Marduk demite baixista após saudação nazista
Por Emanuel Seagal
Postado em 19 de maio de 2023
O Marduk anunciou a demissão do baixista Joel Lindholm, após a apresentação realizada no Incineration Fest no sábado, 13 de maio, na Inglaterra, quando o músico fez uma saudação nazista no final da música "Beyond The Grace of God".
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Para os próximos shows o grupo contará com Devo Andersson, que fez parte da banda de 1992 a 1994, como guitarrista, e retornou como baixista entre 2004 e 2019, gravando ao todo oito álbuns. "Após diversas atitudes intoleráveis no palco por um Joel muito bêbado no Incineration Fest na semana passada, ele deixou sua posição na banda. Nosso velho amigo e baixista Devo concordou em substituí-lo temporariamente, então é improvável que isso afete os próximos shows", afirmou a banda em comunicado. Segundo fãs que estiveram presentes no show, o baixo estava inaudível em parte do show, e Joel estava visivelmente embriagado.
Embora o Marduk não seja uma banda "NSBM" (Black Metal Nacional Socialista), apenas uma banda de black metal, com letras que abordam a temática tradicional do estilo, falando sobre anti-cristianismo, satanismo e afins, sua longa discografia aborda bastante a Segunda Guerra Mundial, com fotos de tanques nazistas, um disco com nome de um campo de concentração, entre outras referências, o que fez com que a banda sueca fosse alvo de críticas, boicotes, além de atritos com grupos antifascistas e consequentemente cancelamento de shows.
Em 2018 um jornal sueco reportou que o baterista Fredrik Widigs — que tocou com o grupo de 2014 até 2018 — e o vocalista Daniel "Mortuus" Rostén teriam comprado material de propaganda nazista em uma loja em 2016. As informações teriam vindo de dados vazados do servidor do Movimento de Resistência Nórdico após um ataque hacker. Segundo o artigo as compras continham os nomes dos dois músicos e teriam sido enviadas para suas residências. Na época a banda negou as acusações, dizendo: "É ridículo ter que reiterar isso novamente, após 28 anos de banda, mas: o Marduk não tem agenda política ou associações ideológicas, Nacional Socialismo ou o que for. Nossas letras falam sobre religião e história, nada mais. Vale lembrar que tivemos a mesma discussão em fevereiro de 2017, em conjunto com nossa turnê nos Estados Unidos. Vários meios de comunicação investigaram cada parte da história de Marduk em busca de provas para essas alegações, mas não encontraram nada. Eles entraram em contato com várias bandas com as quais fizemos turnê, e todas disseram o mesmo: não há nada para apoiar essas acusações. E a história se repetirá, em breve, quando mais uma tentativa de sujar nosso nome chega ao fim."
Na mesma época desta matéria, circulou no Twitter um trecho de uma entrevista que o Marduk deu para a terceira edição da Nordic Vision, em 1995, onde Morgan Håkansson, guitarrista e um dos fundadores, diz o seguinte ao ser questionado sobre a vida na cidade sueca de Norrköping: "É okay. A cidade e seus arredores tem muitos lugares e valores históricos, mas a cidade principal é ocupada por imigrantes — que envenenam nosso ambiente. Às vezes você se questiona se está na Suécia ou Somália." Ao falar sobre a turnê "Winter War" o músico reclama das revistas Rock Hard e Metal Hammer, dizendo: "Elas decidiram que somos uma banda fascista e se negam a imprimir anúncios com o Marduk, espalham mensagens para produtores locais para que nos boicotem. A razão disso é que para uma revista alemã eu disse que o Marduk quer evitar imigração para a Suécia e que eu tinha orgulho do meu pai ter servido como oficial alemão durante a Segunda Guerra Mundial."
O Marduk segue com sua agenda de shows, retornando para a edição deste ano do festival finlandês Steelfest, conhecido pela "memorável" apresentação do Azazel, e também por incluir repetidamente bandas admitidamente nazistas em seu cast, ganhando repercussão mundial em 2019 quando o Sodom e outras bandas decidiram cancelar suas participações por tal motivo.
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