As 11 músicas mais pesadas que o Mötley Crüe já gravou, segundo a Loudwire
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de julho de 2026
O Mötley Crüe ficou mundialmente conhecido pelos excessos, grandes refrões, baladas e histórias inacreditáveis nos bastidores, mas por trás do glamour sempre existiu uma banda capaz de produzir músicas realmente pesadas. Em determinados momentos, Nikki Sixx, Mick Mars, Tommy Lee e seus diferentes vocalistas chegaram muito perto de territórios ocupados por grupos de metal muito mais extremos.
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Em matéria publicada pela Loudwire, o jornalista Bryan Rolli escolheu as 11 músicas mais pesadas já gravadas pelo Mötley Crüe. A seleção percorre desde a crueza do primeiro álbum, "Too Fast for Love", até trabalhos controversos como "Generation Swine" e o disco de 1994 gravado com John Corabi.
Entre as escolhidas aparecem "Bastard", "Dr. Feelgood", "Hammered", "Knock 'Em Dead, Kid", "Let Us Prey", "Live Wire", "Red Hot", "Shout at the Devil", "Smoke the Sky", "Use It or Lose It" e "Wild Side".
Um dos maiores destaques é "Red Hot", presente em "Shout at the Devil", de 1983. Rolli chamou atenção para a proximidade que glam e thrash metal podiam apresentar naquela época, apesar da rivalidade entre seus respectivos fãs. Segundo o jornalista, "não deixe os refrões glamourosos e feitos para erguer os punhos enganarem você: 'Red Hot' pode enfrentar de igual para igual qualquer música de 'Kill 'Em All', do Metallica, lançado no mesmo ano".
Outro momento particularmente pesado apareceu em "Smoke the Sky", do álbum "Mötley Crüe", de 1994. Com John Corabi substituindo Vince Neil, a banda abandonou boa parte dos elementos associados ao glam metal e investiu em guitarras com afinações mais baixas, bateria poderosa e vocais mais ásperos.
Rolli foi ainda mais longe ao avaliar a faixa: para ele, o breakdown que começa por volta de 2 minutos e 12 segundos é "o momento mais pesado de todo o catálogo do Mötley Crüe e uma das performances mais brutais já registradas por qualquer banda da Sunset Strip".
"Dr. Feelgood" também ganhou espaço na seleção. Embora o álbum homônimo de 1989 tenha apresentado uma produção muito mais polida sob o comando de Bob Rock, a faixa-título trouxe riffs poderosos e um groove gigantesco que, segundo Rolli, ficava em algum lugar entre o Aerosmith clássico e aquilo que o Metallica faria em 1991.
A lista também resgata músicas menos óbvias, como "Let Us Prey", de "Generation Swine". O controverso álbum de 1997 transitava por diferentes gêneros, mas a faixa se destacou como uma explosão de metal alternativo com riffs em afinação baixa, gritos e breakdowns.
No fim das contas, a seleção mostra que o Mötley Crüe nunca foi apenas uma banda de cabelos armados, festas e refrões radiofônicos. De "Live Wire" a "Smoke the Sky", o grupo deixou momentos capazes de lembrar que, por baixo de todo o excesso visual da Sunset Strip, também existiam riffs realmente pesados.
Confira a lista:
"Bastard"
"Dr. Feelgood"
"Hammered"
"Knock 'Em Dead, Kid"
"Let Us Prey"
"Live Wire"
"Red Hot"
"Shout at the Devil"
"Smoke the Sky"
"Use It or Lose It"
"Wild Side"
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