Fábio Caldeira: "Não coloco barreiras entre o coração e a voz"
Por Gisele Turteltaub
Postado em 14 de março de 2021
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Em simpósio sobre a arte como recurso para a cura, o vocalista da banda Maestrick falou sobre sua trajetória na música
"Artistas são pessoas finitas que despertam o infinito". Assim o músico Fábio Caldeira finalizou sua participação no Simpósio Integrar – a arte de humanizar a saúde, realizado em São José do Rio Preto/SP e transmitido ao vivo pela internet no último sábado (13). Cada participante da mesa redonda "Saúde: por onde olhamos?" trouxe uma abordagem sobre o uso da arte em processos de tratamento e cura. Caldeira falou sobre sua trajetória como professor, aluno, membro da banda Maestrick e diretor musical, inspirando uma plateia formada por profissionais das áreas de saúde e educação.
Caldeira contou que a arte sempre esteve presente na história de sua família. Lembrou de quando era criança e sua mãe contava estórias inventadas por ela mesma, o que, segundo ele, foi fundamental para desenvolver a criatividade em processos de composição musical e literária. Quando iniciou os estudos musicais, aos 7 anos de idade, aprendeu a importância de conciliar técnica e amor pela arte: "tive professores rigorosos, mas que entendiam as particularidades de cada aluno. Isso me ensinou a desenvolver autonomia em relação ao que eu queria e gostava", disse. Lembrou do conselho recebido de um professor de piano e que carrega consigo até hoje: "ele falou que eu não deveria colocar barreiras entre as teclas e o coração. Decidi aplicar isso em tudo o que faria dali em diante. Quando estou em um palco, não coloco barreiras entre o coração e a voz".
Alunos, professores, músicos parceiros e outros públicos com quem teve contato ao longo de sua trajetória também foram lembradas. Fábio trouxe diversos exemplos de como as pessoas se conectam com a música e como ela pode transformar vidas, estados emocionais e relações humanas.
Ao encerrar sua fala, o cantor questionou o público: quem é o artista? E completou: "todos temos nosso palco de atuação e podemos inspirar o mundo com o que fazemos, independente da atividade profissional. Artistas são pessoas finitas, mas que despertam o infinito em cada um".
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