Michael Sweet recusa King Diamond, mas aceita tocar junto
Por Sergio Verine
Postado em 06 de setembro de 2026
Michael Sweet não parece disposto a trocar o Stryper pelo universo de King Diamond. Em entrevista ao Dr. Music, o vocalista e guitarrista foi questionado se aceitaria tocar na banda de Kim Bendix Petersen caso surgisse uma proposta interessante. A resposta foi direta: provavelmente não.
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Sweet explicou que as diferenças espirituais entre o Stryper e o trabalho de King Diamond seriam grandes demais. Para ele, aceitar o convite poderia significar "trair" a própria fé e aquilo em que acredita.
Só que existe uma diferença importante entre entrar na banda e dividir um palco. E aí a história muda.
"Faríamos uma turnê com ele", afirmou Sweet, incluindo o Mercyful Fate na possibilidade. "100%. Absolutamente."
A curiosidade fica maior porque os dois já se encontraram. Foi no Hell & Heaven Metal Fest, no México, em dezembro de 2022. Sweet fez questão de procurar King Diamond nos bastidores. O encontro durou poucos minutos, mas foi suficiente para desmontar uma expectativa que ele próprio carregava.
Nada de discussão religiosa ou clima de "bem contra o mal". Foram dois músicos conversando sobre coisas banais, como clima e vida cotidiana. Sweet descreveu King como educado, gentil e "um dos caras mais legais" que já conheceu.
E tem mais. O vocalista do Stryper diz que toparia gravar uma música com King Diamond. Antes, porém, faria aquilo que costuma fazer diante de decisões importantes: oraria sobre o assunto.
A postura combina com uma história antiga do Stryper. A banda nunca escondeu a disposição de tocar fora do mercado gospel e dividir festivais com grupos seculares, mesmo recebendo críticas de setores cristãos.
Formado há 43 anos, o Stryper também conhece o outro lado dessa moeda. Mesmo sendo um dos nomes mais bem-sucedidos da chamada cena do rock cristão, o grupo já foi tratado como peixe fora d'água tanto por parte da igreja quanto do próprio circuito de heavy metal.
No fim, Sweet parece menos interessado em transformar King Diamond em adversário do que em separar música, pessoa e crença. Uma postura curiosa para dois artistas que, no imaginário de muita gente, deveriam estar em lados completamente opostos do balcão.
FONTE: Dr. Music
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