O álbum do Iron Maiden que não saía da cabeça e dos dedos de John Petrucci: "Loucura"
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de janeiro de 2026
Os fãs brasileiros de metal progressivo já podem marcar no calendário: o Dream Theater retorna ao Brasil em maio de 2026, com uma turnê especial que passará por seis cidades do país. No formato "Uma Noite com o Dream Theater", o grupo promete shows longos, imersivos e centrados no álbum mais recente, Parasomnia, além de clássicos que marcaram sua trajetória. A expectativa é alta - não apenas pelo repertório, mas também pelo momento criativo vivido pela banda.
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É nesse contexto que uma curiosidade revelada em entrevista recente chama atenção dos fãs de guitarra: o álbum do Iron Maiden que não saía da cabeça - nem dos dedos - de John Petrucci. Conversando com Gustavo Maiato e Mateus Ribeiro, do canal Whiplash.Net, o guitarrista falou abertamente sobre a influência decisiva da Donzela de Ferro em sua formação musical.
Petrucci contou que, ainda adolescente, quando conheceu o baixista John Myung, os dois criaram um vínculo imediato por causa do Iron Maiden. "Toda vez que o Maiden vinha a Nova York, a gente ia aos shows", relembrou. Segundo ele, não era apenas admiração distante: os dois literalmente estudavam o repertório da banda britânica de forma obsessiva.
John Petrucci, Dream Theater e Iron Maiden
Entre todos os discos, um se destacou de maneira especial. Petrucci afirmou que Piece of Mind era presença constante em sua rotina. Ele descreveu a fase como "loucura", explicando que chegaram a tocar praticamente todas as músicas do Iron Maiden, especialmente dos álbuns Killers e The Number of the Beast. "A gente tocava cada faixa, era insano", comentou, rindo da própria dedicação quase maníaca.
Essa relação intensa com o Iron Maiden ajuda a entender não apenas a técnica apurada de Petrucci, mas também sua abordagem melódica e a importância das guitarras gêmeas, dos riffs bem construídos e da identidade sonora forte - elementos que ecoam tanto no metal clássico quanto no progressivo moderno. Não por acaso, mesmo décadas depois, o guitarrista ainda fala com entusiasmo juvenil sobre aqueles discos que moldaram sua linguagem musical.
Confira a entrevista completa abaixo.
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