A incrível história de como Earth, Wind & Fire influenciou o carnaval do Rio e Salvador
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de outubro de 2023
O especialista em áudio Framklim Garrido participou de entrevista ao Corredor 5 e contou uma história curiosa envolvendo a banda Earth, Wind & Fire, que mistura ritmos como soul rock e funk, e o carnaval do Rio e Salvador.
"Nos primeiros anos da década de 1980, enquanto trabalhava na empresa Mac Audio, tive a oportunidade de contribuir significativamente para o cenário de áudio brasileiro. Um dos momentos marcantes foi o meu envolvimento em projetos para eventos históricos, como a visita do Papa e a missa no Maracanã, além do show memorável da banda Earth, Wind & Fire no Maracanãzinho e no Ibirapuera, em São Paulo.
Durante essa colaboração com a banda, estabeleci contato com o engenheiro de som George Massemburg. Ao me deparar com o sistema de P.A (Public Address) utilizado no evento, surpreendi-me com a qualidade, o que me levou a buscar mais informações. Conversando com o engenheiro, descobri que o projeto era baseado nos princípios abordados por George Massemburg.
Aprofundando-me nos estudos, deparei-me com a implementação de um filtro de quarta ordem, um conceito técnico crucial no âmbito do áudio. Fui além e constatei que esse filtro estava fundamentado em um artigo técnico publicado em 1976. Coincidentemente, o Earth, Wind & Fire havia utilizado esse sistema em 1979.

Motivado por essa descoberta, em 1980, apliquei a mesma tecnologia no projeto de sonorização do trio elétrico Tapajós. Na época, essa inovação foi pioneira, proporcionando uma mudança notável na sonoridade dos eventos. Essa iniciativa singular estabeleceu uma conexão especial com Salvador, onde até hoje mantenho grandes amizades.
Nesse contexto, essa experiência melhorou a chamada ‘música baiana’. Vale ressaltar que, naquele período, a apresentação do carnaval baiano era completamente diferente do que é conhecido atualmente. O mesmo se aplicava ao carnaval do Rio, que carecia de um modelo consolidado.
Nesse contexto, a implementação de equipamentos nos trios elétricos era bastante básica. No entanto, trouxe melhorias significativas, como filtros de maior qualidade e uma equalização aprimorada. Utilizando limitadores no master do trio, adaptei-me às ruas estreitas por onde o trio elétrico transitava.
Enquanto o carnaval do Rio apresentava desafios logísticos consideráveis, minha experiência anterior me proporcionou soluções inovadoras. Em meados da década de 1970, previ a necessidade de ajustes eletrônicos para compensar possíveis erros durante a festa. Nesse período, atuei como consultor e colaborador em diversos anos, contribuindo para a evolução e organização do evento. Essa trajetória, marcada por inovações e adaptações, reflete o meu comprometimento em moldar positivamente a indústria do áudio e, por consequência, a cena musical brasileira".
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