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Helloween: as melhores composições de Michael Kiske

Por
Postado em 06 de fevereiro de 2015

Se em várias bandas músicos são despedidos por falta de composições, esse não foi o caso de Michael Kiske no Helloween. Inclusive, esse foi um dos pilares de sua saída da banda, afinal, ele queria mostrar seu trabalho em músicas próprias, mas sempre esteve à sombra dos principais compositores.

Até a saída de Kai Hansen o próprio Kai era principal mentor da banda, mas quem assumiu o posto em seguida foi Michael Weikath. De fato, o guitarrista sempre teve muitas virtudes para escrever músicas, mas o seu ego nem sempre deixou que os outros membros da banda viessem a aparecer.

Lembrando os grandes tempos de Kiske como voz principal do Hellowen, fizemos um especial com suas melhores composições para a banda. Citando apenas aquelas em que ele trabalhou sozinho na composição, tanto na música quanto na letra.

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5 – A little Time

Mesmo muito jovem e recém integrado no grupo, Michael Kiske sempre quis mostrar seu talento compondo. A terceira faixa do "Kepper of the Seven Keys Part I", é uma grande adaptação do novo vocalista à sua nova banda. A canção tem o mesmo timbre e teor das demais do álbum, mas com requintes diferentes.

Todavia, a música tem um grande riff inicial em dó maior e conta com uma grande interpretação vocal de Kiske, além dos vocais de apoio executados por Kai Hansen. Boas estrofes antes de um grande refrão, a altura da melodia utilizada pelo quinteto germânico. Até uma parada significativa no ritmo, regada de samplers.

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De volta ao refrão, segue a aula de vocal lírico de Kiske, aliada a um grande solo nas seis cordas de Hansen. Alguns criticam a música por sair um pouco da linha da banda, mas "A Little Time" é uma das grandes faixas da história do Helloween.

4 – Longing

Leve e suave, a faixa fecha o "Chameleon" com muito estilo. Orquestrações claramente bem feitas, além de boas linhas de violão e uma grande garganta de Michael. Botando para fora tudo que o incomodava naquela época. O resultado não poderia ser outro a não ser uma belíssima balada com o selo de qualidade da banda.

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O início conta com um lindo arranjo de violino em um ré menor que às vezes parece penetrante. E quando a letra diz: "Deep Inside of Me", a gente sabe, mesmo de longe, que é verdade. Além da melodia absolutamente única, trata-se de praticamente uma canção solo de Michael Kiske.

Outro fator de destaque é a letra, muito bem escrita e conceituada. Uma mistura de sentimentos que veem e vão, na medida em que a gente nem percebe. Se existem fãs que fecham a cara para o último álbum de Kiske no grupo, eles precisam olhar para "Longing" com um pouco mais de carinho. Vale a pena.

3 – You Always Walk Alone

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Certamente, é a composição que mais se encaixa no estilo musical que o Helloween adotava, principalmente na época do "Kepper of the Seven Keys Part II". A música tem um grande riff de guitarra, boas estrofes e um refrão cativante. Um tipo de som que era considerado definitivo.

A letra fala sobre uma solidão e as visões religiosas de Michael Kiske. Sem dúvidas, uma composição intuitiva. No meio tempo, ele fala sobre seus arrependimentos e convicções, citando críticas a homens bêbados e uma pitada de caretice. Mas isso não vem ao caso, mesmo hipócrita, "You Always Walk Alone" é muito bem escrita.

E o que falar da atuação vocal de Kiske? Uma aula de vocal lírico em um mi menor clássico para o Heavy Metal. Já em 1988, era possível perceber que ele se empenhava mais para cantar suas próprias músicas. Afinal, era realmente aquilo que ele queria dizer aos seus ouvintes.

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2 – Kids of the Century

Logo na segunda música do "Pink Bubbles go ape", uma composição fantástica de Michael. Um grande riff inicial, com muito peso e diretriz. Destaque também para a letra, muito bem escrita e daquelas que servem como reflexão. Inevitavelmente, uma das melhores faixas de todo o disco.

A música tem a cara do Helloween do início de 90, muita melodia e estrofes maduras, além de grandes solos e vocais de apoio de Roland Grappow. No refrão, uma aula de voz com tons altíssimos e belamente executados. Sem tempo para memórias, a canção segue seu rumo com maestria.

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Depois do solo, uma grande linha vocal. Melódica e sentimental, com o selo de qualidade da banda alemã. Na sequência, Grappow e Weikath apresentaram suas virtudes nas seis cordas enquanto Kiske da um verdadeiro conselho à juventude e a humanidade em geral, um apelo por mais cuidado com nós mesmos.

1 – We Got The Right

Quando pensei em fazer esta matéria, a primeira faixa que me veio à mente foi "We Got The Right". Só de lembrar da interpretação de Michael Kiske naquele antológico "Live in The U.K" dá um arrepio na espinha. Sem dúvidas, foi inevitável que ela ficasse com a primeira colocação deste especial.

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Para começar, um baixo em mi menor clássico dando o teor do que estaria por vir, além de guitarras suaves e cheias de timbre. Na parte escrita, mais uma letra reflexiva. Uma tentativa de demonstrar que nunca é tarde demais para nenhum de nós. Junto com a distorção nas seis cordas, Michael canta alto como nunca.

Como se não fosse bastante, vem o refrão para selar de vez a faixa como um dos maiores clássicos da história do Helloween. Além de uma bela letra, um vocal magistral e um arranjo perfeito.

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Sobre Felipe Holanda

Futuro jornalista recifense, baixista e apaixonado por heavy metal.
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