Jax Teller, do Sons of Anarchy, escolhe o maior álbum de todos os tempos
Por Bruce William
Postado em 14 de dezembro de 2025
Antes de tudo, só pra deixar a ficha certa: quem aponta "o maior álbum de todos os tempos" não é o Jax Teller, e sim Charlie Hunnam, o ator que interpretou o personagem em Sons of Anarchy. Ele já fez vários papéis de destaque no cinema e na TV, mas, internacionalmente, é difícil escapar do rótulo: para muita gente, ele ainda é "o cara do Sons".
E aí entra uma ironia boa. Porque Sons of Anarchy tem moto, estrada, jaqueta, conflitos e aquele clima de "rock de asfalto" que todo mundo associa a guitarras, mesmo que a série não seja sobre rock em si. Só que, quando Hunnam vai falar de música, ele não puxa um clássico barulhento, nem um hino de arena, nem nada que combine com o estereótipo do motoqueiro na nossa cabeça.

Nos últimos anos, ele também ganhou atenção por trabalhos fora desse universo. O texto cita que ele recebeu até indicação ao Globo de Ouro por Monster: The Ed Gein Story (Netflix), e que se preparava para cenas ouvindo música clássica mais "acalmar a mente", incluindo a trilha de Amor à Flor da Pele (In the Mood for Love), de Michael Galasso. Ou seja: o repertório dele não é de uma prateleira só.
Só que, quando foi escolher o disco mais significativo da vida dele, Hunnam cravou um álbum lançado no fim dos anos 1960 - e aí, vá lá: é "quase" um disco de rock, mas daquele tipo que escorrega para folk, jazz e blues sem pedir desculpa. O escolhido foi "Astral Weeks", de Van Morrison.
Ele contou à revista Man About Town (via Far Out): "O álbum mais significativo para mim seria 'Astral Weeks', do Van Morrison. É um disco tão bonito, cheio de saudade e nostalgia, e me deixa nostálgico por um tempo que eu nem vivi." Segundo ele, descobriu o álbum quando tinha por volta de 16 ou 17 anos e levou o negócio a sério, de sentar e ler letras, mastigar o que estava ali.
Na mesma conversa, ele descreveu o impacto com outra declaração: "Achei esse álbum quando eu tinha uns 16 ou 17 anos, e ele me acertou como uma verdadeira obra de arte. Eu fui e li todas as letras das músicas... elas são enganosamente simples, parecem não falar de muita coisa e, quando você ouve como foram interpretadas, é tudo sobre amor, saudade e um senso de pertencimento no mundo."
"Astral Weeks" saiu em 1968 e foi uma guinada para o Van Morrison, que vinha de sucessos mais comerciais como "Brown Eyed Girl" e da fase como vocalista do Them. O disco abre com a faixa-título, uma peça longa (sete minutos) com letra em fluxo de consciência e clima quase hipnótico, ou seja, é aquele tipo de álbum que parece mais "um mundo" do que uma coleção de singles. E, curiosamente, não foi amor à primeira vista no mercado: a gravadora teria ficado fria por não ver "hit de rádio", e as primeiras resenhas não ajudaram. Com o tempo, no entanto, o boca a boca virou o jogo e o disco passou a ser tratado como item essencial.
Quanto aos próximos passos, Hunnam finalizou filmagens de uma série chamada Criminal ao lado de Emilia Clarke, com lançamento previsto para 2026, e que também está em um thriller de ação chamado Legacy of Spies com Matthew Macfadyen. Mas, pelo menos nessa escolha musical, ele já deixou claro que o "álbum definitivo" dele não tem nada de jaqueta de couro - mesmo que a gente insista em imaginar o Jax ouvindo isso numa estrada vazia.
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