Blind Guardian: álbum com orquestra é a "obra prima" da banda, diz Hansi Kürsch
Por Igor Miranda
Fonte: That Drummer Guy/ Blabbermouth
Postado em 13 de novembro de 2019
O vocalista Hansi Kürsch classificou o novo álbum do Blind Guardian, "Legacy of the Dark Lands", como "a obra-prima da banda". O disco, que traz Kürsch e o guitarrista André Olbrich ao lado de uma orquestra, foi lançado na última sexta-feira (8) pela Nuclear Blast, com edição nacional da Shinigami Records.
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Em entrevista ao That Drummer Guy, com transcrição do Blabbermouth, o cantor disse: "'Legacy of the Dark Lands', para mim, é a obra-prima do Blind Guardian e, talvez, a obra-prima de minha carreira. Começamos a fazê-lo em 1996, durante 'Nightfall in Middle-Earth' (1998). Tínhamos duas músicas tão diferentes e decidimos não usá-las em 'Nightfall', mas começar a trabalhar em um novo estilo. Chamamos de 'álbum orquestrado' e 'música orquestrada do Blind Guardian'. Isso nos leva a 2019, quando, finalmente, tudo foi lançado".
Ainda durante a entrevista, o vocalista comentou que sentia que "Legacy of the Dark Lands" nunca seria lançado, já que o projeto foi iniciado há mais de 20 anos. "A primeira vez que realmente anunciei o álbum foi há 10 anos, quando eu tinha certeza de que concluiríamos. Porém, nunca aconteceu, porque o Blind Guardian é algo grande para nós e os álbuns que fizemos nesse período precisavam daquele tempo - não só em produção, mas em turnês e composições. Em 2017, confirmei que o álbum estava para ser finalizado", disse.
A parte mais complicada, segundo Hansi Kürsch, foi "encontrar uma forma de 'conquistar' a orquestra com algo que fosse do agrado" dele. "Isso quase me desesperou. Parecia impossível. Há muita dinâmica e energia em uma orquestra. Cantar com ela foi uma experiência e tanto. Eu estava quase com medo de não conseguir", afirmou.
As músicas foram compostas sem orquestra: Hansi e André Olbrich usaram uma biblioteca programada em um computador. "Era fácil. Sentíamos que minha voz iria se encaixar. Por isso, não usamos uma banda junto da orquestra. Porém, ao trabalhar com ela e ter essas dinâmicas, fiquei impressionado com o poder. Pensei que poderia demorar, com tanta musicalidade envolvida. Tínhamos que ajustar, não só pela voz, mas pela intensidade - para não ficar tão pesado ao estilo Blind Guardian, nem tão 'ópera' para não negar a origem. Encontrar a forma exata de se trabalhar levou uns 6 ou 7 meses", disse.
"Legacy of the Dark Lands" foi iniciado ainda na década de 1990, mas o projeto começou a tomar forma recentemente, com o conceito das letras e algumas melodias sendo feitas. O "empurrão definitivo" foi uma parceria com o escritor Markus Heitz, que lançou um novo livro, "Die Dunklen Lande", no último dia 1° de março. A obra se passa em 1629 e contém uma espécie de prelúdio (história anterior a outra) do álbum.
Ambas as histórias narram a trajetória do mercenário Nicolas e seu envolvimento na Guerra dos Trinta Anos. O enredo começa no livro e tem sequência no álbum, que conta com músicas trabalhadas com arranjos de orquestra e corais de canto.
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