O disco de Jimi Hendrix que deixou Robert Smith "ensurdecido" aos 11 anos de idade
Por Bruce William
Postado em 12 de setembro de 2026
Robert Smith já falou muitas vezes sobre a influência de Jimi Hendrix, mas uma das lembranças mais fortes não envolve palco, solo ou uma música específica. Ela vem de um momento doméstico: um garoto de 11 anos, um bom aparelho de som e um par de fones colocado no volume máximo.
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O disco era "The Cry of Love", lançado postumamente em 1971 com gravações que Hendrix vinha preparando antes de morrer. Smith lembra que ouviu aquilo em estéreo e ficou completamente tomado pelo som. "Eu me lembro de ouvir 'The Cry of Love' pela primeira vez num aparelho de som realmente bom quando tinha 11 anos. Escutei com os fones no máximo, simplesmente ensurdecido por aquela imagem estéreo incrível."
Ele acrescentou que aquele foi "um daqueles momentos que ficaram comigo pela vida inteira" A fala, originalmente dada à Guitar Player, voltou a ser destacada pela Far Out.
Algo que chama a atenção é que "The Cry of Love" não é um dos três álbuns clássicos lançados pela Jimi Hendrix Experience em vida. O trabalho reuniu principalmente material gravado em 1970 para aquilo que seria o próximo álbum de Hendrix e foi finalizado após sua morte por Eddie Kramer e Mitch Mitchell.
Smith também nunca tratou indiscriminadamente tudo que saiu depois da morte do guitarrista como obra-prima. Na mesma entrevista, chamou Hendrix de seu ídolo, mas disse detestar lançamentos póstumos posteriores como "Crash Landing" e "Midnight Lightning". "The Cry of Love", porém, ocupava outro lugar na memória.
A relação de Smith com Hendrix ia além daquele impacto infantil. Ao listar suas músicas favoritas, ele colocou "Are You Experienced?" entre as cinco primeiras e explicou que sempre se interessou por guitarristas com personalidade própria, muito mais do que por demonstrações técnicas vazias.
Isso ajuda a colocar a lembrança em perspectiva. O que ficou com Robert Smith não foi apenas a descoberta de um guitarrista extraordinário, mas a sensação de ouvir o espaço, a profundidade e o movimento do som de uma maneira que ele ainda não conhecia. Aos 11 anos, antes de existir The Cure, alguma coisa naquele estéreo já estava abrindo uma porta.
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