Gene Loves Jezebel: entrevista em vídeo com Michael Aston
Por Fabia Fuzeti
Fonte: Revista Dynamite
Postado em 10 de agosto de 2010
Publicado originalmente na Revista Dynamite.
Em passagem pelo Brasil para uma série de shows, MICHAEL ASTON, do GENE LOVES JEZEBEL, conversou com a equipe Gasolina Filmes/Revista Dynamite.
MICHAEL ASTON: Nós vamos começar um álbum novo quando eu voltar da América da Sul, depois da Argentina. Eu trabalhei bastante nos últimos 12 anos, foram cinco álbuns. Eu fiz algo muito diferente dessa vez porque me chamaram para tocar no Brasil, mas o único jeito de vir era arrumando uma banda local. Então um amigo encontrou músicos ótimos e aqui estou eu!
MICHAEL ASTON: As pessoas são muito calorosas aqui. Isso soa como um clichê, mas elas realmente são. Eu me perdi uma vez e uma garota me levou de volta para o hotel, procurou o mapa no Google. Isso nunca aconteceria em Los Angeles ou Londres. As pessoas são muito legais. Você percebe coisas culturais, até o molho Tabasco, aqui as pessoas te passam ele com um guardanapo. Tudo é feito de uma maneira bacana. Foi uma boa surpresa.
Repórter: A banda este completando 30 anos. O que mudou ao longo de três décadas?
MICHAEL ASTON: Parece que nada mudou. Quando você está numa banda você não presta muita atenção no que está acontecendo ao redor. Você leva sua vida, continua a compor. Obviamente nós já fomos mais populares, mas nós demos uma parada longa e as coisas mudaram. Eu me sinto o mesmo de quando tinha 18 anos...você sai, você dança, canta, conhece pessoas, viaja e eu adoro isso tudo. É ótimo.
Repórter: O que você tem ouvido ultimamente?
MICHAEL ASTON: Eu ouço discos antigos dos anos 60, anos 40 e 30. VAN MORRISON e "Astral Weeks". Eu gosto de SIGUR RÓS, mas eles já existem há um tempo. Sou tipo mente aberta, sabe?
Repórter: Você tocou BLACK SABBATH esta noite...
MICHAEL ASTON: Essa foi uma das primeiras músicas que eu adorava quando era criança (Paranoid). Eu gosto de pegar as músicas e fazer algo diferente com elas. Porque quando você está nesse meio há tanto tempo, fica meio tedioso fazer sempre igual. Então eu gosto de manter a banda honesta, então eles tem que checar a afinação e tudo mais. Eu gosto de manter vibrante, performático.
Repórter: Você não voltou a falar com seu irmão?
MICHAEL ASTON: Não... é uma escolha dele. Ele não me quer na banda. Eu não sou o arquiteto disso, sabe? Se ele não tivesse saído, eu nunca teria nascido.
Repórter: Mas vocês não se falam em absoluto?
MICHAEL ASTON: Não, nem iremos. Não é sobre música. Vai muito além disso. Ele é meu irmão gêmeo e ele me deixou na mão. É uma pena porque juntos nós éramos fantásticos, como ninguém mais.
MICHAEL ASTON: Fãs brasileiros, eu mal posso esperar pela próxima Copa do Mundo. Vocês irão vencê-la. Deveriam ter ganho a última, mas não sei o que aconteceu.
Repórter: Você virá ver a próxima Copa?
MICHAEL ASTON: Eu quero vir. Quero tocar aqui quando vocês jogarem. Eu amo futebol. A primeira Copa que eu vi foi a de 1970 com PELÉ, REVELINO, JAIRZINHO. Eu adoro os brasileiros. Seu futebol é fabuloso. E vocês também sabem como viver. São bem relax e amam a vida. Mas vocês precisam de uma revolução aqui. Chutem os ricos para fora. Eles estão roubando seu dinheiro. Mas eu adoro vir aqui. Obrigado por me receberam. Deus os abençoe.
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