Mark Tremonti: por que guitarrista do Creed e Alter Bridge não aceita compor com ninguém
Por Igor Miranda
Postado em 02 de outubro de 2021
Embora não seja o único compositor das músicas do Creed e do Alter Bridge, o guitarrista Mark Tremonti nunca faz sua parte do trabalho em equipe. Por quê? Em entrevista recente, o músico explicou suas razões.
O assunto foi abordado em bate-papo com o canal Heavy New York, com transcrição via Ultimate Guitar. Na ocasião, o guitarrista apontou que "precisa estar sozinho" para compor. Ao que tudo indica, as colaborações de outros integrantes é feita em outras etapas, seja antes ou depois: no Creed, Mark cria todas as melodias e o vocalista Scott Stapp, as letras; no Alter Bridge, os quatro integrantes são creditados pelas criações.
"Ryan (Bennett), baterista desse novo álbum ('Marching in Time', da banda Tremonti), fica falando tipo: 'ei, cara, precisamos nos juntar para fazer jams, qual foi a última vez que você se juntou com sua banda para compor músicas?'. E eu digo: 'cara, eu não faço isso desde o primeiro disco do Creed'", afirmou.
O músico destacou que o processo criativo em conjunto "simplesmente não é algo que funciona" para ele. "Eu gosto de compor sozinho. Gosto de entrar no meu pequeno mundinho. Gosto de poder cometer erros", disse.
A preocupação de Mark Tremonti com relação à criação de músicas vai além da guitarra, pois ele também cria linhas vocais para as canções. "Gosto de poder cantar em falsete quando faço melodias vocais, o que é meio constrangedor de fazer diante das pessoas", declarou.
Mesmo cantores mais "profissionais" podem não oferecer uma boa performance criativa quando estão compondo em grupo. "Se você fica cantando por oito horas direto ao compor, você não consegue cantar com sua voz total, você vai acabar com sua voz", explicou.
Tudo gira em torno de sentir-se confortável para compartilhar esse processo, de acordo com Tremonti. "Há pouquíssimas pessoas no mundo com quem eu ficaria confortável de compor junto. Até começar a fazer workshops, ensinando pessoas a compor, eu dizia: 'estamos na área de confiança agora; farei coisas que podem não soar boas porque você precisa soar ruim antes de ficar bom'. Nem tudo que você fará, soará como 'Stairway to Heaven'", disse.
Por fim, o músico apontou: "Você precisa estar nessa área de confiança e perceber que tem que cometer erros, tem que aceitar a falha antes de concluir algo no longo prazo".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ozzfest confirma segundo país que receberá o evento em 2027
Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Helloween - um espetáculo completo na borda da cidade de São Paulo
Seven Crossroads Festival anuncia oito atrações, seis delas inéditas no Brasil
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
A música do Metallica que deixava o público entediado, segundo Kirk Hammett
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
Família de Brent Hinds publica manifesto sobre disputa com o Mastodon
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
Matt Heafy (Trivium) cita os 3 álbuns que mais o influenciaram
James Hetfield explica o que faz de Tony Iommi a sua maior referência
Axl Rose estaria ajudando cantora country em projeto voltado ao rock
A banda punk que fez John Lennon pensar "Era assim que os Beatles eram no começo"
Em outubro, Iron Maiden inaugura em São Paulo a "Eddie's Emporium Experience Store"
Cogumelo Records: 46 anos no coração do rock pesado de Belo Horizonte

Myles Kennedy (Alter Bridge, Slash) se recusa terminantemente a usar IA
Rock e Metal: as vozes da nova geração
Myles Kennedy: vocalista comenta como é atingir seu auge após os 30 anos


