Dir en grey: cobertura do show no festival sueco Metaltown

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Por Emanuel Seagal, Fonte: JaMe Brasil
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O DIR EN GREY foi a última das três bandas japonesas a se apresentar no festival Metaltown na Suécia e a única a aparecer no palco principal. Após o MUCC, e logo depois de Marilyn Manson, eles foram a única banda tocando na área do festival naquele horário. O terreno na frente do palco, quase uma hora antes de sua apresentação, estava falsamente vazio; cada centímetro de espaço era preenchido por ansiosos fãs sentados. Enquanto o staff preparava o palco, a formidável platéia - fãs leais e espectadores curiosos - continuava a crescer.

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Na hora certa, SA BIR, a introdução do DIR EN GREY, alcançou a multidão. Os membros da banda apareceram um após o outro, cada um deles gastando alguns segundos para saudar o público - Die na guitarra, Toshiya no baixo, Kaoru na guitarra e o baterista Shinya, discreto como sempre. Kyo, o vocalista, apareceu por último, tornando ensurdecedores os gritos, e em vez de um sorriso, ele cuspiu água por todo o palco. Como se percebesse que um aquecimento era mera formalidade, Kyo repentinamente soltou um berro e a banda iniciou os ritmos impressionantes de OBSCURE.

A música causou um turbilhão de headbanging. Depois da última nota, os membros tiveram a chance de devidamente saudar o público, levantando seus instrumentos e punhos em resposta aos gritos selvagens. Merciless Cult veio em seguida, mantendo o ritmo violento. Entretanto, suas partes melódicas ofereceram ao expressivo vocalista a oportunidade de acompanhar as palavras com firmes gestos, parado em seu famoso pódio vermelho. GRIEF rugiu, adicionando combustível ao feroz fervor que enchia o local do festival. As guitarras eram devastadoras e a energia impressionante de Toshiya rivalizava com a fúria de Kyo. A banda inteira contribuía com os backing vocals, criando uma dinâmica peculiar. Mantendo o padrão pesado, a intrincada RED SOIL foi a próxima, contando com outra performance intensa. Estas primeiras e desafiadoras canções também foram um teste para o recém-hospitalizado vocalista. Ao contrário da última turnê européia, Kyo estava plenamente à altura do desafio; sua voz estava melhor do que nunca e ele executou as canções fielmente, cheio de emoção. Sua presença - às vezes errática, às vezes quase gentil - dominava a arena.

DOZING GREEN veio; o torso de Kyo, agora visivelmente nu, moldava-se em figuras intrigantes, em uma dança do ventre instintivamente sua. Quando a música acabou, Toshiya tomou a frente e agitou o público, para compensar a evidente falta de interação com o vocalista durante o show. A multidão respondeu ansiosa, com gritos inundando a pista. Este impulso foi necessário já que a próxima música foi a longa VINUSHKA. A suave melodia de introdução se transformou em um ritmo forte e a banda batia cabeça em uníssono. Olhando e apontando diretamente para o público, Kyo gritou: "Koko ga shinjitsu da!" (Aqui é onde a verdade está), fazendo os fãs gritarem vigorosamente para ele. Kaoru e Die ficaram parados em seus lugares na maior parte do tempo, oferecendo destaque para a seção rítmica. E, de fato, Shinya estava fazendo um trabalho formidável, com ritmos complicados por toda a canção. A canção atingiu seu clímax, com Kyo indo à loucura, prendendo a respiração enquanto gritava em agonia, as guitarras pegavam fogo e então a música logo chegou ao fim. A banda virou-se mais uma vez de costas para o público, parecendo momentaneamente exaustos.

Leia a matéria completa no JaMe Brasil.




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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.

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