Symphorce: Cedric Dupont comenta o novo álbum
Por Colaborador AE
Postado em 27 de março de 2007
Às vezes quando fazemos mais de uma entrevista com algum músico da cena metálica, sendo ela nacional ou não, acabamos tendo uma aproximação maior e podemos considerar quase como uma amizade, se já não for. Esse é o clássico exemplo de Cedric "Cede" Dupont, o simpático guitarrista suíço da banda alemã Symphorce. O bicho adora o Brasil e fazer uma entrevista com ele foi mais um bate-papo informal e cheio de bom humor do que aquela distância fria que geralmente mantemos das bandas, tratando-se de imprensa. Confira o que ele tem a dizer a respeito do novo álbum "Become Death", Brasil e muito mais!
Entrevista originalmente publicada no site
http://www.webBANGER.com.br.
Alex – Primeiramente, falaremos da Tour no Brasil. Quando vocês tocarão aqui de fato? Sei que você já esteve por aqui algumas vezes em férias e tudo o mais, mas nunca tocou com o Symphorce...
Cede – Tem razão! Eu já estive no Brasil algumas vezes, pra sair com amigos, passar férias mas nunca foi possível, ainda (enfático), tocar com o Symphorce. Você sabe, pra tocar com uma banda em qualquer lugar é necessário primeiro convite de gravadores, produtores, organizadores ou o que for e para o Brasil de fato ainda não aconteceu. Estamos esperando uma boa proposta para que possamos ir ao Brasil e dessa vez tomar algumas ‘cervejas’ (falando em bom português) e tocar um bom heavy metal. Eu ouvi outros amigos falando de shows aí no Brasil, sempre dizendo coisas boas como o público é selvagem, cantam sem parar. Realmente espero que possamos ir logo ao Brasil!
Alex – Eu ouvi a faixa "Towards the Light" do novo álbum "Become Death" e percebi uma leve influência de Phantom of The Opera. Estou certo? :-)
Cede – Está sim! Eu não nego que gusto muito de música clássica e não nego nada das minhas influências. No processo de composição dessa música em especial uma hora soou como "Phantom of the Opera" e não deu outra, joguei uma partezinha da música ali. Ficou um resultado bem interessante!
Alex – Desculpe ainda falar em Freedom Call, mas quando a gente fala com você é inevitável, já que sua presença era muito marcante na banda. Mas qual a razão da saída, da qual eu ainda não sabia, e por que escolheu o Symphorce?
Cede – Não tem problema. Eu não nego meu passado! (Risos). Por mim pode perguntar o que for a respeito do Freedom Call, mesmo porque somos muito amigos ainda e minha saída foi bem amigável. O fato é que as agendas das duas bandas estavam começando a ficar bem apertadas e tinha que escolher entre uma ou outra. A razão pela qual escolhi o Symphorce, que além de ser minha banda mais antiga, é pela liberdade de composição que tenho nela, além disso, o estilo musical do Symphorce minha agrada muito mais; tem bastante coisa que gosto de escrever às vezes sobre coisas negativas, o lado mais escuro das coisas, morte, como em "Become Death" que simplesmente não se encaixariam na temática do Freedom Call. Assim, tive que optar por uma banda! Além de tudo isso, também... tenho que dividir meu tempo com minha namorada, amigos, família, tudo isso... (risos).
Alex – "Become Death" é o sexto álbum da banda. Eu acho que ficou muito foda!!! Sem economizar elogios. Como tem sido a aceitação dele por aí na Europa e no resto do mundo?
Cede – Primeiro obrigado pelo comentário. Fico feliz mesmo que tenha gostado! É muito bom ouvir isso, compensa e muito nosso trabalho. O álbum tem tido uma ótima aceitação, está sendo muito bem criticado, não só aqui mas principalmente na Ásia. Não ouvi muito ainda da parte das Américas e não tenho idéia de como está vendendo no Brasil. Ficou realmente um álbum que mostra muito mais um lado maduro da banda.
Alex – Eu percebo também que a cada lançamento, a banda tem tido uma periodicidade regular em lançamentos, porque se você tomar como exemplo o intervalo de lançamento de álbums como "Sinctuary" e o seguinte "Phorcefulahead", a lacuna era muito grande. Agora vocês lançam praticamente 1 por ano regularmente com turnês acompanhando...
Cede – (...interrompendo), é verdade, não vou negar. No começo as coisas eram bem mais difíceis e compor um álbum, pelo menos pra gente, tem levado mais tempo em estúdio no qual gerenciamos todos os passos para que nada seja deixado de lado. Agora com uma boa gravadora e mais recursos conseguimos manter nossas idéias em dia com a agenda do estúdio e as turnês. Aliás, tivemos algumas separações na banda que acarretaram atrasos inesperados, problema esse que temos resolvido por um bom tempo já...
Alex – Cara, o Andy (Andy B. Franck – vocalista) é um bom vocalista, mas acho que com esse álbum ele deve alcançar um patamar bem maior na área de vocalistas de bandas de heavy metal. Acho que ele será muito melhor lembrado...
Cede – Espero que sim! Isso será bom para nossa marca! Afinal temos que pensar em vender a banda também. E concordo com você, acho que o Andy está cantando muito melhor, com mais maturidade.
Alex – Ele ainda tem planos de fazer alguma coisa no Ivanhoe? Sei que ela ainda tem o Brainstorm, certo?
Cede – Ele ainda está no Brainstorm, que é a banda que ele criou. O Ivanhoe ele nunca mais fez alguma coisa. Ficava difícil pra ele também dividir a agenda. Não sei o que aconteceu a ele pra subir tanto o nível de vocalização...
Alex – (...interrompendo) acho que ele está tomando drogas! (Risos).
Cede – (mais risos), acho que sim! Deve ser isso. Sei que ele está muito mais diversificado e a voz dele cada vez mais flexível!
Alex – Notei que a música ‘Inside the Cast’ do novo álbum é séria candidata daquelas de tocar na TV, rádio..., como ela está indo por aí? Deve ter alcançado um bom público!
Cede – Ela foi bem notada por outras pessoas da imprensa, também. Eu a escrevi, assim como quase todas as músicas neste álbum e sei do que você está falando. A energia que ela passa é muito legal!
Alex – Por favor, deixe-nos uma mensagem. Aos seus fãs brasileiros e amigos que sei que você tem muitos por aqui! :-)
Cede – Alex foi um prazer. Um abraço ao pessoal do webBANGER e a todos fãs e amigos que temos por aí. Será realmente um prazer inesquecível o dia que pudermor ir tocar aí no Brasil e espero encontrar contigo pra tomarmos umas ‘cerveja’ e umas ‘caipirinhas’. ‘Tchau’!
Line-up:
Andy B. Franck – vocal
Cede Dupont – guitarra
Markus Pohl – guitarra
Dennis Wohbold – baixo
Steffen Theurer – bateria
Discografia:
Truth to Promises (1999)
Sinctuary (2000)
Phorceful Ahead (2002)
Twice Second (2002)
Godspeed (2005)
Become Death (2007)
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