O legado do Riot segue em boas mãos
Resenha - Mean Streets - Riot V
Por André Luiz Paiz
Postado em 17 de agosto de 2024
A banda Riot V é uma das bandas mais longevas do cenário metal de Nova York, na ativa desde 1977. Seu mais novo lançamento é "Mean Streets", terceiro álbum lançado sob o nome Riot V, alterado após a morte do guitarrista fundador Mark Reale, em 2012. Dando continuidade ao que foi apresentado em "Armor of Light" (2018), "Mean Streets" mantém a formação estável e segue fiel à sonoridade que transita entre o hard rock, o heavy metal e o power metal, com uma pegada retrô que resgata as raízes da banda, mesmo sem nenhum membro original em sua formação atual.
Riot - Mais Novidades
"Mean Streets" entrega mais uma coleção de faixas lideradas por guitarras potentes e refrãos empolgantes, sempre com uma atitude old school que faz jus à história da banda. "Hail to the Warriors" abre o disco e traz uma energia que remete aos tempos áureos, com uma performance vocal impressionante de Todd Michael Hall, que também detona nas apresentações ao vivo. As guitarras de Mike Flyntz e Nick Lee duelam com harmonias e solos eletrizantes, mostrando que a banda ainda é uma potência. Outras faixas de destaque incluem "Love Beyond the Grave", com um refrão simples, mas pegajoso, e a faixa-título "Mean Streets", pesadíssima. Gosto bastante também de "High Moon" e "Mortal Eyes"
No entanto, o álbum não é perfeito e apresenta alguns momentos menos inspirados. "Feel the Fire", por exemplo, não foi uma boa escolha para single, gerando certa desconfiança em relação aos rumos do Riot V. "Lean Into It" também é desconexa, tentando soar mais acessível e ficando sem graça. E "Open Road" é simplesmente a mais fraca. É por isso que eu sempre digo: dez faixas é mais do que suficiente para um álbum de heavy metal. É melhor deixar as fillers para lá, ou talvez lançar em versões especiais para os fãs de carteirinha (ou para os carteirudos), algo assim.
Antes de encerrar, é necessário reforçar novamente que Todd Michael Hall impressiona com sua versatilidade vocal. Sim, Tony Moore é insubstituível, mas, Hall se mostrou um sucessor de qualidade absurda, mantendo a essência do som do Riot V.
São poucos deslizes em "Mean Streets" e dá pra curtir até doer o pescoço. Vamos acompanhar a recepção para ver qual patamar o disco alcançará. Em suma, considero o disco uma bela adição ao catálogo do Riot V.
"Mean Streets" foi lançado no Brasil e está disponível através da Shinigami Records.
Faixas:
Hail To The Warriors 4:26
Feel The Fire 4:14
Love Beyond The Grave 4:21
High Noon 3:26
Before This Time 4:33
Higher 4:54
Mean Streets 4:40
Open Road 4:25
Mortal Eyes 4:09
Lost Dreams 4:14
Lean Into It 3:57
No More 4:17
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
A banda influenciada pelo Iron Maiden que Bruce Dickinson elegeu como sua favorita
Para Marty Friedman, Nick Menza foi uma das razões para o sucesso do Megadeth
A melhor música que o Megadeth lançou no século XXI, segundo Mateus Ribeiro
Rhapsody anuncia Brasil na turnê de despedida em 2027
A divergência entre Max Cavalera, Jack Black e Michael Sweet sobre o grunge
As 10 melhores músicas do Anthrax com John Bush nos vocais, segundo o Metal Sucks
A melhor música dos Ramones, em lista da Paste Magazine
Aos 78 anos, Tony Iommi (Black Sabbath) reconhece não ter mais condições de realizar turnês
O álbum do Metallica que tem Kirk Hammett como ponto mais fraco, segundo Gastão
Os três álbuns de estúdio que Alice Cooper não lembra de ter gravado

As 10 bandas geniais que o metal esqueceu e não valorizou, segundo youtuber


