Após AVC, Tommy Lindal reencontra Liv Kristine no palco quase 30 anos depois
Por Emanuel Seagal
Postado em 30 de setembro de 2026
Tommy Lindal contou que sentiu um enorme peso de expectativa ao voltar a um palco mais de 30 anos depois do AVC que o afastou do Theatre of Tragedy, em entrevista concedida a Dewindson Costa para o Dark Mode.
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Um dos fundadores da banda, formada na Noruega em 1993, o guitarrista gravou o álbum homônimo de estreia (1995) e "Velvet Darkness They Fear" (1996) antes de deixar o grupo. O retorno aconteceu no festival norueguês Brynerocken, ao lado de Liv Kristine, com quem dividiu a formação original.
Segundo o guitarrista, o reencontro no palco foi cercado de desafios até a véspera. Os músicos que acompanham a cantora só chegaram ao país no dia da apresentação.
"Com exceção do Michael, os outros músicos da banda da Liv vieram da Alemanha e chegaram à Noruega no próprio dia do show. Por isso, não havia nenhuma possibilidade de ensaiarmos juntos antes", relatou.
"Naturalmente, tudo isso me deixou muito nervoso. Na verdade, já fazia mais de 30 anos desde a última vez que eu havia subido em um palco para tocar, então senti um enorme peso de expectativa sobre os meus ombros. Eu também tinha muito a provar para mim mesmo: precisava saber se ainda era capaz de fazer aquilo", acrescentou.
Sem monitor, sem passagem de som
Tommy contou que o formato técnico do show também era inédito para ele. "Uma ou duas semanas antes do show, descobri que não teríamos monitores de palco, que não conseguiríamos ensaiar juntos e que também não haveria passagem de som. Eu teria que usar um monitor in-ear e tocar seguindo um clique, algo completamente novo para mim. Acho que esse tipo de tecnologia nem sequer existia na minha época", explicou.
"Eu também nunca tinha usado minha pedaleira com um amplificador ou em uma apresentação ao vivo, então não fazia ideia de como ela soaria conectada diretamente ao sistema de som. Como não teríamos passagem de som, eu basicamente só podia torcer para que tudo desse certo", detalhou.
O guitarrista disse que manteve a decisão mesmo assim. "Mesmo assim, decidi encarar o desafio, cruzei os dedos e torci para que tudo desse certo. Felizmente, deu! Fiquei extremamente orgulhoso e feliz com o resultado", afirmou.
"Não precisei reaprender grande parte do material"
A preparação, segundo ele, foi menos sobre as músicas e mais sobre o corpo. "Então comecei a me preparar. Como fui um dos compositores das músicas, ainda me lembrava muito bem de tudo e, por isso, não precisei reaprender grande parte do material. A preparação foi mais para voltar a me acostumar a tocar guitarra em pé e a me apresentar novamente", contou.
O lado de Liv Kristine
Também ouvida pelo site, a cantora descreveu o reencontro como especial e afastou a leitura nostálgica da apresentação. "Dividir o palco novamente com meu querido amigo Tommy Lindal foi algo incrivelmente especial e emocionante. Tommy e eu compartilhamos muita história, tanto musical quanto pessoalmente, e tocar essas músicas juntos trouxe muitas lembranças à tona. O que mais me tocou foi perceber o quanto essas músicas ainda significam para as pessoas depois de tantos anos", declarou.
"[…] Ao mesmo tempo, não parecia que estávamos simplesmente olhando para trás ou tentando recriar o passado do Theatre of Tragedy. As músicas continuam vivas, assim como a amizade por trás delas. Estar ali com Tommy novamente pareceu muito natural", concluiu.
Leia a entrevista completa na íntegra no Dark Mode.

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