O feito inacreditável que mostrou a força gigantesca do rock progressivo nos anos setenta
Por Bruce William
Postado em 29 de julho de 2026
Uma única composição ocupando os dois lados de um LP não parece exatamente uma receita para conquistar as paradas. Em 1972, porém, o Jethro Tull provou que o rock progressivo vivia uma época em que até as ideias mais improváveis podiam encontrar um público enorme.
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"Thick as a Brick" foi apresentado como uma suíte contínua de aproximadamente 43 minutos. Não havia uma coleção convencional de canções, muito menos um refrão curto preparado para o rádio. Ainda assim, o disco alcançou o primeiro lugar e se tornou um dos maiores sucessos da banda, relata a Far Out.
O resultado ajuda a medir o espaço ocupado pelo progressivo no começo daquela década. O público vinha de anos de psicodelia e parecia disposto a acompanhar obras longas, conceitos incomuns e combinações de rock com jazz, música clássica e folk.
O Jethro Tull também tratou o projeto com uma boa dose de ironia. Ian Anderson criou a história de que o poema central havia sido escrito por um garoto chamado Gerald Bostock, e a capa imitava um jornal completo, acrescentando notícias, anúncios e detalhes inventados.
A música, no entanto, estava longe de ser apenas uma brincadeira. Mudanças de andamento, temas recorrentes, passagens acústicas e explosões elétricas exigiam atenção durante praticamente todo o álbum.
Décadas depois, pode parecer estranho imaginar uma obra desse tamanho liderando as paradas. Em 1972, entretanto, "Thick as a Brick" mostrou que o progressivo não era um esconderijo para poucos iniciados: por algum tempo, também foi música de enorme alcance popular.
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