Marcos De Ros: inovação necessária em meio ao comodismo nacional
Por Guilherme Niehues
Fonte: Horns Up
Postado em 13 de abril de 2014
Desde quando comecei com a Horns Up e a trabalhar na mídia esse rapaz ao lado demonstrou uma habilidade única. A grande inovação no cenário nacional, é oriunda da genialidade deste que traz consigo visões e habilidades qualificadas para atingir um público variado e exigente.
Marcos de Ros é alguém que não se prende a um único registro, marca ou território e explora o que é tão pouco explorado pelos demais, algo que eu não via desde o Mamonas Assassinas.
Em seu último álbum que ganhou vida em 2013, intitulado de Sociedade das Aventuras Fantásticas, a possibilidade de trazer músicas mais populares e adorados por públicos de todas as fixas etárias, em especial as crianças, enalteceu e elevou um dos patamares pouco explorado.
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Aliás, não somente no álbum, mas em composições aleatórias e extremamente profissionais, o autor de homenagens a grandes personagens da literatura nacional ou até mesmo internacional expõe uma enorme e carismática harmonia convidando a todos a adentrarem o mundo do Metal aos poucos.
Convenhamos que, se o seu filho prefere Patati Patatá ao invés de Blind Guardian, fique tranquilo. Faça-os deslumbrar de músicas conhecidas e inerentes com o álbum supra citado nesta matéria e deleite-se com seu filho caminhando para o lado metal da força. Mesmo que, ele não chegue a um patamar de ouvir Cannibal Corpse, ele terá a simpatia por bandas mais acessíveis, e pode se interessar especialmente pelos instrumentos como guitarra, baixo e etc.
Marcos de Ros possui o dom de encantar gerações revivendo clássicos, e isso é claro, genial e merece o respeito de qualquer cidadão que já se perdeu em vários gibis da Turma da Mônica. E, uma vez ele declarou que: "É um CD duplo instrumental. Pouca gente teria coragem de lançar isso hoje em dia, só o idiota aqui", e apesar de brincar, reafirmo que você acertou em cheio e trouxe uma novidade aos ouvidos de muitos mirins, adultos e velhinhos de terceira idade.
Talvez, esta é uma vertente da qual o instrumentista deveras continuar a seguir, e demonstrar de que o Instrumental voltado ao virtuoso, ao feeling ou etc. não se deve seguir linhas tão sérias e dramáticas.
Contudo, admito que, alguns padrões devem ser desviados e inovados, e reconstituir o clássico italiano "Funiculì, Funiculà", é algo ainda mais interessante e soberbo.
Então, para você que queira convencer aos seus filhos a conhecer um pouco mais, aproveite e coloque-o ao lado do Patati, Patatá e da Galinha Pintadinha na prateleira e, de quebra reviva momentos de uma novela de maior sucesso do Brasil que sua mulher chorou e não deixou você assistir ao futebol, com a versão mais madura da música.
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