Alice In Chains
Postado em 06 de abril de 2006
Biografia originalmente publicada no site Dying Days
Por Fabrício Boppré e Alexandre Luzardo
O Alice in Chains se sobressaiu como uma das principais bandas na prolífica primeira metade da década de 90 em Seattle. A banda foi formada em 1987, quando Layne Staley (vocalista) conheceu Jerry Cantrell (guitarrista) no Music Bank, em Seattle. Antes disso, Staley já tocava com alguns amigos em uma banda chamada Alice N’ Chains, mas a partir de seu encontro com Cantrell a banda passa a se chamar Alice In Chains e o negócio começa a ficar mais sério. Jerry traz para a banda o baixista Mike Starr e o baterista Sean Kinney, e a banda começa a tocar nos clubes e bares de Seattle.
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Em 1989, a banda assina com a Columbia Records. Em junho do ano seguinte, lançam o EP "We Die Young" (que hoje é muito difícil de achar). O som da banda logo se caracteriza como um "hard-metal" de primeira, com pitadas de Black Sabbath e Metallica. Layne mostra-se um letrista melancólico e sentimental. Ainda em 1990, no verão, a banda lança o álbum "Facelift" e começa a fazer turnês ao lado de nomes como Megadeth, Iggy Pop e Van Halen. O disco começa a fazer sucesso (ganharia disco de ouro mas tarde) e a banda começa a ganhar prestígio. Em maio de 1991, a banda participa do Clash of Titans, com Slayer, Megadeth e Anthrax.
Em novembro de 1991, o AiC grava mais um EP, chamado de "SAP", que é quase todo acústico e possui as participações de Chris Cornell (Soundgarden) e Mark Arm (Mudhoney). Reza a lenda que o título do disco veio de um sonho do baterista Sean Kinney. Nesse período, o grunge começava a virar sensação, com bandas como Soundgarden, Nirvana e Pearl Jam estourando nas rádios do mundo inteiro.
Em abril de 1992, a banda começa a gravar seu novo disco, com Dave Jerden na produção, e em setembro desse ano "Dirt" é lançado. A banda excursiona com Ozzy Osbourne por 3 meses e toca no Hollywood Rock, no Rio de Janeiro, em janeiro de 1993. Depois dessa passagem pelo Brasil, Mike Starr resolve deixar a banda pois não agüenta mais fazer turnês, sendo substituído por Mike Inez, que era baixista de Ozzy. Ainda em 1993, a banda toca com o Screaming Trees na Europa e participa do Lollapalooza, que tinha o Primus com atração principal. No disco "Dirt", as letras de Staley estão bastante depressivas, com temas como morte e drogas. Esse disco ganha três discos de platina.
Em setembro de 1993, a banda grava mais um mini-disco, chamado "Jar of Flies", produzido por Toby Wright e lançado no começo de 1994. É o primeiro EP da história a chegar no topo da parada da revista Billboard.
Depois de algum tempo fora de cena, Staley aparece em um projeto paralelo com Mike McCready (Pearl Jam), Barret Martin (Screaming Trees) e Baker Saunders (Lamont Cranston). Sob o nome de Mad Season, eles gravam um disco chamado "Above", lançado em março de 1995.
Em abril de 1995, o Alice In Chains entra no estúdio Bad Animals, em Seattle, para a gravação de um novo disco, novamente com a produção de Toby Wright. O resultado é lançado em novembro de 1995, e o álbum possui como título simplesmente o nome da banda (apesar de alguns chamarem de "Tripod"). No Japão, a capa do disco é censurada, pois possui um cachorro com apenas três pernas. Eles decidem não fazer turnê para divulgar o disco o que faz aparecerem boatos de que a banda estaria se separando.
Mas em maio de 1996 o Alice In Chains se reúne novamente para a gravação de um show acústico especial para a MTV (que seria lançado em vídeo e álbum no verão desse mesmo ano, novamente com a produção de Toby Wright), e logo depois voltam aos palcos para serem a banda de abertura do início da turnê da volta do Kiss, a Kiss Alive 96/97 World Tour.
Após isso os membros do Alice In Chains ficam envolvidos em outros projetos, principalmente Jerry Cantrell. Algumas de suas atividades foram: "Boggy Depot" (álbum solo com participações de Norword Fisher do Fishbone, Rex Brown do Pantera, Les Craypool do Primus, e Mike Inez e Sean Kinney do próprio Alice In Chains); Participação em um álbum de Glenn Danzig (ex-Misfits); Abriu shows para o Metallica; Contribui nas trilhas sonoras dos filmes The Cable Guy (com Jim Carrey) e The Faculty (sendo que para este último, ele gravou uma nova versão para "Another Brick In the Wall part II", do Pink Floyd, ao lado de Tom Morello do Rage Against the Machine, Steve Perkins que é ex-Jane’s Addiction e Porno for Pyros, Martyn Lenoble que também é ex-Porno for Pyros e seu parceiro de Alice In Chains Layne Staley).
Em 29 de junho de 1999 é lançada uma coletânea da banda, chamada "Nothing Safe: The Best of the Box", com os principais sucessos da carreira do Alice In Chains, e mais uma música inédita. Esse lançamento serviu de aperitivo para o que viria a seguir: o box set Music Bank, lançado ainda em 1999, contendo raridades, gravações ao vivo e demos que a banda guardou ao longo de seus mais de 10 anos de carreira.
2000 foi mais um ano com poucas novidades na carreira do Alice in Chains. No fim do ano, foi lançada uma nova coletânea, desta vez composta por gravações ao vivo de três das turnês da banda, chamada simplesmente Live. O show mais recente a aparecer no disco é de 1996, quando o AIC abriu shows da turnê do Kiss.
No ano seguinte, mais uma coletânea, desta vez chamada de Best Of Alice In Chains. Essa nova coletânea é uma espécie de re-edição de Nothing Safe, lançada dois anos antes, e não traz nada de novo. O futuro segue incerto e a banda permanece com o status de "inativa", apesar de oficialmente ainda existir. Os problemas de Layne Staley com as drogas continuam, e muitos temem o pior.
O começo da primeira década após o grunge passa e muitos boatos sobre Layne são divulgados nesse período em que a banda permanece inativa, mas acabam sempre desmentidos para o alívio dos fãs que ainda têm esperanças de ver o Alice in Chains tocando. Em abril de 2002, no dia 20, novas notícias mundo afora dão conta da morte de Layne Staley. Mas infelizmente, dessa vez não era mentira. Layne foi encontrado morto em sua casa, possivelmente vítima de uma overdose.
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