Venus - Entrevista exclusiva.

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Venus. Seu primeiro CD, "Ordinary Existence", esbanja profissionalismo em todos os aspectos e possui arranjos soberbos, além de ótima produção e masterização. Com um time de primeira, o Venus fica entre o Heavy/Hard com muita classe e emoção a cada nota de suas canções. A banda é formada por Felipe Engel (guitarra), Kaô (baixo), Lucas Engel (bateria) e Eduardo Falascchi(vocais). Conversamos com o guitarrista Felipe Engel, que nos esclareceu a história bem como as conquistas da banda.

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Entrevista concedida a André Toral.

Whiplash! / O que levou o Psycho Clown a ter se tornado o atual Venus?

Felipe Engel / O Psycho tinha uma proposta inicial muito divertida e conveniente para nós quando o montamos. Divertida porque tocávamos um material mais pesado, cheio de climas, sem nenhuma sofisticação, mas muito agitado. Conveniente porque na época era tudo que conseguíamos tocar! Com o tempo, ocorreu uma natural evolução nos gostos musicais, influências e nosso material acompanhou este movimento. Como nos sentíamos outra banda resolvemos encerrar um ciclo trocando de nome e partindo para o projeto do disco em si.

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Whiplash! / Ouvindo o álbum "Ordinary Existence" do Venus, pode-se notar uma produção clara e de alto nível feita por Átila Ardanuy. Era exatamente isso que a banda desejava ou vocês mudariam alguma coisa?

Felipe / É claro que você nunca pode ficar absolutamente satisfeito com tudo, mas analisando o processo e o monte de problemas que tivemos para fazer o CD, ficou muito bom! Coeso, pesado!

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WJIPLASH! / A banda apresenta arranjos soberbos, além de um hard/heavy muito bem estruturado. Considerando-se o atual cenário, o que o Venus gostaria de alcançar?

Felipe / Queremos mostrar nosso som para as pessoas dizerem o que pensam. Acho que encontramos um grande equilíbrio entre o heavy melódico e as coisas legais que ele traz para o som e a energia e vontade de pular que um hard de verdade te joga na cara. Essa mistura é muito boa e é o que nós sempre quisemos ouvir.

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Whiplash! / Existe uma grande preocupação por parte de algumas bandas no que diz respeito ao posicionamento de suas letras. O Venus procurou aliar o conteúdo das letras ao clima sonoro de "Ordinary Existence"? De que maneira?

Felipe / Principalmente pelo fato de sempre fazermos as músicas primeiro em nosso processo de composição, as letras sempre vão estar sugestionadas pelo clima desta ou daquela música. Por isso, "Like a Criminal" fala de aborto de maneira bem subliminar enquanto "Immortal" relata a angústia de um cara que vaga pelo mundo sabendo que nunca irá descansar.

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Whiplash! / "Ordinary Existence" conta com participações especiais como Kiko Loureiro, Eduardo Ardanuy e Átila Ardanuy. Como aconteceram estes contatos?

Felipe / Bem, o Átila produziu dois CDs do Wizards, que são nossos amigos. Visitando os caras durante as gravações, fiquei impressionado com o ouvido do cara e fui falar com ele para fazer nosso CD. Ele ouviu umas fitas nossas e topou na hora. Na pré-produção, íamos muito à casa dos Ardanuy e acabamos conhecendo o Edú. O Kiko já era outro amigo de algum tempo então foi uma coisa natural... e o Átila, além de um belo produtor, é um puta guitarrista e achei legal fazer alguma coisa com ele também em tape. O interessante é que não foi nada premeditada essa coisa das participações. Na verdade o material todo foi concebido para duas guitarras e era assim que estava ensaiado com nosso antigo guitarrista Fernando Gargantini. Aconteceu que entre composição, pré-produção e início das gravações, transcorreu um tempão onde o Fernando descobriu novos interesses e acabou por sair do Venus. Numa boa, evidentemente. Sendo assim, sobraram algumas lacunas que decidimos dividir com alguns amigos/craques.

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Whiplash! / Como foi o processo de composição do álbum? Em quanto tempo ele foi feito?

Felipe / Entre composição e gravação demoramos quase dois anos pra fazer o CD! Mas isso com direito a pausas ridículas como quase quatro meses entre o fim da mixagem e a masterização. Coisas que só acredita quem viveu.

Whiplash! / Em que grau o lançamento de "Ordinary Existence" tem atendido as expectativas do Venus?

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Felipe / A receptividade tem sido muito legal, com ótimos reviews e tal mas ainda falta muito para conseguirmos o grau de exposição necessário para avaliar o trabalho.

Whiplash! / Qual o conceito utilizado para elaboração da capa e do nome que batiza o álbum e como aconteceu a participação de Eduardo Falaschy no vocal? Você acha que devido ao fato dele ter sido finalista no concursos mundial para eleição de um novo vocalista ao Iron Maiden, a promoção do álbum se torna maior?

Felipe / "Ordinary Existence" reflete o conceito de que tem muita gente nesse mundo caminhando sem saber para onde. É a grande "massa bovina". O título tem a ver com o fato de que a maior parte das letras são introspectivas, reflexões em primeira pessoa, como um daqueles caras começando a analisar o que se passa à sua volta. A capa é justamente essa "fila" de seres idênticos, sem personalidade. Quanto ao lance do concurso, não penso que tenha alguma coisa a ver. Aliás o autor da capa do Venus é nosso ex-vocal Ricardo Della Rosa, que também foi finalista do mesmo concurso! Quanto a história do Edú na banda, pintou como solução num momento em que o material estava muito longe do que o Rosa gostava de cantar e ele mesmo estava super envolvido com o seu trabalho gráfico tornando complicada sua continuação no projeto. O Edú veio, ouviu algumas músicas e pulou para dentro rapidinho.

Whiplash! / Eduardo Falascchi está cantando de uma maneira diferente do comum. O fato dele ter "rasgado" um pouco mais seu vocal tem a ver com algum estilo de voz que o Venus não gostaria de adotar em "Ordinary Existence"? Porque?

Felipe / Bom, sendo amigo de alguns anos, sabíamos do lance "dickinsoniano" na voz do Edú. Quando ele pintou no estúdio e ouviu o material, já sacou qual era a praia e propôs ele mesmo essa personalidade diferente nos vocais. Nós achamos muito bem colocado e o resto foi bem fácil, a banda se entrosou muito fácil mesmo.

Whiplash! / Não se pode contestar os vocais maravilhosos existentes no álbum. Porém, o Symbols (banda que tem Eduardo Falascchi como um dos vocalistas) acaba de lançar seu CD e tem recebido excelentes críticas por parte da imprensa. Como fica a situação dele no Venus?

Felipe / As gravações do Symbols estavam rolando antes do Edú entrar, mas nós jogamos muito aberto então ele disse que queria fazer e ver no que ia dar. Caso não haja possibilidade de levar os dois projetos, continuamos grandes amigos e vamos procurar outro craque para trabalhar conosco. A verdade é que o vocais sempre foram um grande drama para a banda e há algum tempo decidimos encarar esta peça da máquina como uma vaga de rotatividade. Como o Malmsteen faz, se formos tocar ou gravar, chamamos algum amigo craque e botamos pra quebrar.

Whiplash! / Como andam os contatos feitos pelo Venus após o lançamento de seu primeiro álbum?

Felipe / Temos nosso CD à venda por mail-order nos EUA e Europa mas a vontade é lançar o disco lá por algum selo local com boa distribuição. Temos alguns contatos mas é cedo para falar mais sobre isso.

Whiplash! / Em termos de shows, o que a banda tem planejado?

Felipe / Segundo semestre de 99 é quando o Venus deve botar sua cabeça para fora, fiquem atentos.

Whiplash! / Já existem planos e/ou material inédito para um novo álbum?

Felipe / Temos algum material mas a idéia é trabalhar o que temos em mãos primeiro. Achamos que é um grande disco e que merece ser ouvido por todo mundo que realmente curte um Heavy. É muita gente, então temos muito trabalho pela frente.

Whiplash! / Deixe um recado ao Whiplash! e aos fãs do Venus.

Felipe / O Whiplash é fantástico, adorei o site, que conheci coisa de um ano atrás através de um amigo. É um puta espaço! Do caralho! Fãs do Venus, podem ter certeza que quem assistir vai ver que tudo que dizem é verdade e mais um pouco. Diversão garantida! Abraço a todos e nos vemos por aí!

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