Black Oak Arkansas: uma história de bravura

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Por Leonardo M. Brauna, Fonte: Southern Rock Brasil
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Contribuindo mais uma vez para a troca de informações com os colegas “Interockers”, hoje eu trago uma das bandas mais Excêntricas em palco e avassaladoras nas músicas principalmente na década de 70, construindo importante papel para a formação de outros astros que viram nas suas performances uma boa forma de comunicação com os seus públicos. BLACK OAK ARKANSAS!

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O nome veio do lugar onde os integrantes moravam, e antes de tomarem essa decisão os jovens se chamavam THE KNOWBODY ELSE. Em 1965 a formação era: RONNIE SMITH (vocal), KNIGHT STANLEY e HARVEY JETT (guitarras), PAT DAUGHERTY (baixo) E WAYNE EVANS (bateria). Com o Line – Up definido restava algo muito importante, os equipamentos de som, só que a turma não tinha recursos para comprá-los então “roubaram” o seu primeiro PA num ato desastroso que os fizeram pegar 26 ANOS de cadeia na prisão Tucker Farm, milagrosamente alguns dias depois o juiz voltou da decisão e suspendeu à sentença. Libertos eles foram viver longe da cidade nas montanhas de Arkansas e lá puderam progredir mais na música sem se preocuparem com os problemas urbanos. Decidem se tornar profissionais e vão morar em Long Beach, Mississippi conseguindo tocar no teatro local. Os BEATLHES e os BYRDS eram as suas principais influências da época.

Partindo para Memphis, Tennessee o KNOWBODY ELSE conseguiu assinar um contrato com a gravadora Stax Records em 1969. Desse contrato surgiu o álbum de mesmo nome da banda, e a receptividade dele foi a pior possível. A mistura que eles fizeram unindo o psicodelismo e o espiritualismo oriental associando-os com o Gospel pela educação “Batista” do grupo não causou impacto nas pessoas. SMITH que tinha mais talento para os negócios resolveu junto com o restante da banda, atuar como Manager chamando para o posto de vocalista um velho conhecido do grupo, JAMES JIM “DANDY” MANGRUM.

Não ficaram intimidados com as poucas vendas do álbum de estréia e mesmo assim saíram em turnê pelo país. Na Califórnia um funcionário da Atlantic Records assistia-os numa apresentação, seu nome era “Ahmet Ertegun” e disse aos rapazes que gostou das “músicas sexy” que eles faziam. A banda então resolveu explorar mais esse caminho.

Depois de inúmeras viagens a Los Angeles eles conseguem assinar com a Atlantic e o nome da banda passa a se chamar BLACK OAK ARKANSAS. O “debut” sai em 1971, para promove-lo excursionam o ano inteiro conquistando em cada cidade visitada uma grande reputação. Os shows da banda eram muito ousados para os padrões de uma banda sulista, a expressão corporal de MANGRUM chamava mais atenção que a própria música, e essa troca de energia com o público foi fundamental para o grande sucesso conseguido. Anos depois surgem outros notáveis artistas com a mesma exibição de palco criada por MANGRUN como DAVID LEE ROTH, JESSE JAMES DuPREE e AXL ROSE.

A partir de 1972 o B.O.A. começa uma sólida carreira lançando logo dois álbuns, “Keep the Faith” e “If an Angel Came to See You Would You Make Her Fell at Home?” inicia-se também uma larga presença na lista dos 200 da “Billboard” com os dois lançamentos conquistando posições.

Em 1973 chega o primeiro registro ao vivo, “Raunch ‘N’ Roll Live, e com ele surge o então “desconhecido” TOMMY ALDRIDGE assumindo a bateria. Depois deste ao vivo sai o álbum de maior vendagem deles, “High on the Hog” atingindo a 52º posição na “Billboard”. A faixa “Jim Dandy” dessa “bolacha” que teve participação de RUBY STARR chegou a 25º no “Hot 100”. STARR morreu em 1995, vítima de câncer.

Em 6 de abril de 1974 a banda toca para um público com mais de 200.000 presentes, dividindo palco com BLACK SABBATH, THE EAGLES, E.L.P., DEEP PURPLE, EARTH, WIND & FIRE, SEALS & CROFTS e RARE EARTH no histórico festival “California Jam em Ontário. A transmissão da emissora americana ABC Television expôs o grupo para um público ainda maior.

Em 1974 é lançado o álbum “Street Party”. Já “Ain’t Life Grand” chegou em 1975, ambos com o mesmo êxito de sempre. No mesmo ano a banda de se despede da “Atlantic”, assina com a MCA e mais um disco é lançado, “X-Rated”.

Os membros originais do B.O.A. com exceção de JETT, que havia sido substituído por JIMMY HENDERSON, em 1976 lançaram o último álbum reunidos, “Balls of Fire” e no mesmo ano sai também “10 Yeras Overnight Success”.

MANGRUM chega ao ano de 1977 como sendo o único membro original da banda, e além das suas atividades musicais o grupo ainda se desempenhou em angariar recursos para a construção do “Children’s Hospital” e outras necessidades do seu estado. A banda então ficou da seguinte formação: JIM “DANDY” MANGRUM (vocal), JIMMY HENDERSON (guitarra e teclados), JACK HOLDER (guitarra), ANDY TANAS (baixo) E JOEL WLLIAMS (bateria). Nesse ano foi ao mercado pela “Capricorn Records” “Race With Devil”.

Em 1978, ainda pela nova gravadora, lançam “I’d Rather be Sailiing. SHAWN LANE, guitarrista de apenas 14 anos entra para o time e excursiona por quatro anos. depois encerram as atividades.

Em 1984 DANDY estava se recuperando de um ataque cardíaco. Ele então chama o seu antigo companheiro RICKY LEE REYNOLDS para lançar seu disco solo “Ready as Hell” e em 1986 ainda saiu “The Black Attack Is Back”. É mportante lembrar que nesta fase a banda que o acompanhava denominava-se apenas BLACK OAK. Em 1999 surge de fato o último registro inédito com a definição “Jim Dandy’s Black Oak, Arkansas - The Wild Bunch”.

A musicalidade do BLACK OAK ARKANSAS conseguiu ultrapassar muito os limites do “Soulthern Rock. O seu Hard Rock muitas vezes com um “ritmo latino”, Country e Funk tiveram ampla reflexão no decorrer dos anos. Como eu disse antes a postura de palco e os trajes empregados por DANDY veio a influenciar grandes nomes do Rock. A música em si contagia o ouvinte até o último instante e isso tudo se tornou a sua marca registrada.

Quanto aos demais lançamentos, da década de 1990 até a de 2000 foram lançadas inúmeras coletâneas e vídeos. Já em 2002 foi lançado o DVD “Black Oak Arkansas: The First 30 Years”. A formação segue composta pelos originais JIM “DANDY” MANGRUNS (vocal), RICKIE LEE REYNOLDS (guitarra) e ainda HAL McCORMACK (guitarra), GEORGE HUGHEN (baixo) e JOHNNIE BOLIN (bateria).

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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