Udo Dirkschneider: Novo álbum, indústria musical e ataques de morcegos

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Por Fabio Rondinelli, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Mark Carras, do RockMyMonkey.com, recentemente entrevistou o ex-vocalista do ACCEPT Udo Dirkschneider, que discorreu basicamente sobre o conceito do "Mastercutor", novo álbum do U.D.O.

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Rock My Monkey: Vocês fizeram um clipe para a música "Wrong Side of Midnight". Quem criou o conceito dele?

Udo Dirkschneider: "Há uma moça aqui na Alemanha. Ela é bem nova no ramo e está fazendo uns filmes bem doidos. Se chama 'stop motion' [nota do tradutor: técnica que consiste em fotografar quadros individuais e editá-los em sequência, produzindo assim uma noção diferenciada de movimentação]. É bem novo isso que ela está fazendo. Então o conceito é você ver o nascimento do Mastercutor (personagem que dá nome ao disco), como ele se tornou o Mastercutor. No começo ele é uma pessoa normal, e fazem diversos experimentos em seu cérebro. Seu rosto se modifica. Ele vê um palco onde pode se apresentar. Ele encontra, ele descobre, sim, a TV, a TV para apresentar todos aqueles jogos, conversas e reality shows estúpidos".

Rock My Monkey: (risos) Legal. Agora, também ouvi que você foi atacado por morcegos durante as filmagens. Foi grave esse ataque, você precisou ir ao hospital?

Udo Dirkschneider: "Não foi um ataque de morcegos de verdade. Havíamos terminado certa cena, então procuramos outra locação. Há um sistema de túneis sob Stuttgart que foi construído na II Guerra Mundial. Tínhamos algumas lanternas e acho que acordamos alguns morcegos, sabe? Eram talvez uns trinta, quarenta morcegos que surgiram, sim, acho que acordaram e saíram voando. Então foi como um filme de terror. Mas sim, pareceu mesmo um ataque".

Rock My Monkey: Então você não precisou ir ao hospital, eles nem te machucaram?

Udo Dirkschneider: "Não, não, não".

Rock My Monkey: Muita gente no ramo musical é extremamente paranóica a respeito de novas tecnologias que surgiram recentemente. Você acha que a tecnologia ajudou ou prejudicou a cena do Metal?

Udo Dirkschneider: "Em geral, ajuda. Você pode mandar tudo mais rapidamente para o mundo todo, notícias e mais um monte de coisas. Por outro lado, quer dizer, não quero culpar demais as gravadoras, mas especialmente aqui na Europa elas estiveram adormecidas por um bom tempo, sabe, quanto à tecnologia moderna, como essas coisas de downloads. Mas agora eles lentamente começam a usar isso tudo. Acho que se você utilizar da maneira correta, acho que sim, é assim que funciona em 2007. Você tem de conviver com isso, e se você usar da maneira correta, não há mal algum".

Rock My Monkey: "Tears Of A Clown" é uma canção única se comparada ao que as pessoas esperam de você. O que te levou a usar o cello e o piano daquela forma?

Udo Dirkschneider: "É uma canção bem triste. A história por trás de 'Tears Of A Clown' é sobre um palhaço de circo, que sempre tem de fazer as pessoas rirem, especialmente as crianças. Mas às vezes ele não está afim de fazer as pessoas rirem. Talvez ele tenha alguns problemas, problemas pessoais, e por aí vai. E pode-se dizer que é a mesma coisa com a gente. Quer dizer, ás vezes eu também tenho problemas, e talvez um bocado deles. Não sei. Muita coisa pode acontecer. E às vezes você não está no clima para subir ao palco e se apresentar diante das pessoas. Mas você não pode subir lá e dizer, 'Ei, pessoal, desculpem, mas não estou afim de tocar hoje. Talvez o show não saia legal', bla, bla, bla. Quer dizer, é bem simples. O show deve continuar. Sim, para dar a atmosfera certa utilizamos o piano e o cello. Mas não é a primeira vez que usamos esse tipo de coisa".

Rock My Monkey: Como todo o conceito de game show foi formado?

Udo Dirkschneider: "Primeiro tínhamos as letras para 'The Mastercutor', que vem das palavras 'master executer' ('mestre executor'). E então tudo se desenvolveu passo a passo durante as sessões de gravação. Então você sabe, depois surgiu a arte da capa, e dissemos, 'OK, talvez precisemos de uma abertura para esse álbum'. Daí pensamos, 'OK, o Mastercutor é um mestre de cerimônias', e então a introdução surgiu, 'Hello, everybody, it's good to have you back' ('Olá a todos, é bom tê-los de volta'). É como a abertura de um programa de TV, e de certo modo o conceito do Mastercutor ser um mestre de cerimônias norteia o álbum inteiro".

Confira a entrevista completa em texto e MP3 no www.rockmymonkey.com.




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Sobre Fabio Rondinelli

É paulistano e tem 22 anos. Há cerca de uma década conheceu o Rock através de Aerosmith e The Offspring. Um pouco depois, com uma ajudinha básica do Iron Maiden, descobriu o Metal e seus derivados. Hoje é devoto de ambos e aprecia bandas das mais diversas vertentes: de Beatles, Queen e Pink Floyd, passando por Engenheiros do Hawaii e Radiohead, até Angra, Blind Guardian e System of a Down. Visita o Whiplash faz alguns anos e certo dia resolveu traduzir algumas notícias para o site.

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