Wacky Kids - Entrevista exclusiva com a banda.
Postado em 25 de setembro de 2000
Entrevista com Victor, guitarrista do Wacky Kids, banda carioca que está na estrada a quatro anos e acaba de lançar CD pela Tamborete Records e prepara uma turnê pelos estados do Sul do país para divulgação do trabalho.
Por Marcelo Valença
WHIPLASH! / Fale um pouco sobre a banda, como surgiu, como foi o começo, shows, essas coisas...
VICTOR / Ok. Tudo começou quando uma amiga minha chamada Kitty me ligou. Ela disse que tinha um cara no colégio dela que queria fazer uma banda. Eu me interessei e entrei em contato com ele. Ele, no caso, se chamava Jorge. Ele conhecia o Idão e eu, o Rapudo. Marcamos um encontro num ensaio e tocamos músicas que gostávamos, tipo Nofx e Strung Out. Continuamos marcando ensaios e tocando músicas que gostávamos, fomos virando grandes amigos. Saíamos todo dia e só falávamos de banda, fazíamos música, treinávamos voz, etc. Assim tudo começou. Um dia sentamos na frente da casa do Jorge e começamos a discutir sobre um nome. Tínhamos um show marcado no playground de um prédio e devíamos ter um nome para botar no cartaz. O Idão, o filósofo da banda, sugeria os grandes nomes. A princípio ficou essa idéia de Alcoholics e foi esse nome que foi pro cartaz mas, no dia seguinte, o Idão sugeriu Wacky Kids. Nós olhamos pra cara dele por algum tempo e pensamos: "é, realmente o nome tem haver, pelo menos com alguém da banda". E o nome ficou. Fomos fazendo shows com esse nome e agora não cairia bem mudá-lo.
WHIPLASH! / Quando foi que vocês sentiram que o Wacky Kids ia dar certo?
VICTOR / Na verdade, ainda não sentimos isso. Existe uma galera que curte e nos recebe bem, que nos manda cartas e e-mails e é muito bom saber que o pessoal gosta do que fazemos. Mas "dar certo", isso depende do que pretendíamos com o Wacky Kids. E essa pretensão sempre foi meio confusa. Mas ficamos satisfeitos com a gravação do CD e com o rumo que a banda está levando. Não está o que queríamos, mas para o primeiro trabalho independente está legal.
WHIPLASH! / Como surgiu a proposta para vocês gravarem o CD "Wacky Generation"?
VICTOR / A proposta surgiu a partir do Rafael (Ramos), do Quiz Mtv. Ele conhecia nosso som, gostava dos shows e achava que a banda tinha algum talento, ou coisa parecida. Então ele propôs a participação do Wacky Kids na coletânea "70 minutos", com a produção dele. Foi uma experiência que deu meio que certo, nós ficamos felizes com a gravação e ele deve ter ficado feliz com a gente e com o resultado. Resolveu então nos fazer a proposta de gravar o CD pela tamborete. O disco foi gravado, não nas melhores condições, mas tudo aconteceu de forma razoável. Só vamos saber o resultado de tudo mesmo quando o CD estiver sendo vendido por ai e a galera estiver ouvindo.
WHIPLASH! / O que o pessoal pode esperar do CD de vocês?
VICTOR / O pessoal pode esperar um CD bem no estilo Wacky Kids mesmo, no mais tradicional "wacky core". Quem curte nosso som irá gostar. As músicas estão bastante melódicas, vocais harmoniosos formando acordes e essas coisas que o pessoal pop gosta! (risos) As músicas das demos estão mais bem gravadas e as novas estão com influências bem distintas, mostrando de forma clara os momentos que passamos e o ganho de identidade no decorrer de 4 anos.
WHIPLASH! / Quais foram os efeitos da "saída" do Rapudo, afinal ele fazia músicas, cantava e tinha um papel bem ativo dentro da banda?
VICTOR / O Rapudo é o tipo de cara que faz falta em qualquer lugar. Sua saída foi muito forte para a banda. Era uma peça importante e, antes de tudo, um grande amigo. A banda perdeu muito sem ele, principalmente ao vivo, mas acho que aos poucos estamos nos recuperando. Hoje, posso dizer que o Wacky Kids está feliz e em fase nova.
WHIPLASH! / De onde surgem as idéias para as músicas?
VICTOR / Nossas músicas falam de temas variados, que vão desde mulheres e amor até temas políticos, sociais e "for fun". Primeiro fazemos as melodias. Elas nos passam sentimentos e fazemos as letras a partir destes sentimentos. A maioria das músicas é primeiramente feita pelo Jorge, mas creio que a composição final seja da banda. O JJ faz o esboço, o resto da banda faz a arte final. Porém, existem algumas músicas que eu fiz o esboço, outras que o Rapudo fez e outras feitas pelo Idão também.
WHIPLASH! / E quanto aos shows? Quais os melhores que vocês fizeram e aonde vocês gostam de tocar?
VICTOR / Já fizemos muitos shows mesmo. No primeiro e segundo ano da banda era uma média de dois shows por semana. Alguns foram inesquecíveis como o sarau do Colégio da Cidade no Fun Club (Rio Sul). Fomos a penúltima banda (eram umas 10 bandas) e tocamos lá pras 3:30 da manhã de uma segunda-feira. Das quase 400 pessoas que lotaram o Fun Club só restavam umas 100. A coisa boa que foram 100 alucinados por Wacky Kids, que gritaram, cantaram e curtiram o show inteiro. Foi muito bom. Outro show memorável foi nosso primeiro show em Belo Horizonte. Fomos muito bem recebidos pelo pessoas de lá e o show foi maravilhoso, com a galera super agitada. Nosso primeiro show no Ballroom também foi um dos melhores e, é claro, o lançamento da coletânea T-rex 1 no Studio Bar em Niterói. Difícil falar sobre os shows. Já foram tantos e muitos inesquecíveis, mas acho que esses foram os quatro que mais me marcaram.
WHIPLASH! / Entre as bandas que vocês curtem, quais as que vocês gostariam de dividir o palco e/ou já dividiram?
VICTOR / Essa pergunta, atualmente, daria uma briga na banda. (risos) Bem, acho que a banda, como unidade, tem um sonho de dividir o palco com Strung Out, que foi uma banda que nos influenciou muito no início. O ideal seria tocar num Warped Tour da vida com Strung Out, Nofx, No Use for a Name, MxPx, Green Day, etc... Já dividimos o palco com bandas ilustres como Los Hermanos, Ack, Dreadful, Holly Tree, Rivets, Blind Pigs, etc.
WHIPLASH / Como o pessoal pode entrar em contato com vocês?
VICTOR / Pessoal pode entrar em contato pela homepage: http://wackykids.cjb.net e pelo e-mail [email protected] ou [email protected] (meu e-mail pessoal). Quem ta lendo isso com certeza acessa internet, então não vou falar o endereço de carta, mas na homepage tem. (risos)
WHIPLASH! / Alguma mensagem para aqueles que vão ler a entrevista?
VICTOR / Eu agradeço ao pessoal que vai aos shows, nos manda e-mail, curte o som e nos dá força. São essas coisas que fazem a gente continuar por ai. Espero que o pessoal goste do cd e peço desculpas por qualquer coisa, pelo JJ louco falando besteira nos shows, pelos palcos quebrados e pelas zonas e desafinações entre os pulos e empurrões que marcam a nova geração do Wacky Kids. Obrigado...valeu!
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