Regis Tadeu explica por que "A Matter of Life And Death" do Iron Maiden é gospel
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de agosto de 2026
A conversa sobre a fase moderna do Iron Maiden tomou um rumo inesperado durante live publicada no canal de Regis Tadeu. Enquanto Fábio Cristianini defendia "A Matter of Life and Death" (2006) como o disco mais injustiçado do período, o jornalista soltou uma afirmação que pegou a mesa de surpresa.
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"Fábio, você sabe que 'A Matter of Life and Death' é um álbum gospel?", questionou Regis. A leitura parte das letras do disco - que abordam guerra, fé, mortalidade e questões religiosas em faixas como "For the Greater Good of God", "These Colours Don't Run" e "The Legacy". Cristianini reconheceu já ter ouvido a tese antes e argumentou que essa é justamente a força do álbum: "É um disco que dá margem até para esse tipo de interpretação. Coisa que os outros ficaram meio mais ou menos."
O disco também rendeu outra revelação. Regis explicou por que "A Matter of Life and Death" é pouco citado por fãs brasileiros - e o motivo não tem a ver com qualidade musical. "Esse disco não é muito citado no Brasil porque o fã ficou bravinho", disse. "Porque o Iron Maiden não veio tocar no Brasil na turnê desse disco."
A razão da ausência está numa decisão radical da banda. Naquela turnê, o Iron Maiden optou por executar o álbum na íntegra e deixar os clássicos de fora do setlist. "Não dava para vir, não era viável", ponderou o jornalista.
Questionado por um espectador sobre os três melhores discos da fase que vai de "Brave New World" (2000) a "Senjutsu" (2021), Cristianini colocou "A Matter of Life and Death" no topo sem hesitar. "É o grande melhor e mais injustiçado, sem dúvida." Em seguida, empatou "Brave New World" e "The Book of Souls" e colocou "Senjutsu" em terceiro. Considera "The Final Frontier" o ponto fraco do período - embora reconheça que há boas músicas ali.
Regis divergiu em um ponto. "Você sabe que eu sou talvez o único cara que acha 'Dance of Death' um disco legal", afirmou, citando "Face in the Sand" como exemplo. Cristianini concordou que o álbum é irregular, mas que as boas faixas são muito boas - e defendeu também a versão acústica que a banda gravou na época. Para ele, parte da rejeição ao disco tem uma explicação simples: a capa, considerada uma das piores da carreira do grupo.
Sobre o futuro, ambos foram céticos quanto à possibilidade de um novo álbum de estúdio. "Eu acho que não vai gravar mais nenhum outro disco", disse Regis. Cristianini concordou: "Eu também duvido."
Confira a live completa abaixo.
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