O que Bruno Sutter pensa das críticas ao Massacration em pleno 2022
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de novembro de 2022
As opiniões sobre o Massacration costumam divergir e enquanto uns adoram as piadas, outros entendem que é uma sátira que fere o bom e velho heavy metal. Mas o que será que o vocalista Bruno Sutter – o icônico Detonator – pensa sobre isso?
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Em entrevista ao jornalista Marcelo Vieira para o site Igor Miranda, Bruno Sutter refletiu sobre o assunto e disse que a ideia sempre foi satirizar os mais radicais dentro do metal.
"Nossa sátira é na verdade uma sátira/homenagem, né? Somos metaleiros desde criança. Fausto e Marco Antônio faziam aula de guitarra. Eu canto na noite desde os meus 13 anos. Então [o Massacration] era uma coisa que a gente queria fazer dentro do nosso escopo humorístico. Queríamos poder mostrar nosso lado musical. E são sátiras musicais de vários estilos, né? ’Unidos do Caralho a Quatro’, ’Humor Negro’, ’Pira, Pirá, Pirô’ etc. Só que o rock e o heavy metal são muito especiais para todos nós, que crescemos nos anos 1980 e 1990. Daí houve uma demanda para que o Massacration tivesse uma vida maior. Foi o João Gordo que botou pilha para a gente gravar um disco", disse.
Em outro ponto, o vocalista utilizou um ditado chinês para explicar que, de certa forma, é muito bom que haja críticas.
"A pegada do Massacration é mais ou menos a mesma das sátiras dos outros estilos musicais. A gente pega o estereótipo mais galhofa, que é o cara que é radical pra caramba: ’Quanto mais agudo, melhor é o cantor’, ’Somente o heavy metal importa, o resto é lixo’ etc. É curioso porque as críticas que recebemos são justamente porque tivemos um grande destaque. É como diz o ditado chinês: ’Prego que se destaca toma martelada’. Todo mundo quer pegar quem está em primeiro, é natural isso. Eu procuro ver com naturalidade, pois se até Jesus foi crucificado… É bom que haja críticas, até mesmo as destrutivas, pois mostra que o Massacration é um produto de bastante sucesso", concluiu.
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