Por que Roger do Ultraje a Rigor se recusou a pedir desculpa no Faustão por caso de 1987
Por Gustavo Maiato
Postado em 09 de abril de 2025
Em 1987, durante uma participação no programa de Fausto Silva, o vocalista Roger Moreira, da banda Ultraje a Rigor, protagonizou um episódio que lhe custaria caro — literalmente. Ao exibir uma aparelhagem de som recém-adquirida nos Estados Unidos, Roger fez uma piada que acabou sendo mal interpretada por autoridades e culminou na apreensão de seus equipamentos pela Polícia Federal.
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Segundo contou em entrevista publicada pelo canal Hora do Corte, tudo começou quando Faustão comentou sobre os instrumentos novos que o grupo havia trazido do exterior. "Ele falou: ‘Ô, aparelhagem nova, né? Como é que se passou aí?’", relembra Roger. Em tom de brincadeira, respondeu: "Ah, sabe como é... a gente dá aquele jeitinho." A fala, dita de forma despretensiosa, seria usada mais tarde como justificativa para a confiscação da aparelhagem — mesmo com a banda tendo pago todos os impostos legalmente.
O episódio ficou fora do radar até o fim do ano, quando uma reprise da entrevista foi ao ar. Um agente da Polícia Federal assistiu ao programa e, irritado com a declaração, determinou a apreensão de todo o equipamento da banda. "Ficamos sem a aparelhagem por quase 20 anos", lamentou o músico. Segundo Roger, os instrumentos só reapareceram quando um comprador os adquiriu em um leilão oficial e entrou em contato oferecendo parte de volta.
Na época, o próprio Faustão e o advogado da banda sugeriram que Roger voltasse ao programa e pedisse desculpas públicas, o que poderia ajudar a amenizar a situação. Mas ele se recusou. "Eu não fiz nada errado. Não vou pedir desculpas por algo que não fiz. Isso é uma questão de caráter", afirmou.
Roger chegou a retornar ao programa, mas apenas para tocar com a banda. "Fui lá, toquei e fui embora. Não me desculpei." Para ele, assumir uma culpa que não existia seria ir contra seus princípios. "Claro que eu tenho filtro. Não saio por aí sendo grosseiro, tem educação também. Mas quando acho que devo falar, eu falo", concluiu.
Confira a entrevista completa abaixo.
Faustão e o rock nacional
Faustão está conectado com outros casos do rock nacional. Inclusive, seu famoso bordão "quem sabe faz ao vivo", nasceu de uma apresentação dos Paralamas do Sucesso no seu programa.
O baterista João Barone relembrou a origem de um dos bordões mais icônicos da televisão brasileira durante sua participação no canal Corredor 5, no YouTube. Segundo ele, a frase "Quem sabe faz ao vivo!", eternizada por Fausto Silva, nasceu após uma reclamação dos Paralamas do Sucesso em uma de suas primeiras participações no programa Perdidos na Noite.
"Tivemos sorte de abrir essa frente no rock. Escolhemos a gravadora Odeon, que estava com poucas bandas novas na época. Foi super legal, começamos essa trajetória oficialmente", contou Barone, ao lembrar o início da carreira do grupo.
Pouco depois do contrato com a gravadora, os Paralamas começaram a aparecer em programas de TV populares, como o de Faustão. Mas nem tudo agradava: "Era tudo playback, como no Chacrinha e em outros programas da época. A gente achava horrível ter que fingir que estava tocando", disse.
A insatisfação chegou aos ouvidos de Fausto Silva, que prometeu uma mudança. "Ele falou que, na próxima vez, seria tudo ao vivo. E quando voltamos, ele lançou: ‘Quero ver agora! Quem sabe faz ao vivo!’. Foi a primeira vez que ele disse isso", afirmou o baterista.
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