O álbum que é o ápice do tédio empacotado para a geração Z, segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 29 de junho de 2026
Olivia Rodrigo se consolidou como um dos maiores nomes do pop da nova geração, mas está longe de convencer Regis Tadeu. Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, o jornalista e crítico musical fez uma análise do terceiro álbum da cantora – "You Seem Pretty Sad For A Girl So In Love" – e afirmou que a obra representa "o ápice do tédio empacotado para a geração Z".

Logo na abertura do vídeo, Regis ironiza o entusiasmo em torno da artista e questiona quem a considera uma salvadora do pop rock. "Chegou às plataformas digitais essa monumental celebração do vazio existencial. Tem gente abestalhada que trata Olivia Rodrigo como a salvadora do pop rock."
Segundo ele, a experiência de ouvir o disco foi cansativa do começo ao fim. "Quando terminei a audição dessa porcaria de álbum, fiquei com a sensação de ter ouvido a trilha sonora de um longuíssimo comercial de desodorante."
Na avaliação do crítico, o trabalho é "arrastado, esquemático e de falsa maturidade", agradando apenas a um público que, segundo ele, idolatra a cantora sem senso crítico.
Regis também afirma que as primeiras músicas apresentam uma sonoridade extremamente genérica. Segundo ele, a faixa de abertura lembra uma mistura entre Avril Lavigne e Harry Styles, enquanto outras tentam resgatar elementos do synth-pop dos anos 1980 sem personalidade própria. "O resultado é um som plastificado igual ao de milhares de artistas que fazem exatamente a mesma coisa."
Uma das críticas mais duras é direcionada às baladas presentes no disco. Para o jornalista, praticamente todas são esquecíveis. "Sabe aquele tipo de música que você ouve e esquece antes mesmo de chegar na metade? Pois é. Todas elas têm esse efeito."
Ele ainda diz que a participação de Robert Smith, do The Cure, em uma das faixas não consegue elevar o nível do trabalho. "Provavelmente ele participou para agradar alguns dos 25 sobrinhos que tem", ironizou.
Ao longo da análise, Regis compara Olivia Rodrigo a diversos artistas. Em alguns momentos, afirma que ela tenta soar como Avril Lavigne; em outros, como A-ha, Devo, Foo Fighters e até a banda brasileira CSS, mas sem alcançar resultados convincentes.
Sobre uma das faixas, ele dispara: "É uma cópia mal disfarçada de 'Everlong', do Foo Fighters, em termos harmônicos e melódicos."
Na reta final do vídeo, Regis conclui que Olivia Rodrigo tenta desesperadamente ser levada a sério, mas permanece presa ao mesmo universo de dramas adolescentes. "Ela continua presa num looping eterno de lamúrias juvenis."
Para o crítico, o álbum não passa de "mais um produto corporativo muito bem embalado para vender lenços de papel para adolescentes que ainda moram com os pais".
Ao resumir sua avaliação, Regis afirma que o disco representa uma enorme perda de tempo e reforça que não enxerga qualquer evolução artística na cantora. "Tudo é uma perda de tempo monumental nesse disco."
A análise encerra mais um capítulo da série de críticas contundentes que Regis Tadeu costuma dedicar aos lançamentos do pop contemporâneo, desta vez mirando uma das artistas mais populares da geração Z.
Confira o vídeo completo abaixo.
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