Green Day: maior banda de punk rock ou traidores do movimento?
Por Bruce William
Fonte: Gazeta do Povo
Postado em 05 de novembro de 2017
Matéria assinada por Luigi Poniwass, e publicada na Gazeta do Povo, pergunta: seria o Green Day a maior e mais bem-sucedida banda de Punk Rock em atividade ou eles são os maiores "traidores do movimento"?
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Veja abaixo um trecho da matéria, que pode ser lida na íntegra neste link.
No próximo dia 5, a Pedreira Paulo Leminski será palco da maior e mais bem-sucedida banda de punk rock em atividade. Ou dos maiores "traidores do movimento", dependendo da sua impressão sobre o Green Day ou do seu grau de fundamentalismo em relação ao movimento estético-artístico-cultural. O trio californiano passa por Curitiba na turnê de seu mais recente álbum, Revolution Radio, despejando essa eterna dicotomia entre o ser e não ser punk que acompanha desde que chegou ao estrelato.
Para quem se considera punk "raiz", o movimento e seus adeptos têm ojeriza ao "sistema" (qualquer que seja), e por isso devem ser eternamente marginais. É inadmissível, portanto, fazer sucesso comercial, ganhar dinheiro ou participar das badalações do establishment, como receber prêmios de instituições como a indústria fonográfica, a MTV ou Hollywood – como faz o Green Day. Punk que é punk tem que morar em squats (imóveis abandonados ou em construção invadidos) e sobreviver de esmolas ou da venda de fanzines, adesivos e roupas customizadas.
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Já para quem gosta do Green Day, a banda democratizou o estilo e o levou a outro patamar de visibilidade, poder e influência. Para estes, o grupo formado em 1987, na cidade de Berkeley, pelos amigos de infância Billie Joe Armstrong (guitarra e voz) e Mike Dirnt (baixo e voz) – três anos depois entrou o baterista Tré Cool – ganhou fama e fortuna graças ao talento, dedicação e trabalho duro. Mantiveram-se fiéis ao punk rock sem deixar de arriscar, de explorar novos caminhos artísticos, de amadurecer e evoluir.
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