Old Mans Child
Postado em 06 de abril de 2006
Fonte: Century Media Records.
Adaptação: Paulo Finatto Jr.
A fria Noruega foi o berço do Old Man's Child que, em 1993, chamava-se Requiem. O grupo surgiu entre amigos que queriam apenas tocar covers de Slayer e Metallica. Logo o direcionamento musical foi sendo guiado para algo mais extremo, aproximando-se muito do death metal 'old school'. Uma demo tape até chegou a ser gravada, mas não obteve repercussão. Ficou claro que a velocidade do death não era o caminho para o Requiem. Algo mais parecia estar errado e foi preciso que Thomas Rune Andersen e Kenneth Åkesson alterassem o nome do grupo e o seu estilo. Agora com pseudônimos, os integrantes do Old Man's Child entraram no mundo black metal. Thomas passou a ser Galder, e Kenneth, Tjodalv.
Ele e Jardar (na verdade, Jon Øyvind Andersen) tiveram que prestar serviço militar antes do grupo poder fazer algo mais concreto. Só depois disso, em novembro de 1994, com novos ensaios, surgiu a primeira demo tape, "In The Shades Of Life",que marcou ainda o envolvimento do Old Man's Child com a banda Dimmu Borgir, de onde veio o baixista Brynjard Tristan. A fita não teve um lançamento oficial, mas chamou a atenção da pequena gravadora Hot Records. No final de 1995 a banda entrou em estúdio para gravar "Born Of The Flickering" e recebeu críticas altamente positivas. Apesar do futuro ser promissor, Tjodalv deixou os companheiros e entrou no Dimmu Borgir, dando continuidade ao envolvimento entre os dois grupos que se prolongaria por muitos anos. Tony entrou no seu lugar e acompanhou a grande fase que estava iniciando.
Finalmente, em 1996, o Old Man's Child conseguiu lançar sua demo e, além disso, foi contratado pela Century Media Records. Entusiasmada com o potencial do grupo, a gravadora resolveu relançar "Born Of The Flickering". O disco saiu em formato 'digipack', com um acabamento refinado e um trabalho de arte todo refeito. A escalada havia apenas começado. Galder, que já estava se tornando a alma do Old Man's Child, gravou "The Pagan Prosperity" em meio a novos problemas com a formação durante o ano de 1997. O estilo despojado e descompromissado de Grusom fizeram com que Galder o demitisse.
Piorando ainda mais a situação, no ano seguinte aconteceu o colapso total, com Tony saindo do grupo porque não conseguia tocar os arranjos de bateria e Gonde sendo expulso por causa do seu envolvimento com drogas. Jardar também abandonou a banda, mas isso tudo não desanimou Galder. Pelo contrário, ele compôs material para um novo álbum e gravou voz, baixo e guitarras, deixando apenas a bateria para um convidado muito especial: Gene Hoglan, que tocou no Dark Angel, Testament, Death e Strapping Young Lad. O resultado foi "Ill-Natured Spiritual Invasion", um dos melhores discos da história do black metal.
Com este disco, o Old Man's Child fechou um ciclo árduo. O número de fãs cresceu consideravelmente e Jardar e Tjodalv acabaram retornando. Com esta formação, o grupo foi para a Suécia gravar seu próximo trabalho. Memnoch assumiu o baixo e a produção ficou por conta de Peter Tägtgren, no estúdio Abyss. De fôlego renovado, Galder pôde então criar "Revelation 666 - The Curse Of Damnation" que trouxe toda a essência do Old Man's Child, mostrando um potencial para até renovar o estilo, que beira a saturação. Em paralelo a isso, a história da banda se fundiu de vez com a do Dimmu Borgir, com quem o Old Man's Child já havia divivido o 'split-álbum' "Sons Of Satan" no início da carreira.
Em agosto de 2000, Galder anunciou que estava entrando para a formação oficial do Dimmu Borgir. Um verdadeiro 'workaholic', o músico não vai acabar com o seu projeto original em respeito aos fãs e a si mesmo. Depois de praticamente três anos desde o lançamento do álbum "Revelation 666 - The Curse of Damnation", de 2000, é lançado "In Defiance of Existence", disco que foi muito esperado pelos fãs.
Durante este tempo, o vocalista, guitarrista, tecladista e principal membro da banda, Galder, se manteve ocupado tocando guitarra junto com seus comparsas do Dimmu Borgir, e enquanto excursionava pelo mundo, conheceu o baterista Nicholas Barker (Dimmu Borgir, Lock Up, Cradle of Filth, só para mencionar algumas bandas), ambos trabalharam tão bem juntos que Nicholas foi convidado a entrar no Old Man's Child, uma banda que sempre procurou um baterista capaz de tocar as velozes e insanas músicas da banda e ainda ter o groove necessário em algumas passagens. Além dos dois, Jardar foi novamente chamado e entrou para o grupo para participar do processo de criação, gravação e lançamento do álbum "In Defiance of Existence".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
Black Sabbath relança seus dois primeiros álbuns em fitas de rolo
Em depoimento emocionante, membro da equipe do Metallica lembra acidente que matou Cliff Burton
5 músicas de metal em que os últimos segundos são a melhor parte
O disco de metal extremo que é um dos preferidos de Rob Halford
Os álbuns do Nightwish que Tuomas Holopainen mais gosta e o que menos aprecia
Ringo Starr reflete se ele tocava melhor nas composições de John Lennon ou de Paul McCartney
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
Bruce Dickinson relembra a luta de Nicko McBrain para tocar com o Iron Maiden após sofrer derrame
Os 5 músicos com quem Gene Simmons comprou algumas das maiores brigas de sua carreira
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
Tears for Fears anuncia reedição deluxe do álbum "The Seeds of Love"
O instrumento que Paulo Miklos quis tocar nos Titãs e foi vetado na hora
O único segredo de Keith Richards para a longevidade no rock, segundo o próprio
O disco que resume o que é o Black Sabbath, na opinião de Rob Halford
O único guitarrista que pode assumir o lugar de Eddie Van Halen, de acordo com Sammy Hagar
O triste encontro de Elton John no auge com um decadente Elvis Presley
A música mais difícil do Angra, de acordo com o baixista Felipe Andreoli

Téléphone: A banda que revolucionou a música francesa
Presença de Palco: dicas para iniciantes
George Harrison: O Beatle calado, sempre à sombra de Lennon e McCartney



