YouTube ajudou Eric Clapton a "montar o quebra-cabeça anti-vacina"; "me chamam de louco"
Por Emanuel Seagal
Postado em 23 de janeiro de 2022
Eric Clapton falou sobre seu estado de saúde e decisão de lançar a música "This Has Gotta Stop", onde deixou claro sua posição contra as políticas estabelecidas no combate ao COVID-19. A faixa foi lançada meses após ele lançar a música anti-lockdown "Stand And Deliver" com Van Morrison.
O guitarrista de 76 anos, que afirmou anteriormente que não faria shows em locais que exigissem comprovante de vacinação, comentou também a reação que enfrentou como resultado de sua oposição à vacina e restrições, durante uma bate-papo com Dave Spuria do The Real Music Observer.
"Estou me sentindo muito bem. Acredito que se passaram nove meses desde que fiquei doente com aquilo", aparentemente referindo-se às doses da vacina AstraZeneca que ele tomou, "e por alguns meses eu não sabia se ia passar, se ia piorar. Eu não conseguia tocar, eu realmente não conseguia tocar, eu tinha muito trabalho a fazer, se ia ficar em forma para isso ou se teria que ser cancelado. Dois anos de trabalho já haviam sido cancelados. E eu vim para os Estados Unidos, e isso foi como um julgamento. Isso foi em setembro do ano passado. Eu estava realmente me esforçando para ver se havia me recuperado o suficiente para poder ficar ao lado dos caras com quem eu tocava. Eu me diverti muito. Ainda tenho algumas coisas acontecendo, afetadas pelo frio ou suor, ou stress para, às vezes. Mas no geral, acredito que estou praticamente do jeito que eu era, graças a Deus, antes de entrar nisso."
Sobre como "Stand And Deliver" e "This Has Gotta Stop" surgiram, ele disse: "Minha carreira quase acabou de qualquer maneira. Naquele momento em que me manifestei eu havia meio que sido forçado a me aposentar por 18 meses, e eu juntei forças com Van (Morrison). Recebi a dica de que Van estava se opondo às medidas, e pensei: 'Por que ninguém mais está fazendo isso?' E eu o conheço desde que éramos crianças. E eu entrei em contato com ele. Eu disse: 'O que você acha? O que está acontecendo?' E ele disse: 'Só estou me opondo, mas parece que não podemos nem fazer isso. E ninguém mais está fazendo isso.' Eu disse: 'Você está brincando. Ninguém mais?' E ele disse: 'Ninguém mais.' E falei: 'Estou com contigo. Há algumo que eu possa fazer para ajudar? Você tem alguma música?' E claro, foi uma pergunta estúpida porque ele escreve duas músicas por dia ou algo assim (risos). E ele me mandou 'Stand And Deliver', que eu não sabia que ele já tinha gravado. Então pensei, 'Oh, cara. Estou recebendo uma música inédita do Van Morrison.' Eu estava feliz de qualquer maneira."
"Foi durante o processo de falar sobre isso com outro músico, e depois ficar animado, e compartilhar essa notícia, e eu descobri que ninguém queria ouvir isso. Fiquei meio confuso porque eu parecia ser a única pessoa que achava ser uma ideia empolgante ou mesmo apropriada com o que estava acontecendo, e isso me desafiou ainda mais, porque sou um pouco como ele talvez, se você me diz que eu não posso fazer algo, eu realmente quero saber a razão de não poder fazer isso. Parecia que havia um muro construído ao meu redor. Mas pensei, 'Eu vou fazer isso.' Mas eu fiz concessões, tirei trechos ou mudei um pouco apenas para deixar em paz aqueles que eu realmente não queria machucar, pessoas que eu não queria machucar ou assustar. E é desnecessário dizer, minha família e amigos, eles ficaram com medo, e acho que eles ficaram com medo por mim", disse.
Eric acrescentou: "Um cara, (professor) Mattias Desmet, falou sobre isso. E é ótimo, a teoria da formação da hipnose em massa", disse se referindo à ideia de que promover mensagens incentivando as pessoas a se vacinarem contra o COVID-19, entre outras comunicações cientificamente validadas, é uma tentativa de hipnotizar grupos de pessoas para seguir essas mensagens contra suas vontades. "E pude ver então, assim que comecei a procurar, eu vi em todos os lugares. E então me lembrei de ver pequenas coisas no YouTube que eram como publicidades subliminares, estava acontecendo há muito tempo, aquela coisa sobre 'você não terá nada e será feliz.' E pensei, 'O que isso significa?' E, pouco a pouco, montei um tipo de quebra-cabeça, e isso me deixou ainda mais resoluto. Então passei disso para olhar as notícias que estavam saindo na Inglaterra. No Reino Unido, temos a BBC, e costumava ser um comentário imparcial sobre assuntos mundiais e assuntos de estado, e de repente era um tráfego de mão única sobre seguir ordens, e obediência, e parei de assistir televisão e fiquei realmente motivado, musicalmente. Instigou algo que estava realmente adormecido. Eu estava apenas fazendo shows ao vivo até o lockdown sem realmente estar socialmente envolvido de alguma forma. Então esses caras no poder começaram a realmente me deixar puto, e a todos. Eu tinha uma ferramenta, recebi um chamado, e pude fazer uso disso e comecei a compor", concluiu.
Anteriormente o músico admitiu ter perdido amigos e colegas de música devido à sua postura contra a vacina, e disse: "Minha família e amigos pensam que sou louco. Eu tentava entrar em contato com outros músicos e às vezes simplesmente não ouvia nada deles. Meu telefone não toca com muita frequência."
Veja a entrevista na íntegra no player abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A lenda do thrash que considera Metallica melhor do que Motörhead: "Nada tão poderoso"
O presente de Paul Di'Anno que Nicko McBrain guarda até hoje com orgulho
"Não dividimos o lucro igualmente", admite guitarrista do Rival Sons
A banda que Alice Cooper considera a que melhor representa o heavy metal
O roqueiro brasileiro que deu cano em Axl Rose; "preferi ir embora"
James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
Os três baixistas que Robert Trujillo, do Metallica, considera seus maiores heróis
Dimmu Borgir, Satyricon e Enslaved quebram recorde de público na Noruega
Justin Sargent fala pela primeira vez como novo vocalista do Skid Row
64 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de novembro
Por que o hino beneficente do heavy metal não pegou, segundo Regis Tadeu
Por que Bruce Dickinson nem sempre entende as letras das músicas que escreve
O álbum que Ozzy Osbourne queria gravar antes de morrer, segundo Zakk Wylde
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
A obsessão de Elton John no auge da fama, segundo Bernie Taupin
10 discos para entender o metal melódico, de acordo com matéria da Bizz
O que significa e como surgiu a expressão "abajur cor-de-carne" da música "Menina Veneno"?
O integrante que mais depende financeiramente do Angra, segundo Rafael Bittencourt

O show de Eric Clapton que impressionou Jimmy Page e terminou com os dois tocando juntos
Zakk Wylde compara entrar no Pantera a Eric Clapton homenageando Jimi Hendrix
O jovem guitarrista inovador que fez Eric Clapton lembrar da primeira vez que viu Prince
O músico que mudou a vida de Eric Clapton e o convenceu a fazer algo que ele temia
O álbum que Eric Clapton levou quase 30 anos para ter coragem de gravar
Os 30 melhores álbuns do blues rock britânico segundo a Classic Rock
O melhor show que Ringo Starr dos Beatles viu em todos os tempos, segundo o próprio
A banda que Eric Clapton sabia que não precisava de um guitarrista como ele
Cinco artistas que Angus Young, do AC/DC, não suporta — nas palavras dele mesmo



