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Man on the Edge: uma visão sobre Blaze Bayley

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Por Gabriel Vince, Fonte: Rock'n Roll Review, Tradução
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Todos conhecem Blaze Bayley. Qualquer um com um pouco de conhecimento sobre Heavy Metal sabe que ele foi vocalista do Iron Maiden em 2 discos lançados nos anos 90, The X-Factor e Virtual XI. Qualquer um também sabe que, com um estilo de voz mais sombrio (e não estridente), ele não foi bem recebido pelos fãs e acabou sendo substituído por Bruce Dickinson anos depois, em 1999.

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Sua carreira musical não começou, nem terminou no Iron Maiden. Ele começou cantando no Wolfsbane e hoje sustenta uma excelente carreira solo. É nela que vai se focar esse artigo, mais especificamente nos álbuns de estúdio.

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Não vou comentar álbuns ao vivo ou compilações, comentarei apenas sua obra criativa, suas criações novas, manifestadas em seus ótimos discos de estúdio, que ele vem lançando desde 2000. Darei nessas análises uma perspectiva musical-biográfica de quem considero um dos maiores e mais injustiçados nomes do Heavy Metal atualmente.

Silicon Messiah

Este é o primeiro disco de Blaze. "New messiah is born" diz a letra da música que dá nome ao disco.

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Silicon Messiah não lembra em quase nada o som que se faz Iron Maiden (talvez The Brave apenas) mas carrega um clima denso em suas músicas que parecem terem sido trazidos do X-Factor, como por exemplo, as partes silenciosas que vez ou outra desabrocham no disco.

Aclamado por críticos, Blaze impressiona tanto com uma voz excelente, moldada as suas próprias ordens, quanto uma competente banda de apoio formada por Steve Wray e John Stater nas guitarras, Rob Naylor no baixo e Jeff Singer na bateria.
Ótimo vocal, peso, bons riffs, lindas linhas melódicas e boas letras em praticamente todo o disco, fica até difícil elencar os destaques do disco.

Escute: Ghost in the Machine, Born as Stranger e The Day I Feel to Earth

Tenth Dimension

Lançar um disco excelente logo de primeira para muitos é um golpe de sorte. Muito se especula do segundo disco não ser muito bom pelo risco que tem de se repetir a fórmula sob motivação de que "em time que está ganhando não se mexe".
Pois bem, Blaze conseguiu fazer um disco disco diferente do anterior e manter a mesma qualidade.

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A bem da verdade, esse disco é ainda melhor que o primeiro. Ele consegue ser ainda mais agressivo (em algumas músicas parece ter uma levada Thrash), sombrio e melódico ao mesmo tempo.

Pelas críticas muito se fala da pesadíssima trinca de músicas que abrem o disco Kill and Destroy, End Dream e Tenth Dimension, mas destaco ainda a dobradinha de baladas The Truth Revelead/Meant to Be que tem linhas melódicas de guitarras lindas. Os refrões são magníficos e muito bem cantados.

As letras do disco parecem formar um conceito, quase sempre tratando de uma desolação apocalíptica e conspiratória, com algumas exceções.

Escute: Kill & Destroy, End Dream e Stranger in the Light

Blood & Belief

Depois de 2 anos Blaze volta. O tempo foi conturbado para o músico.

Foram 2 anos lutando contra o alcoolismo a demissão coletiva dos músicos da sua banda, a briga judicial com o ex-manager e a separação da esposa.

Passado esse era obscura surge o disco Blood & Belief para expurgar todos esses demônios.

O disco parece sintetizar uma luta do Blaze em retomar a carreira e a vida, não é fácil. No entanto, ele grita pra quem quer ouvir "I'm still ALIVE".

Graças a Deus!

Blaze neste abandonou os temas sci-fi dos primeiros discos. A temática das letras parece caminhar mais para o biográfico, e não é por menos, por tudo o que aconteceu com ele, fantasiar se torna um exercício por demais complicado.

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Este disco é ótimo, tão bom quanto os dois anteriores, apenas um pouco mais sombrio.

Escute: Life and Death, Tearing Yourself To Pieces e Regret

The Man Who Would Not Die

The Man Who Would Not Die é mais um exemplo da competência de Blaze.

Um trabalho com uma características típicas de sua carreira solo e, novamente, tão bom quanto seus anteriores. Talvez, até seja o seu melhor disco, não existe uma música no disco que não seja menos que excelente.

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Longe de referências ao Iron Maiden, esse disco aposta numa linguagem musical mais próxima a uma versão mais pesada de um Power Metal. Um ótimo material para todos que gostam de um Heavy Metal bem feito. Pesado, ótimos momentos melódicos, bons riffs, uma ótima linha vocal e bons solos.

Blaze Bayley definitivamente não precisa provar mais nada, apenas confirma que este talvez seja um dos músicos mais injustiçados do Heavy Metal.

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Depois das dificuldades pessoais, profissionais, Blaze tem força para apresentar mais um disco fantástico e "sorrir de volta para a morte".

Escute: The Man Who Would Not Die, Smile Back at Death e A Crack the System

Promise and Terror

"Conhecida como Debbie e também empresária da banda BLAZE, Deborah sofreu uma hemorragia cerebral há algumas semanas e desde então vinha se recuperando, até que teve uma recaída e voltou a entrar em coma há alguns dias."

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Chegamos no disco mais intenso, sombrio e introspectivo da carreira do Blaze e esse recorte de notícia explica muito sobre o processo subjetivo de composição do disco.

Se achamos o Blood & Belief meio autobiográfico esse se torna profundamente pessoal. O álbum é a jornada emocional de Bayley - palavras dele - imposta a ele pela morte repentina de sua esposa em 2008.

Tudo que eu amo foi levado
Me pergunto que razões tenho para viver
Desesperadamente tenho procurado por um significado.
Agora é hora de deixar o mundo

Letting Go Of The World

Não chega a ser um disco conceitual, as últimas quatro músicas do disco (Surrounded By Sadness, The Trace Of Things That Have No Words, Letting Go Of The World e Comfortable In Darkness) simbolizam, respectivamente, os quatro passos de Blaze para lidar com essa tragédia pessoal: a perda, dor, tristeza e aceitação.

Não vou desistir desta dor, a dor do que eu perdi
Eu não quero ser curado, porque eles ainda tentam?
Dor é tudo o que me resta pra dizer que foi real
Dor é a unica coisa que restou e que posso sentir

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The Trace of Things That Have No Words

Musicalmente competente como sempre, próximo ao Blood & Belief, o disco é mais um petardo em sua carreira.

Escute: Watching The Night Sky, Madness And Sorrow e 1633

The King of Metal

Chegamos ao sexto disco de Blaze e mais um disco com um cunho bastante pessoal.

Bayley afirmou que o álbum é dedicado a todos os fãs que o apoiaram ao longo dos anos, e que sem o seu apoio continuado a sua carreira não teria sido possível.

A homenagem não se limita aos fãs mas também aos que fizeram sua mente, seus ídolos. Como a ótima Dimebag, a segunda faixa do disco, que presta uma bela homenagem a Dimebag Darrell, o lendário guitarrista do Pantera, Damageplan e Rebel Meets Rebel e que foi assassinado em palco, durante um show do Damageplan em Alrosa Villa, Columbus, Ohio.

Há muitas letras de desabafos também, Judge Me e a balada One More Step, que são as mais notáveis.

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O disco varia entre Thrash, Power e Heavy Metal Tradicional (The Rainbow Fades to Black é tradicional puro, vai te agradar bastante se gostas) com bons momentos e solos interessantes.
Há uma ênfase maior em passagens lentas ao longo do disco, com vocais mais melancólicos, o que pode tornar a experiência um pouco enjoativa, mas nada que deixe o disco ruim.

Escute: The King of Metal, The Rainbow Fades to Black e Fighter

Conclusão

Blaze Bayley não está acomodado, como Paul Di'anno, vivendo à sombra do Iron Maiden e sendo comodista para aproveitar a fama que ainda resta. Tenho uma tese para isso, o passado dele no Iron Maiden não teve das melhores repercussões. Como sabemos, Blaze Bayley saiu debaixo de suspiros de alívio para maioria dos fãs, que o achavam ruim e incapaz de ocupar um posto tão honrado deixado pelo rei Bruce Dickinson. Sua saída da banda, então, não contou com prestígio e afeto, mas com certa alegria, ainda mais que o que viria a substituir seria o vocalista clássico, Bruce. O que ele fizesse no meio musical seria então naturalmente abafado, não atrairia boa parte desses fãs mesmo, poderia terminar sua carreira musical ali.

Como não poderia aproveitar plenamente esse titulo de ex-membro do Iron Maiden, como Paul Di'anno, obviamente uma figura bem mais icônica dentro da história da banda, ele precisou se esforçar mais para achar seu próprio caminho e andar com as próprias pernas, não apostando tudo na figura de ex-vocalista de uma grande banda, mas como um musico que disputa seu espaço tal como todas as outras bandas, melhores, piores e equivalentes.

Blaze Bayley montou sua própria banda, seu próprio som, com alma própria, e desde então vem recebendo elogiosas críticas tanto de críticos musicais profissionais quanto de ouvintes que se dispuseram a ouvi-lo, despindo-se de todo preconceito que poderiam ter.

Blaze não está morto! "You know I'm still alive... alive..."


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