Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de outubro de 2026
Tommy Lee falou sem rodeios sobre a fase final de Mick Mars no Mötley Crüe durante participação no podcast The Magnificent Others, apresentado por Billy Corgan, do Smashing Pumpkins. A conversa percorreu do início da banda na Sunset Strip aos planos de novas músicas. Em certo momento, o anfitrião abriu espaço para o baterista dizer algo positivo sobre o ex-colega, depois da disputa judicial que, segundo Corgan, já estava resolvida na época da gravação.
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Tommy aceitou o convite e disse ter "nada além de amor" pelo guitarrista. Também lamentou que uma doença nos ossos, ou na coluna, como ele mesmo definiu, tenha aos poucos deformado a postura de Mick e o deixado curvado. Para o baterista, o colega já sofria muito na turnê de despedida de 2014 e 2015. A dor, somada à idade, levou Mick a procurar a banda para avisar que não queria mais seguir. "Só existe um Mick, e ele é um músico insano", resumiu.
John 5, que assumiu o posto, também recebeu elogios. Tommy descreveu o guitarrista como um fã antigo, que conhece todas as músicas de cor, adora Mick e o deixa "no chinelo" na hora de ensaiar. Foi justamente ao comentar o impacto dessa chegada que o baterista detalhou o que vinha acontecendo nos shows com a formação anterior:
"No mesmo fôlego, tenho que dar crédito ao John 5, porque a chegada dele foi a dose exata de adrenalina, vida, energia e fogo que estava faltando, porque aquilo realmente estava virando uma luta. Tipo, eu fazia a contagem de 'Live Wire' e o Mick começava 'Wild Side'. Ele começou a não saber, sabe, a gente começou a não saber."
Corgan contou ter presenciado um desses momentos de desencontro quando assistiu à banda ao vivo. Tommy confirmou que a situação se repetiu. "Já tive que parar músicas. Simplesmente parar músicas, tipo: 'Cara, temos que recomeçar isso porque ele está tocando a música errada e não sabe'", contou. Mesmo assim, encerrou o assunto em tom conciliador. Lembrou que quem se sente ameaçado ou ferido acaba revidando. "Mas está tudo bem. É o Crüe, cara. Nunca vai ser uma linha reta", concluiu.
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