O clássico do Prog que o King Crimson se recusou a tocar por mais de vinte anos
Por Bruce William
Postado em 15 de outubro de 2026
"21st Century Schizoid Man" praticamente apresentou o King Crimson ao mundo. Abrindo "In the Court of the Crimson King", de 1969, a música juntava peso, jazz, distorção, mudanças bruscas e a voz de Greg Lake em pouco mais de sete minutos. Virou uma das gravações mais identificáveis da banda e continuou sendo pedida pelo público muito depois de sua primeira formação desaparecer.
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Só que chegou um momento em que Robert Fripp não queria mais saber dela, conta a Far Out. O King Crimson tocou "21st Century Schizoid Man" durante diferentes encarnações no começo dos anos 1970, até que a música saiu do repertório depois do show realizado no Central Park, em Nova York, em 1º de julho de 1974. dgmlive.com
Quando o grupo voltou à ativa nos anos 1980 com Adrian Belew, Tony Levin e Bill Bruford ao lado de Fripp, os fãs continuaram pedindo o clássico. Belew contou posteriormente à Rolling Stone que praticamente em todo lugar aparecia alguém gritando pelo nome da música. "Começou a ficar quase frustrante para nós, porque não queríamos fazer aquilo, e lembro particularmente que Robert não faria naquele momento."
A insistência virou até piada interna. Segundo Belew, a banda brincava com a ideia de que, se não tocasse "21st Century Schizoid Man", talvez nem pudesse se chamar King Crimson. Mas a formação dos anos 1980 estava interessada em construir outra identidade, baseada em músicas como "Elephant Talk", "Frame by Frame" e "Discipline", e não em reproduzir o repertório do grupo de 1969.
A situação só mudou em 1996. Durante a turnê do chamado "double trio", o King Crimson finalmente recuperou a música. A DGM Live registra que aquela foi a primeira vez desde o show do Central Park em 1974 que "21st Century Schizoid Man" voltou a aparecer em uma apresentação da banda. dgmlive.com
Foram, portanto, 22 anos sem que uma das músicas mais famosas do King Crimson aparecesse num show do próprio King Crimson. E o curioso é que isso combina perfeitamente com a história do grupo: Fripp sempre pareceu mais interessado em descobrir qual seria o próximo King Crimson do que em preservar o anterior.
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