Metallica: Hetfield comenta direção do disco novo
Por Douglas Morita
Fonte: Metallica Remains
Postado em 16 de maio de 2008
A RollingStone.com realizou uma entrevista com o frontman do METALLICA, James Hetfield, nesta quarta (14 de maio), algumas horas antes do show da banda no Wiltern Theater em Los Angeles.
RollingStone.com: O novo álbum do METALLICA já tem um nome?
Hetfield: "Tem um nome e nós ainda estamos brincando com ele para ver se gostamos. Mas eu acho que o álbum está feito. Ainda precisa ser mixado. Todo o vocal, toda a gravação está praticamente feita. E nós estamos satisfeitos com ele".
RollingStone.com: O que os levou ao Rick Rubin?
Hetfield: "Era hora de ter um par novo de ouvidos. Bob Rock fez coisas excelentes conosco. Ficou meio confortável. Talvez a chama não estivesse mais tanto lá, do nosso ponto de vista. Bob é uma ótima pessoa, um ótimo amigo. Eu me sinto extremamente seguro e confortável com ele, e talvez isso não era o que precisávamos sentir nisto. Precisávamos discutir um pouco. Precisávamos ser agitados um pouco. Isso foi a missão".
RollingStone.com: Você concordou sempre com o que Rubin tinha a falar?
Hetfield: "Com certeza, não. Mas eu estava disposto a olhar e tentar. Se ele sugeria isso, tinha uma razão por trás. E a maioria das vezes era melhor, algumas vezes não. Nós queremos ser abertos, mas há momentos que sabemos que estamos certos e é simples assim. Eu não estava de cabeça fechada como no passado, mas havia alguma negociação rolando".
RollingStone.com: Qual era a idéia por trás deste álbum?
Hetfield: "A direção é envolver nosso passado no agora. Nós sabemos o que sabemos. É difícil apagar isso. Por que nós escrevemos músicas desse jeito? O modelo foi o 'Master of Puppets' e a força desse disco. Como podemos fazer isso agora?"
RollingStone.com: Você ainda vê esse álbum como um auge da banda?
Hetfield: "Oh, com certeza, sem dúvida nenhuma. Espero que este seja outro. Nós sentimos que este disco é muito bom, especialmente depois do 'St. Anger'. Ele era bem unidimensional e abusivo para o ouvinte. Era a raiva saindo. E se você não estivesse sentindo isso, não soava muito bem. Mas este é bem mais temperamental, com muitas coisas que eu acho que o tornam um disco diverso e interessante".
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
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