Cactus: Incrível sonoridade hard blues no debut homônimo
Resenha - Cactus - Cactus
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 30 de junho de 2012
Nota: 9 ![]()
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A primeira vez que eu ouvi falar no CACTUS foi através da revista "Poeira Zine" do "guerreiro" Bento Araújo. Confesso que conhecia razoavelmente bem o som da cozinha de BECK, BOGERT & APPICE, mas fiquei atiçado para saber mais sobre esse combo que incluía, além de CARMINE APPICE e TIM BOGERT o sensacional JIM MAcCARTHY nas seis cordas e RUSTY DAY (que já havia tocado com ninguém menos que TED NUGENT) no vocal.
O debut homônimo da banda saiu em julho de 1970 e, como não poderia deixar de ser, apresenta uma incrível sonoridade hard blues- sem novidade, é verdade- mas no melhor estilo "quatro cilindros" turbinado, ou seja, fora de excessos e individualismo; com todos os integrantes "funcionando" de forma coesa e perfeita.
O som do disco capta uma pegada quase ao vivo, que fora alguns "fade-out" abruptos, parece um tremendo show ao vivo. As duas releituras de "Parchman Farm" de MOSE ALLISON e "You Can´t Judge a Book By The Cover" de WILLIE DIXON, mostram que antes do metal- que trouxe consigo uma pancada de novas influências, a exemplo das escalas de música clássica- o blues era a matéria prima para o peso- vide o som de JOHNNY WINTER e RICK DERRINGER no mesmo período.
A bateria de CARMINE possui fortes referências em virtuoses como MITCH MITCHELL e o jazz de BUDDY RICH, nunca permanecendo no lugar comum- vide "Let Me Swin" e a obra prima "Oleo". Nessa, ainda se sobressai uma esperta gaita que dá todo o tom "Mississipi" para a canção. "Feel so good" começa com um riff fantástico, seguindo o vocal rasgado e cheio de feeling de DAY- além "do" solo de bateria do disco.
Procurando inspiração? Então eu recomendo!
Track list:
• "Parchman Farm"
• "My Lady from South of Detroit"
• "Bro. Bill"
• "You Can't Judge a Book by the Cover
• "Let Me Swim"
• "No Need to Worry"
• "Oleo"
• "Feel So Good"
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