muito divertido também.

Whiplash! – Rick tem uma voz incrível, que nos lembra os vocais clássicos do hard rock. Ele é muito versátil também, o que já podíamos comprovar através dos discos em que ele cantou nas bandas Sandalinas e Frequency. Você diria que ele é “A” voz definitiva do AT VANCE?

Olaf – É como eu disse antes; nós temos nos dado muuuuuuuuuuuuuuuuuito bem!

Whiplash! – No My Space de Rick ele afirma que suas principais influências são Ronnie James Dio, David Coverdale, Jeff Scott Soto e Jorn Lande. Você concorda que há conexão da voz dele com a desses grandes cantores?

Olaf – Ele tem uma voz fantástica, apenas se subestima demais. Mas seria mais interessante você perguntar isso diretamente a ele?

Whiplash! – “Cold As Ice” é uma canção bastante pegajosa, mas você sabe disso mais do que eu, é claro. O que eu te pergunto é como ela nasceu. Digo, como é o processo de composição para Olaf Lenk?

Olaf – Você sabe, eu estava muito inspirado (risos). Estou brincando! Eu tinha este riff tão legal e resolvi trabalhar a partir dele. Na verdade, esta foi a primeira canção que eu enviei pro Rick trabalhar.

Whiplash! – Há outras canções do novo álbum que você destacaria como potenciais para empolgar o público ao vivo?

Olaf – É tão complicado montar um repertório após termos lançado tantos álbuns. Isso depende muito do país onde estivermos em turnê.

Whiplash! – Você já nos falou sobre o porquê do cancelamento da excursão pela América do Sul, mas há alguma novidade sobre possíveis novas datas? O Brasil estará incluso?

Olaf – Bem, se tivermos propostas sérias de uma turnê por aí nós iremos!

Whiplash! – A maioria das bandas européias sempre citam as mesmas bandas quando questionados sobre grupos brasileiros. Além de Angra, Krisiun, Shaman e Sepultura, você conhece mais alguma?

Olaf – Sinceramente, não.

Whiplash! – Olaf, muito obrigado por sua atenção. Peço que deixe sua mensagem aos fãs brasileiros espalhados pelo país e pelo mundo. Se eu esqueci de perguntar algo, esta é sua chance de falar.

Olaf – Olá a todos! Obrigado por serem tão pacientes conosco. Esperamos tocar para todos vocês muito em breve! Mas até lá, Stay At Vanced!!!

Site oficial:
http://www.at-vance.com/

My Space:
http://www.myspace.com/atvance

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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